31 de julho de 2015

Após rescisão, consórcio critica 'limitações gerenciais' do Metrô de SP

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Contrato para construção de duas estações da Linha 4 foi rescindido.

Empresa diz que havia solicitado ao Metrô entrega de projetos executivos.

 

O consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam, responsável pela construção de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista, disse que partiu da empresa a decisão de rescindir o contrato com o Metrô e criticou as 'limitações gerenciais' da empresa de transportes.

 

Segundo o consórcio, a "há cerca de 15 dias, entregou ao Metrô uma carta em que solicitava a regularização dos aditivos e a entrega de projetos executivos, sem os quais a continuidades das obras tornava-se impossível. Como não houve nenhuma manifestação do Metrô, reforçando as limitações gerenciais daquele órgão, a empresa tomou a decisão de pedir a rescisão do contrato e encaminhar a questão para um processo de arbitragem. Isto também significa que nenhuma multa foi aplicada".

 

O consórcio ainda informou que vai encaminhar a questão em um processo de arbitragem. A empresa diz que já apresentou ao Metrô um plano de desmobilização das obras e lamenta que o desfecho tenha sido este, mas está convencida que a decisão tomada era a única possível.

 

O governo de São Paulo decidiu rescindir o contrato com o consórcio responsável pela construção de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista, segundo informou o SPTV nesta quinta-feira (30). As estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie deveriam ser entregues em 2016, mas vão atrasar pelo menos um ano porque será aberta uma nova licitação no segundo semestre deste ano.

 

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou ainda que vai cobrar uma multa, prevista em contrato, de R$ 23 milhões do consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam por causa de abandono da obra, descumprimento de normas de qualidade e segurança, além da ausência de pagamento das empresas subcontratadas.

 

O que falta

 

Além das estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, ainda falta a construção das estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Uma licitação também precisou ser aberta para concluir as obras das duas últimas estações porque o consórcio Isolux Córsan-Corviam parou as obras na Linha 4.

"Iniciadas as obras no começo do ano [2016], em 12 meses nos vamos entregar Higienópolis, em 15 meses Oscar Freire, 18 meses Morumbi e 24 meses a Vila Sônia", afirmou o secretário estadual de Transportes Metropolitanos.

 

Licitações e suspensões

 

A Linha 4 terá 11 estações, ao longo de quase 13 km entre a Luz e a Vila Sônia. O contrato para início da primeira fase das obras foi assinado em novembro de 2006. As primeiras estações inauguradas foram Paulista e Faria Lima, em maio de 2010. A segunda fase de obras teve licitação fechada em 2012 por R$ 1,8 bilhão. Mas, dentro desta etapa, apenas a estação Fradique Coutinho foi aberta, em novembro de 2014.

Depois de ficarem suspensos em 2014, somente os trabalhos nas estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire foram retomados em abril deste ano, quando o Metrô e a construtora fecharam um acordo. O governo já havia ameaçado romper o contrato por causa de atrasos na obra, mas decidiu pagar mais R$ 20 milhões para o consórcio responsável.

 

O contrato inicial da linha era de R$ 172 milhões para a construção do Pátio Vila Sônia e das futuras estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire. O consórcio Isolux Corsán-Corviam, responsável pelo trabalho, já havia recebido do governo paulista quase R$ 19 milhões no ano passado e mais R$ 20 milhões em 2015. Com os aditivos, o valor inicial subiu para R$ 212 milhões.

 

G1

30 de julho de 2015

Obras de modernização alteram circulação dos trens da CPTM

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Neste fim de semana, 1º e 2 de agosto, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) prosseguirá com as obras de modernização e manutenção preventiva em suas linhas. Por isso, os trens circularão com maiores intervalos em trechos e horários específicos. Confira a programação e antecipe sua viagem:

Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato)

Domingo: das 4h à meia-noite, haverá obras de modernização do sistema de rede aérea nas proximidades da Estação Franco da Rocha.

Das 4h às 12h, serão realizados serviços de infraestrutura e manutenção preventiva nos equipamentos de via permanente na região da Estação da Luz.

O intervalo médio será de 15 minutos entre as estações Luz e Caieiras e 30 minutos entre Caieiras e Francisco Morato.

Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi)

Domingo: das 4h às 7h, serviços de manutenção preventiva serão realizados no sistema de rede aérea entre as estações Carapicuíba e Antônio João. O intervalo médio será de 10 minutos entre as estações Júlio Prestes e Carapicuíba e 20 minutos entre Carapicuíba e Itapevi.

Das 9h às 19h,ocorrerão obras de modernização nas estações Jardim Belval e Jardim Silveira. Neste período, o intervalo médio será de 10 minutos entre as estações Júlio Prestes e Barueri e 20 minutos entre Barueri e Itapevi.

Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú)

Sábado: a partir das 23h até o fim da operação comercial, haverá obras de modernização no sistema de rede aérea entre as estações Pinheiros e Vila Olímpia.   O intervalo médio será de 23 minutos em toda alinha.

Domingo: das 9h às 19h, serão executados serviços de manutenção preventiva nos equipamentos de via permanente entre as estações Presidente Altino e Cidade Universitária. O intervalo médio será de 20 minutos em toda a linha.

A partir das 23h, os trabalhos estarão concentrados no sistema de rede aérea entre as estações Santo Amaro e Jurubatuba. O intervalo médio será de 25 minutos em toda a linha.

Linha 11-Coral/Expresso Leste (Luz-Guaianases)

Sábado: a partir das 23h até o fim da operação comercial, haverá manutenção preventiva nos equipamentos de via permanente nas proximidades da Estação Tatuapé. O intervalo médio será de 11 minutos entre as estações Luz e Brás e 25 minutos entre Brás e Guaianases.

Domingo: das 4h às 12h, a manutenção preventiva será executada nos equipamentos de via permanente na região da Estação Luz.

Das 4h às 20h,também haverá manutenção preventiva nos equipamentos de via permanente entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera.

O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Luz e Guaianases durante toda a operação comercial.

Linha 11-Coral/Extensão (Guaianases-Estudantes)

Domingo: das 4h à meia-noite, em razão das obras no trecho entre Luz e Guaianases, o intervalo médio será de 15 minutos entre as estações Guaianases e Estudantes.

Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana)

Sábado: a partir das 23h até o fim da operação comercial, haverá obras de modernização no sistema de rede aérea nas proximidades da Estação USP Leste. O intervalo médio será de 30 minutos em toda a linha.

Domingo: das 4h à meia-noite, as obras de modernização no sistema de rede aérea nas proximidades da Estação USP Leste prosseguirão e o intervalo médio será de 30 minutos em toda a linha.
Desafio : a CPTM ressalta que executar as obras de modernização, mantendo simultaneamente o atendimento aos usuários, é um grande desafio.

As ações exigem medidas como promover intervenções em horários de menor movimentação de passageiros aos finais de semana, feriados e madrugadas.

Em caso de dúvidasou informações complementares, a CPTM coloca à disposição o Serviço de Atendimento ao Usuário: 0800 055 0121.

Ciclovia da marginal tem roubo e até capivara

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Na avaliação dos ciclistas, pedalar em grupo é uma forma de intimidar os ladrões

O nome de um dos territórios mais explosivos do mundo, a Faixa de Gaza, no Oriente Médio, foi escolhido por ciclistas para batizar ciclovia da Marginal Pinheiros, que ganhou o apelido de “Ciclofaixa de Gaza”.

O motivo, segundo frequentadores, é que o local vive uma onda de roubos a bicicletas. Tanto que usuários do espaço se uniram e passaram a pedalar de forma coletiva.

“Não há segurança nenhuma” , disse Anderson Xavier, coordenador do grupo (leia mais em entrevista abaixo).

Há cerca de dois meses, os ciclistas da “Ciclofaixa de Gaza” que moram na periferia da Zona Sul, trabalham nas imediações da Marginal Pinheiros e vão ao serviço de bicicleta usando a ciclovia, costumam se reunir após o fim do expediente, nas imediações da Ponte Cidade Jardim, Zona Sul.

O trecho, segundo eles, é um dos mais perigosos da ciclovia. Na avaliação dos ciclistas, pedalar em grupo é uma forma de intimidar os ladrões.

MUDANÇA DE LADO /De acordo com os ciclistas, a presença de ladrões aumentou de forma drástica após o fechamento de parte da ciclovia da Marginal Pinheiros, que margeia as estações da Linha 9 - Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A pista, conhecida como lado leste, foi interditada para a construção da futura Linha-17 Ouro do Metrô, entre as estações Vila Olímpia e Morumbi.

Para manter a possibilidade de se pedalar na via, o governo estadual decidiu desviar o trecho interditado para o outro lado do Rio Pinheiros, o chamado lado oeste. “Ele fica próximo da favela Real Parque e não tem estações da CPTM nem prédios com grandes escritórios. Isso fez a alegria dos bandidos”, afirmou o professor Tadeu Medeiros, de 57 anos.

“Na terça-feira tentaram levar minha bike. Só não levaram porque eu disse ‘justo eu?’. Daí, acho que eles ficaram com pena de mim e me liberam sem levar nada”, afirmou Tadeu.

Mesma sorte não teve o jornalista Fábio Bahr, de 42 anos. “Três moleques saíram de trás de uma árvore e invadiram a pista. Um deles apontava uma arma. A ação foi muito rápida e a ‘invasão’ bem planejada. Eles se jogam uns 20, 30 metros antes do ciclista, que para praticamente em cima deles, sem tempo de reação”, disse Fábio, que teve bastante prejuízo. “Além da bicicleta,  levaram celular, relógio, luvas, cartão do banco e carteira de identidade”, afirmou.

A via é um verdadeiro campo minado para os ciclistas que se arriscam a passar por ela

A ciclovia tem poucas saídas com passarelas. Situação favorece  bandidos que fogem no meio dos carros atravessando a Marginal Pinheiros

Duas pontes que vão passar sobre o Rio Pinheiros (Laguna e Itapaiuna) estão sendo erguidas com seus canteiros que usam parte da ciclovia.  Uma placa avisa aos ciclistas que é preciso tomar cuidado com objetos içados

De acordo com os ciclistas,  a vegetação da “Ciclofaixa de Gaza” é usada como esconderijo pelos ladrões de bicicletas. Os arbustos são os preferidos dos criminosos

Os frequentadores da ciclovia também precisam compartilhar a pista exclusiva para bicicletas com as capivaras, que aos montes cruzam a pistas em diversos trechos. Há riscos de atropelamentos

Entrevista Anderson Xavier, ciclista:

DIÁRIO_ Como os ladrões de bicicletas  agem na ciclovia da Marginal Pinheiros?

ANDERSON XAVIER_ Eles se aproveitam da vegetação. Escondem-se atrás de arbustos. Outra característica é a de que o assaltante nunca está sozinho.

E na hora da abordagem?

Temos casos em que os ladrões vão rendendo as vítimas uma por uma, mas sem liberá-las até cada um da quadrilha ter conseguido roubar uma bicicleta. É uma espécie de sequestro relâmpago, muito traumatizante para quem passa por uma situação assim.

E o policiamento?

É praticamente inexistente.

A criação do grupo de ciclistas ‘Ciclofaixa de Gaza’ melhorou a sensação de insegurança?

Em uma certa medida, sim. Os assaltantes se sentem menos seguros em atacar. Mas conseguimos nos reunir somente na hora da volta do trabalho. Quando estamos indo, não tem como juntar todos porque tem gente de vários bairros da Zona Sul e diferentes horários de entrada no trabalho.

Placa alerta para o perigo que está pendurado

“Atenção! Não fique ou passe sob carga suspensa”. A mensagem contida em placa da ciclovia da Marginal Pinheiros, no trecho oeste, alerta o ciclista sobre os perigos com a construção da Ponte Laguna, que está sendo erguida sobre o rio Pinheiros, oferece a quem pedala na “Ciclofaixa de Gaza’'. Outra ponte, a Itapaiuna, também está sendo erguida no local.

“Não é bacana pedalar debaixo de uma obra que pesa toneladas e mais toneladas. Mas para quem mora na Zona Sul essa ciclovia é bastante importante porque é um caminho rápido.  Por isso continuo pedalando nela”, disse o autônomo Nelson Antonio dos Santos, de 34 anos, enquanto aguardava  um pedaço de sustentação da ponte ser içada.

Segundo o promotor de vendas Fábio Aurélio Ribeiro Cardoso, de 37 anos, aos sábados, quando o ritmo das obras diminuiu, por outro lado a ação dos ladrões aumenta. De acordo com o ciclista, bandidos que vão ao baile funk da Favela Real Parque, que fica próxima à ciclovia saem da festa no começo da manhã e partem para a pista de bikes com o objetivo de roubar os ciclistas.

“São basicamente dois tipos de ladrões. O primeiro grupo rouba qualquer bike apenas para comprar  droga. O segundo visa bicicletas  que custam R$ 10 mil, R$ 20 mil. Esse grupo tem um mercado de receptadores mais organizado", disse Cardoso que usa a pista rotineiramente.

RESPOSTAS DA SSP e do estado

Bicicletas são recuperadas

Por meio de nota, a Segundo a Secretaria da Segurança Pública disse que a Polícia Civil recuperou neste ano 11 bicicletas que teriam sido roubadas na ciclovia da Marginal do Pinheiros, das quais algumas já foram devolvidas aos donos. O 34º DP (Morumbi) já identificou três suspeitos de terem cometido os crimes e mantém diligências para prendê-los. “A SSP esclarece que os roubos em geral caíram 9,2% no primeiro semestre deste ano na região do 34º DP, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A Polícia Militar esclarece que realiza patrulhamento por meio de viaturas, Base Comunitária Móvel e policiamento a pé, que resultou, no primeiro semestre, na prisão de 115 pessoas e apreensão de 21 armas na região.” A Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos informou que "a Ciclovia Rio Pinheiros, é fechada, devidamente sinalizada e funciona das 5h30 às 18h30, com portões de acesso.

“Por esse motivo é possível fazer o monitoramento, com equipes de patrulhamento em viaturas, motocicletas e bicicletas, em rondas ao longo do dia.  Em casos de ocorrências, é imprescindível que a vítima faça um Boletim de Ocorrência para que a polícia conduza as investigações, visando à prisão dos assaltantes. No caso da ciclovia Rio Pinheiros, além do BO, os usuários podem denunciar irregularidades pelo SMS/Denúncia, para o celular 97150-4949, descrevendo a infração cometida, as características do autor e o local ou pelo telefone 0800-0550121.


Por: Eduardo Athayde
portalweb@diariosp.com.br

SuperVia diz que trem tinha 'altura suficiente' para passar sobre corpo

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Concessionária alegou que havia cerca de 6 mil passageiros em três trens lotados aguardando para seguir viagem

A SuperVia se pronunciou, por meio de nota, sobre o trem que passou sobre o cadáver de um homem nos trilhos próximo à estação de Madureira. O incidente aconteceu na terça-feira e o vídeo mostrando um agente da SuperVia autorizando o maquinista a passar sobre o corpo caído nos trilhos se espalhou pela Internet. 

Para justificar o procedimento adotado, a concessionária de serviço público alegou que o trem tinha 'altura suficiente' para passar sobre o corpo e que a decisão foi tomada considerando que na linha havia três trens lotados (cerca de seis mil passageiros) aguardando para seguir viagem. O homem foi identificado pela Polícia Civil como Adílio Cabral dos Santos.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, definiu como 'injustificável' a atitude tomada pelos agentes na estação de trem da Zona Norte. No entanto, Osório afirmou que cabe à Agetransp punir a SuperVia.
"A fiscalização é da Agetransp, nós somos o poder concedente, uma vez que somos diretamente interessados. Temos como objetivo que o serviço seja feito de maneira adequada. Em Madureira, a situação foi injustificável. Já conversei com o presidente da Agetransp, a investigação foi aberta ontem (quarta-feira) e todos os materiais já estão sendo analisados. Nós queremos uma solução rápida e transparente.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) disse, em nota, que a ação dos agentes da SuperVia foi "uma barbaridade, por tratar um corpo como algo descartável".
Na última terça-feira, um agente da SuperVia autorizou um maquinista a passar o trem sobre o corpo de uma vítima fatal de um acidente ocorrido na Estação de Madureira na terça-feira. O homem fora atropelado após acessar indevidamente os trilhos. O agente da concessionária, em vez de aguardar a remoção do corpo, dá sinal para que o trem siga viagem. O que se vê em seguida é a composição passando com todos os vagões sobre o homem morto.
Vídeo:  Trem da SuperVia passa sobre corpo em Madureira






A 29ª DP (Madureira) abriu investigação sobre o caso. As imagens do Canal 'Supervia Vergonha do Povo Carioca' mostram os vagões passando sobre o corpo, para o espanto dos passageiros.
Vídeo:  Ação de agentes choca passageiros na estação de trem





Supervia e Bombeiros apresentam versões diferentes
Na nota enviada à imprensa, a Supervia afirma que acionou os Bombeiros para a ocorrência de um corpo na Estação de Madureira na tarde de terça-feira.  A corporação militar, no entanto, nega que o acionamento tenha acontecido para este caso, mas sim para o atendimento a uma vítima de trauma. A retirada do corpo teria ocorrido apenas às 20h, após o pedido da delegacia de Madureira uma hora antes. 

Eis a nota da SuperVia: 

Sobre o episódio ocorrido nas proximidades da estação Madureira no dia 28/7, terça-feira, por volta de 17h, início do horário de pico do movimento de passageiros, a SuperVia lamenta e reforça que está investigando o fato, resultante de um procedimento totalmente fora dos padrões operacionais da empresa.

O aparecimento de um corpo na linha, entre os trilhos, obrigou a SuperVia a interromper o tráfego de trens naquele trecho e acionar as autoridades competentes (Corpo de Bombeiros e Polícia Civil) para os procedimentos legais, o que foi feito.

A SuperVia reforça que sua área de segurança não tem poder de polícia.
A empresa lamenta a perda de mais uma vida por invasão dos trilhos.

As primeiras apurações indicam que as circunstâncias do acidente e o tráfego intenso de trens com milhares de passageiros naquele momento levaram o Centro de Controle Operacional da empresa a trabalhar com um procedimento de exceção, sob absoluto controle, considerando os seguintes pontos em benefício da segurança do sistema:

- Foi constatado que o trem que trafegou sobre o corpo tinha altura mais do que suficiente para fazê-lo sem risco de atingir e vilipendiar a vítima.

- Apenas a partir dessa constatação, confirmada com toda segurança por agente da empresa no local, e diante do risco de se criar um problema maior e mais grave com a retenção de diversos trens, o CCO tomou a decisão, em caráter absolutamente excepcional, de autorizar a passagem do trem.

- Na linha interrompida havia 3 trens lotados (cerca de 6 mil passageiros, no total) impedidos de seguir viagem.

- A paralisação da linha criaria transtornos para toda a movimentação do horário, quando viajam cerca de 200 mil pessoas pelo sistema.

- Passageiros retidos em trens parados tendem a descer irregularmente na linha, aumentando riscos de incidentes, como já ocorreu em outras vezes.

- A vítima estava posicionada num ponto em que a liberação de um dos 3 trens retidos permitiria remanejamentos para evitar a paralisação do tráfego.

Reforçando que lamenta o que aconteceu, a SuperVia criou uma comissão para estudar a adoção de práticas que ajudem a encaminhar os procedimentos capazes de atenuar o impacto de situações como essa sobre a rotina do serviço.

A SuperVia registra mais uma vez que o episódio é consequência de um problema de infraestrutura causada pela falta de isolamento da malha ferroviária, que é atravessada por cerca de 180 passagens de nível (só 38 são oficiais) e incontáveis pontos de travessia de pedestres, o que coloca em risco, diariamente, a vida de pessoas.

Metrô terá que indenizar mulher molestada em estação de SP

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Vítima deverá receber R$ 20 mil do Metrô, mas defesa vai recorrer e pedir uma indenização no valor de R$ 50 mil


A Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRO, foi condenada a indenizar uma passageira que foi molestada na estação São Joaquim, da Linha 1-Azul. Segundo a defesa da vítima, do escritório Ademar Gomes, o agressor encostou na mulher e, quando ela olhou para trás, percebeu que o homem estava com o pênis exposto.

O juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da capital, julgou parcial o pedido feito pelos advogados da mulher e estabeleceu pagamento de multa no valor de R$ 20 mil com aplicação de 15% de sucumbência mais juros e correções monetárias.


Os advogados da vítima querem uma indenização de R$ 50 mil e vão recorrer da decisão.

Em nota, o Metrô disse que "repudia abuso sexual que é um crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público". Segundo a empresa, seus funcionários são treinados para fazer um "trabalho intenso de coibição e prevenção, com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas de suspeitos que possam colocar em risco a segurança de todos".

Para evitar novos episódios deste tipo, o Metrô diz contar inclusive com a colaboração dos passageiros, por meio do SMS-Denúncia: (11) 97333-2252.

Veja a nota na íntegra:

O Metrô repudia abuso sexual que é um crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A Companhia faz um trabalho intenso de coibição e prevenção, com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas de suspeitos que possam colocar em risco a segurança de todos. Os agressores não podem ficar impunes e as mulheres precisam, evidentemente, se sentir seguras para denunciar o assédio. Para isso, o Metrô desenvolve estratégias de segurança para coibir crimes em sua dependência e oferece atendimento às vítimas.

São mil agentes de segurança treinados para agir em benefício de todos os passageiros, sejam eles homens ou mulheres, idosos, adultos ou crianças, além de contar com câmeras de vigilância em trens e nas estações. A colaboração dos usuários é fundamental para que todos os passageiros tenham seus direitos respeitados. O SMS-Denúncia (97333-2252) é uma ferramenta à disposição da população para propiciar a interação do usuário e promover agilidade no combate às práticas irregulares, infrações ou crimes.

Terra
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A transferência entre linhas é garantida desde que o usuário esteja em sua última estação de transferência até as 00h.
Funcionamento das estações: das 4h às 00h (segunda a sexta e domingos) e das 4h à 1h (sábados)
.
OBS: último trem do terminal de Jundiaí para Francisco Morato tem partida programada às 23h30.