Direto do MetrôAtualizado em: 17/05/2018 17:41

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6 de junho de 2014

Nova tentativa de conciliação fracassa e greve no Metrô deve continuar

Legalidade da paralisação e reajuste salarial serão definidos em julgamento

Uma audiência extraordinária para tentar chegar a um acordo e pôr fim à greve dos metroviários terminou sem avanço de nenhum dos lados, na noite desta sexta-feira (6), no (Tribunal Regional do Trabalho). Um acordo hoje evitaria que a paralisação fosse a julgamento, pré-agendado para o próximo domingo (8). Uma assembleia dos trabalhadores está marcada para as próximas horas, mas segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, dificilmente a oferta atual será aprovada.

A companhia continuou a argumentar que não tem como elevar a proposta de 8,7% de reajuste salarial. O desembargador Rafael Pugliese chegou a propor um valor entre 8,8% e 9,2%. A categoria admitiu que um acordo incluindo outros benefícios poderia resultar em índice menor, mas o Metrô não recuou.

Os metroviários pediam ao menos 12,2% de aumento salarial, melhorias no plano de carreira, plano de saúde para os aposentados, entre outras reivindicações. Apesar disso, Pugliese focou a audiência nas questões econômicas.

Além dos 8,7% de reajuste no pagamento, a companhia ofereceu 17% de aumento no vale-alimentação e 8,7% no vale-refeição, além de retirar a coparticipação dos funcionários nesse último benefício. A proposta da empresa também inclui extensão do auxílio-creche e uma cesta no mesmo valor do vale-alimentação no fim do ano.

O desembargador sugeriu retirar um dos benefícios para incluir no reajuste salarial. Por exemplo, se os trabalhadores abrissem mão da extensão do auxílio-creche, o aumento passaria de 8,7% para 9,2%. O sindicato não concordou.

O presidente do Metrô, Luiz Antônio Carvalho Pacheco, disse que qualquer aumento além do proposto até agora impactaria negativamente nas finanças do Estado de São Paulo, já que a companhia é uma empresa pública.

Com a decisão nas mãos da Justiça, o prejuízo poderá ser dos metroviários, já que a lei prevê o reajuste do salário e dos benefícios com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Esse indicador ficou em 5,8% em abril deste ano, no acumulado dos últimos 12 meses.

R7


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