SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em:
Linhas ARTESP atualizadas em tempo real • EA e AG por horário fixo • Ocorrências no @DiariodaCPTM

Empurrão vira regra no embarque de Metrô e CPTM.

Usuários embarcando em Brás
Há até briga para ir sentado nos trens da CPTM e do Metrô; pai de menino que morreu na Estação Brás quer processar empresa

Ir sentado no trem. Essa é a principal motivação de quem empurra outras pessoas em horários de pico nas plataformas da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na terça-feira, um estudante de 15 anos morreu depois de cair nos trilhos na Estação Brás, enquanto uma composição chegava. A polícia investiga a hipótese de o rapaz ter sido vítima do empurra-empurra característico do embarque no rush. O pai diz que processará a empresa.

Usuário contumaz da Linha 3-Vermelha do Metrô, o universitário André Carvalho, de 21 anos, relata que muitos desrespeitam a faixa amarela de segurança nas plataformas da Estação Palmeiras-Barra Funda no pico da tarde, expondo-se ao risco. "O pior é às 18h. As pessoas ficam com receio de não conseguir assento e saem empurrando. Já presenciei brigas."

Para agravar, diz ele, alguns passageiros simplesmente param na frente das portas quando percebem que não vão conseguir sentar, para aguardar o próximo trem, interrompendo o fluxo da fila. Isso ocorre diariamente: nem as grades de metal instaladas para direcionar o fluxo de entrada ajudam.

No caso da Linha 8-Diamante da CPTM (Júlio Prestes-Itapevi), a situação é pior no período da manhã, quando a "avalanche" de pessoas tentando entrar impede que quem está dentro consiga desembarcar nas estações intermediárias. É o que afirma a diarista Maria Cláudia Santos Almeida, de 47 anos, que enfrenta essa rotina todos os dias. "Não respeitam ninguém, nem idoso nem mulher."

Os homens, por sinal, são os que mais recorrem aos empurrões para garantir um espaço menos desconfortável nos vagões, afirma a publicitária Tamires Fernandes, de 23 anos, que embarca no Brás. "Por isso, espero todos que estão com muita pressa entrar para só depois tentar embarcar." O consultor de negócios Marcelo Morais, de 25 anos, também pega o trem ali. Ele afirma já ter tropeçado no vão entre o trem e a plataforma, por causa dos empurrões.

Queda. Leonardo de Souza Silva, a vítima da queda na plataforma 7 da Estação Brás, na Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), morreu de politraumatismo. A CPTM exibiu à reportagem vídeos gravados por algumas câmeras de segurança da estação no momento da queda, mas não de todas.

Nenhuma das imagens mostrava exatamente a área onde estava o rapaz. A empresa distribuiu nota à imprensa alegando que testemunhas ouvidas por ela mesma disseram que "um rapaz pulou da plataforma para o estribo de uma das portas, quando o trem ainda estava em movimento", fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse entre dois vagões.

O Estado pediu, desde anteontem, para falar com essas testemunhas, mas a empresa negou. Nenhuma das testemunhas registradas no boletim de ocorrência sobre o caso relatou ter visto alguém pulando assim.

Segundo o delegado titular da Delegacia do Metropolitano (Delpom), José Eduardo Navarro, a CPTM só deve enviar os vídeos do circuito interno da estação na segunda-feira para a polícia. Investigadores buscam agora outras testemunhas que possam ajudar a elucidar a ocorrência. O pai do rapaz, o cortador de tecidos Francisco Maizo Fernandes da Silva, de 40 anos, não acredita na versão da CPTM. Ele diz que está constituindo um advogado para processar a empresa estadual.


CAIO DO VALLE - O Estado de S.Paulo

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