31 de julho de 2013

Ato em São Paulo cobra respostas às denúncias de corrupção no metrô e na CPTM

Metroviários e Movimento Passe Livre fazem manifestação dia 14 para cobrar apurações sobre desvios de dinheiro público dos transportes

São Paulo – Os metroviários de São Paulo e o Movimento Passe Livre (MPL) farão, no próximo dia 14, um ato público para dar visibilidade e cobrar responsabilidades e a apuração das denúncias de desvios de recursos públicos do Metrô paulistano e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no que ficou conhecido como propinoduto tucano. “A ideia é denunciar o cartel e o desvio de R$ 400 milhões do metrô e os transportes, que deveriam ser usados em investimento e redução de tarifas, por exemplo, que faria muito bem à população”, diz Mateus Preis, do MPL.

Preis diz que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outras entidades, deve participar do ato, cujo ponto inicial ainda está sendo discutido.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sérgio Renato da Silva Magalhães, o Carioca, a população vai ser informada do protesto e suas motivações com antecedência. “No próximo dia 6, vamos divulgar uma carta aberta à população, explicando o ato, cujo núcleo é cobrar a investigação das denúncias”, informa. A carta será assinada também pelo MPL.

Rogério Centofanti, do Sindicato dos Ferroviários Sorocabana, diz que a categoria será consultada e decidirá sobre a participação em assembleia na sexta-feira, 2. “Muitas denúncias não foram apuradas e, se foram, não foram divulgadas”, diz Rogério Centofanti, do Sindicato dos Ferroviários Sorocabana. “É preciso esclarecer a população sobre o que está acontecendo com o metrô e a CPTM.”

Os problemas apontados pelos trabalhadores não estão apenas relacionados à corrupção. Segundo Cavalcanti, delegado sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Central do Brasil, diz que é preciso denunciar também o perigo iminente que a população está correndo com trens superlotados. “O trem que descarrilou na semana passada na Espanha (perto de Santiago de Compostela) foi trágico devido à alta velocidade. Aqui seria pior se ocorresse um choque entre trens lotados”, afirma Cavalcanti.
Licitação fracassada

Ontem (30), fracassou a licitação para a construção da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. O prazo venceu e não houve proposta de nenhuma empresa. O ramal ligará a Brasilândia, na zona norte da capital, à estação São Joaquim, no centro.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional divulgou nota segundo a qual “o governo do estado de São Paulo, por meio do Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas (PPP), informa que devido à ausência de propostas na concorrência da Linha 6 - Laranja do Metrô existe a necessidade de esclarecer vários pontos do edital que não foram totalmente compreendidos”.

A Linha 6-Laranja do Metrô é a primeira do sistema que será totalmente construída e operada pelo setor privado.

O governo de Geraldo Alckmin esclarece que uma reunião dia 7 vai “analisar e aperfeiçoar os principais aspectos do projeto para que um novo edital possa ser publicado ainda este mês”.
Cobranças

Esta semana, o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT) afirmou à Rádio Brasil Atual que o Ministério Público (MP) de São Paulo demora a agir nos casos denunciados recentemente. “A impressão é que foi montada uma estrutura de corrupção entre a empresa Siemens e a Alstom, que é outra empresa que opera no Metrô e CPTM, inclusive com repasses a executivos importantes do estado. Viemos fazendo denúncias desde 2008 de irregularidades em contratos e não apuradas pelo MP estadual ou pelo Tribunal de Contas do Estado”, disse Marcolino.

Na semana passada, o também petista João Paulo Rillo (PT) protocolou pedido de apuração de denúncias de desvios de recursos públicos do Metrô e da CPTM ao procurador-geral de Justiça do Estado De São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa. “Espero que depois de tanto debate sobre a necessidade da liberdade de investigação (do Ministério Público) e de se garantir suas funções, elas sejam aplicadas neste caso também”, disse Rillo.

Fonte: Rede Brasil Atual

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