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Em assembleia, metroviários de SP indicam paralisação no dia 11

Os metroviários de São Paulo, em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (4) em São Paulo, decidiram que irão paralisar no próximo dia 11, data em que as principais centrais sindicais do país farão uma jornada de mobilização que inclui atos e greves. A decisão será reavaliada no dia 10, quando novamente a categoria se reunirá em assembleia.

De acordo com Paulo Pasin, presidente da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), cerca de 200 trabalhadores participaram da assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Metroviários, no Tatuapé (zona leste). "Por amplíssima maioria, aprovamos paralisação por 24 horas no dia 11. No dia 10, vamos definir como será a paralisação", afirmou o sindicalista. Segundo Pasin, a paralisação poderá ser parcial ou total.

No Rio de Janeiro, os metroviários também fizeram uma assembleia para decidir sobre a participação no dia 11, além de questões específicas da categoria, que está em campanha salarial. Os trabalhadores decidiram manter o estado de greve --quando há um indicativo de que a categoria irá paralisar caso as negociações não avancem-- e aderir à jornada do dia 11.

Na capital fluminense, não houve decisão por paralisação, mas a possibilidade não está descartada, de acordo com Pasin.

Outros Estados
Ontem, metroviários de seis Estados e do Distrito Federal, ligados a sindicatos da Fenametro --entidade que congrega sete sindicatos regionais e não é filiada a nenhuma central sindical-- decidiram, em reunião realizada em São Paulo, aderir à mobilização nacional convocada pelas principais centrais sindicais do país para 11 de julho.

"Em todos os locais onde há metroviários vamos participar ativamente da mobilização convocada para o dia 11", afirmou Pasin. "Quanto à paralisação ou não, todos os sindicatos farão assembleias para deliberar como será a adesão."

De acordo com o sindicalista, três possibilidades de adesão à mobilização serão colocadas em votação nas assembleias. "Vamos votar paralisação total durante 24 horas, paralisação parcial ou participação nos atos", explicou.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as assembleias foram realizadas hoje. Em Porto Alegre, a categoria se reunirá na sexta-feira (5), às 5h. Nos demais Estados e no DF, os trabalhadores devem realizar assembleias até o dia 10, segundo Pasin.

Mobilização das centrais
Em meio à onda de manifestações pelo país, as principais centrais sindicais decidiram se reunir e definir um conjunto de reivindicações, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas; fim do fator previdenciário; 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação; investimentos em saúde conforme disposto na Constituição e apoio à vinda de médicos estrangeiros; fim dos leilões do petróleo; redução de tarifas e melhorias no transporte público; rejeição da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 4330, que amplia as terceirizações; e realização da reforma agrária.

Participam da mobilização a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Central dos Sindicatos do Brasil (CSB), além do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

"Além dos pontos levantados, dos quais destacamos o fim do fator previdenciário e os recursos para educação e saúde, temos uma pauta específica: redução das tarifas rumo à tarifa zero, porque transporte é um direito social, não mercadoria; e que o transporte seja estatal. Somos contra PPPs (Parceria Público-Privadas) e cobramos dos governos mais investimento no sistema metroferroviário, por ser uma modalidade de alta capacidade, de massas", afirmou Pasin.

UOL

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