SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
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Expansão do Metrô até a Dutra em SP atrai grupos estrangeiros


Seis grupos estrangeiros se associaram a construtoras nacionais para tentar quebrar a preferência do que eles chamam "Clube do Tatuzão" na disputa pelas obras de expansão da Linha 2 (Verde) do Metrô de São Paulo.

O "clube" é formado pelas maiores construtoras do país (Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS).

O processo nem bem começou e já está levando algumas empresas à Justiça. Isso porque, para concorrer nessa licitação, é preciso ser empresa com sede no país e já ter construído túneis de metrô com uma escavadeira gigante ("shield"), batizada de "tatuzão" --e que custa cerca de R$ 50 milhões.

A exigência habilitaria somente as grandes empreiteiras para a disputa e isso gerou contestações, em janeiro deste ano, das principais concorrentes do "clube".

O Metrô chegou a suspender a concorrência, adiando a abertura da documentação das interessadas. Em fevereiro, foi judicialmente obrigado a prestar esclarecimentos, devido às contestações da Galvão Engenharia.

A construtora afirmava que o edital original não permitia a participação estrangeira.

A resposta do Metrô saiu em 15 de fevereiro e a documentação das interessadas foi aberta dias depois. O Metrô negou ter mudado o edital e afirmou que qualquer empresa estrangeira poderia participar, desde que tivesse sede no país e se associasse em um consórcio com construtoras brasileiras.

Com isso, a própria Galvão ganhou tempo e, nesse intervalo, fechou parceria com a portuguesa Somague.

Resultado: seis estrangeiras estão no certame. São elas: Ghella (Itália), Acciona e Azvi (Espanha) e Somague (Portugal). As espanholas Ferrovial e a Copasa --dois dois maiores conglomerados internacionais de infraestrutura-- surgiram na última hora associadas às brasileiras Carioca e Construcap, respectivamente.

Antes disso, ambas só entregaram propostas para lotes sem o "tatuzão". Suas sócias já estão em processo de abertura de subsidiárias no Brasil para que a proposta seja considerada válida.

O QUE ESTÁ EM JOGO

A pressão das construtoras concorrentes do "clube" se explica por dois motivos. Um deles é o valor da obra: R$ 5 bilhões. A maior parte desse valor (60%) será paga aos dois consórcios vencedores dos trechos em que será preciso usar o "tatuzão".

O projeto de expansão da Linha 2 (Verde) terá 15 km e ligará a estação Vila Prudente à rodovia Dutra, próximo ao Aeroporto Internacional de São Paulo. Ao todo, serão 12 estações.

O mais importante é que, com a abertura para as estrangeiras que já usaram o "tatuzão", as construtoras brasileiras associadas terão a certificação necessária para fazer parte do "clube" e, assim, participar de concorrências futuras.

Com mais concorrentes, os preços tendem a baixar, o que é positivo para os cofres públicos. Oficialmente, nenhuma empresa quis comentar. O Metrô negou qualquer tipo de direcionamento.


Folha

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