GREVE

NENHUMA INFORMAÇÃO

28 de maio de 2015

Metrô analisa imagens de segurança para tentar identificar suspeito de abusar de repórter

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Em nota, companhia diz que repudia o abuso sexual dentro e fora do transporte público

 

Após relato de repórter do R7 sobre um abuso sofrido dentro de um vagão da linha 3-Vermelha do Metrô, na noite desta quarta-feira (28), a companhia informou, em nota, que "a equipe de segurança está trabalhando com as imagens para identificar o criminoso". Um usuário do Metrô ejaculou na calça da repórter na estação Bresser-Mooca, por volta das 19h30.

 

Ainda de acordo com a nota, a repórter do R7 fez o correto em procurar um dos agentes para fazer a denúncia, mas explica que a informação de que um dos funcionários disse que “nada poderia ser feito” "é totalmente contrária à orientação do Metrô de amparar as vítimas e auxiliá-las para a realização de um Boletim de Ocorrência. O Metrô lamenta a conduta errada relatada e informa que o empregado já foi identificado e será reorientado".

 

O Metrô diz, ainda, que "repudia o abuso sexual, crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A empresa trabalha continuamente com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas de suspeitos que possam colocar em risco a segurança de todos".

 

A companhia informa que conta com 1.000 agentes de segurança treinados para atender aos passageiros, além de contar com câmeras de vigilância em trens e nas estações, mas ressalta que "a colaboração dos usuários é fundamental para que todos os passageiros tenham seus direitos respeitados. O SMS-Denúncia (97333-2252) é uma ferramenta à disposição da população para propiciar a interação do usuário e promover agilidade no combate às práticas irregulares, infrações ou crimes".

 

R7

 

Usuário ejacula em repórter durante viagem na Linha 3-Vermelha

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Usuário ejaculou na jornalista durante viagem da linha 3-Vermelha em vagão lotado

Tarado no metrô comigo nunca teve vez. Já protagonizei escândalo, já fui responsável pela retirada de um ser desse da estação e calejei meu cotovelo e meu olhar fulminante para encostadas suspeitas, mas, mesmo assim, hoje fui vítima: um usuário do Metrô ejaculou na minha calça.

O metrô lotado. Quando cheguei à estação Brás, sentido Corinthians-Itaquera, às 19h30, muitas pessoas saíram e algumas entraram. Entre essas pessoas que entraram no vagão estava esse homem que se achou no direito de se aliviar em mim.

No trajeto de 30 segundos entre a estação Brás e Bresser-Mooca, esse homem se masturbou. Não notei nada até a porta estar prestes a se abrir e o barulho da movimentação intercalar com a respiração ofegante dele atrás de mim.

Saí do vagão olhando para trás, desconfiada, e ele também saiu e me olhou. Foi quando meus pés tocaram a escada rolante que senti parte da minha calça esquentar. Quando coloquei a mão nela, notei que ela estava molhada. A palavra era nojo. Não dava mais tempo de descer, mesmo que minha vontade fosse pular da escada rolante que subia. Chamei um funcionário do Metrô e aí que tudo ficou ainda mais estranho.

Ele me acompanhou, procurando o tal homem que eu sabia que tinha embarcado no vagão do lado. Enquanto isso, ele me dizia que não tinha o que fazer. Que EU deveria ter gritado, que EU deveria ter feito alguma coisa e se EU tivesse me manifestado, os próprios passageiros me ajudariam. Fiquei pensando em que momento o Metrô faria alguma coisa. Nada mais aconteceu. O funcionário perguntou se eu morava perto, eu disse que sim. E só. Nada de registro, nada de boletim de ocorrência, como se nada tivesse acontecido.

Não sou funcionária do Metrô para pensar em soluções para essa situação corriqueira, não sou paga para isso, mas pago a passagem, nada barata, para ir para minha casa ou trabalho tão apertada a ponto de um homem se masturbar, ejacular e ninguém ver.

Minha calça vai para máquina de lavar, mas e a minha dignidade?

O Metrô declara, em nota, que a repórter do R7 fez o correto em procurar um dos agentes para fazer a denúncia, mas explica que a informação de que um dos funcionários disse que "nada poderia ser feito" "é totalmente contrária à orientação do Metrô de amparar as vítimas e auxiliá-las para a realização de um Boletim de Ocorrência. O Metrô lamenta a conduta errada relatada e informa que o empregado já foi identificado e será reorientado".

Fonte: R7

27 de maio de 2015

Funcionários do Metrô e da CPTM suspendem greve e insistirão em negociações

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Categorias tinham paralisação marcada para esta quarta-feira (27). Tribunal pediu que as partes mantenham a negociação

 

Em assembleias realizadas na noite de ontem (26), os trabalhadores da Companhia do Metropolitano (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram adiar as greves marcadas para esta quarta-feira (27). As categorias resolveram aguardar o resultado das reuniões agendadas para a semana que vem, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, que está intermediando as negociações. O TRT marcou novas reuniões para segunda-feira (1º) para o Metrô e no dia seguinte para a CPTM. Se nesses encontros as propostas não evoluírem, as categorias podem decidir pela paralisação.

 

Em audiência de conciliação ontem pela manhã no TRT, a CPTM melhorou a proposta de reajuste salarial, de 6,65% para 7,72%, aplicável a todos os benefícios. O desembargador Wilson Fernandes pediu que a CPTM avalie aplicar mais 0,5 ponto percentual somente aos benefícios, para se aproximar do índice sugerido por ele na véspera (25), de 8,25% de reajuste.

 

Os ferroviários indicaram concordaram com a proposta apresentado pelo TRT nem com a forma pouco criteriosa com que foi levada à mesa. E decidiram apresentar uma contraproposta: reposição correspondente ao INPC (8,34% em 12 meses, até abril) acrescida de 1,5% de aumento real, para os salários e o Programa de Participação nos Resultados (PPR); e equiparação dos vales alimentação e refeição aos pagos pelo Metrô. Essa posição será discutida em nova audiência marcada para a próxima terça-feira (2) no tribunal, e o resultado será avaliado em assembleias no mesmo dia.

 

Novo patamar

 

Para efetivar a equiparação como os trabalhadores do Metrô, o VA teria de ser corrigido em cerca de R$ 50 e o VR, em R$ 30. Como são três sindicatos – Ferroviários de São Paulo, da Zona Sorocabana e da Central do Brasil –, as assembleias seriam realizadas em locais diferentes. Atualmente, os ferroviários recebem R$ 600 de vale-refeição e R$ 247 de vale-alimentação.

 

Os metroviários reivindicam reajuste salarial de 18,64%. O Metrô ofereceu 7,21%, referente à variação acumulada do IPC-Fipe. O TRT sugeriu 8,82%, mas o Metrô não aceitou. A assembleia decidiu suspender a decretação da greve e insistir na negociação. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, a proposta foi considerada insuficiente, mas criou um novo patamar de negociação. "Queremos avançar em vários pontos e o Metrô tem condições para isso", disse. A data-base da categoria é 1º de maio.

 

Ambas as categorias mantêm o indicativo de greve. Os metroviários para terça-feira (2) e os ferroviários para o dia seguinte. Os sindicatos têm contra si liminares expedidas pelo TRT, respondendo a pedido das companhias, que limitam a paralisação dos trabalhadores.

 

Na assembleia da última quarta-feira (20) os metroviários foram surpreendidos por dois oficiais de Justiça, mandados pelo TRT, com uma liminar determinando que, caso entrassem em greve, deviam manter 100% dos trabalhadores nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 70% no restante do dia. Para a categoria, essa determinação é o mesmo que proibir a greve, pois corresponde ao funcionamento normal do Metrô.

 

Na sexta-feira (22), o  TRT concedeu liminar à CPTM, proibindo a liberação de catracas pelos trabalhadores e determinando um contingente mínimo em operação em caso de greve. Nos horários de pico, deve ser mantido 90% do efetivo de maquinistas e 70% das demais atividades – e 60% de todos os trabalhadores nos demais horários.

 

por Rodrigo Gomes, da RBA

Sindicato cancela greve na CPTM e adia decisão para a próxima semana

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O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil decidiram adiar para a próxima terça-feira a greve nos trens das linhas 11-Coral (Luz- Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Até a nova data, eles aguardam uma nova proposta. A greve tinha data para início hoje a partir da zero hora e poderia prejudicar cerca de 900 mil passageiros da região.

As negociações acontecem desde a segunda-feira, quando o juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região solicitou que a companhia avaliasse um aumento de 1,5% para a categoria. Ontem pela manhã as lideranças do sindicato se reuniram mais uma vez no com representantes da CPTM, mas não houve acordo.

A companhia subiu de 6,65% para 7,72% de reajuste inflacionário medido pelo IPC/Fipe, além de 1% por produtividade. Mesmo assim não houve acordo e a proposta foi recusada pelo sindicato.
Mais tarde, os ferroviários se reuniram para uma audiência e resolveram manter as negociações abertas com a empresa e adiarem a greve.

De acordo o sindicato, a próxima tentativa será de negociar um aumento com base no Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de pelo menos 7% mais aumento real de até 2%.

CIRCULAÇÃO

Todos os dias mais 900 mil usuários utilizam as linhas da região. Somente na Linha 12-Safira são transportados 248,7 mil passageiros. Já a Linha 11-Coral, uma das mais movimentadas do Estado, conta com 701,2 mil usuários por dia. Em todo o Estado, quase oito milhões de passageiros dependem do Metrô e da CPTM para se locomover.

Caso os ferroviários decidissem pela greve, o esquema de locomoção adotado pela companhia seria o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese). Mesmo esquema adotado aos finais de semana, quando são realizadas manutenção e modernização do sistema.

Para utilizar o esquema emergencial, os usuários precisam ir até as bilheterias das estações e pagar suas passagens normalmente. No lugar do bilhete eles recebem um papel que tem de ser entregue ao motorista dos ônibus. Já para quem tem o Bilhete Único ou o Cartão Bom deve se dirigir até os bloqueios para receber os tickets.

Diário de Suzano

Com paralisação adiada, Metrô e CPTM operam normalmente nesta quarta-feira

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Categoria suspendeu greve prevista para hoje; trabalhadores farão novas assembleias

Todas as linhas do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) operam normalmente na manhã desta quarta-feira (27). A paralisação, prevista para hoje, foi suspensa pela categoria. Após assembleias realizadas na noite desta terça-feira (26), os funcionários decidiram acatar a sugestão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de adiar a greve e tentar negociar mais com as empresas.

Os funcionários da CPTM voltam a debater o assunto na próxima terça-feira (2), quando haverá uma audiência no tribunal às 11h30, na qual os funcionários devem receber nova proposta da companhia. No mesmo dia, às 18h30, os trabalhadores devem se reunir em assembleia para decidir se cruzarão os braços a partir da próxima quarta-feira (3). Os funcionários reivindicam um novo reajuste salarial de 7,78 do INPC/IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1,5% proposto pelo tribunal, totalizando um aumento de 9,29%.

Já os funcionários do Metrô, marcaram uma audiência no TRT na segunda-feira (1º). No fim da tarde, será realizada uma assembleia para decidir se os trabalhadores paralisarão as atividades na terça-feira (2). Os funcionários reivindicam o reajuste proposto pelo tribunal, de 8,82%.

R7
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A transferência entre linhas é garantida desde que o usuário esteja em sua última estação de transferência até as 00h.
Funcionamento das estações: das 4h às 00h (segunda a sexta e domingos) e das 4h à 1h (sábados)
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OBS: último trem do terminal de Jundiaí para Francisco Morato tem partida programada às 23h30.