Horário de operação da Linha 17-Ouro || De segunda a sexta-feira das 10h às 15h.
SITUAÇÕES DAS LINHAS
17 Linha 17-Ouro
Horário: Segunda a sexta, 10h às 15h
Ouro
Fora de Operação
AG Aeromovel GRU
Horário: Todos os dias, 17h às 23h59
Aeromovel GRU
Fora de Operação
7 Linha 7-Rubi
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Rubi
Operando
10 Linha 10-Turquesa
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Turquesa
Operando
11 Linha 11-Coral
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Coral
Operando
12 Linha 12-Safira
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Safira
Operando
13 Linha 13-Jade
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Jade
Operando
8 Linha 8-Diamante
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Diamante
Operando
9 Linha 9-Esmeralda
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Esmeralda
Operando
1 Linha 1-Azul
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Azul
Operando
2 Linha 2-Verde
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Verde
Operando
3 Linha 3-Vermelha
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Vermelha
Operando
4 Linha 4-Amarela
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Amarela
Operando
5 Linha 5-Lilás
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Lilás
Operando
15 Linha 15-Prata
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Prata
Operando
6 Linha 6-Laranja
Horário: Em Construção
Laranja
Em Construção
EA Expresso Aeroporto
Horário: 5h à meia-noite
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em: 28/08/2025, 06:47:00
Ocorrências são postadas e atualizadas no perfil do Diário no X.

BYD ultrapassa 170 mil carros eletrificados vendidos no Brasil e reforça liderança no setor

A BYD atingiu a marca de 172 mil veículos eletrificados vendidos no Brasil desde sua chegada em 2022. O feito, alcançado menos de dois meses após a empresa comemorar 150 mil unidades, consolida o rápido crescimento da marca no país e sua liderança no segmento de mobilidade elétrica.

Em setembro, a montadora registrou 9.934 emplacamentos de automóveis de passeio, conquistando a sétima posição no ranking nacional e 5,56% de participação de mercado. Considerando também as vendas diretas, a empresa totalizou 10.024 unidades no mês e 77.198 no acumulado de 2025.

Os modelos mais populares da marca continuam sendo o BYD Dolphin Mini, com 44.945 unidades vendidas, e o híbrido plug-in BYD Song Plus, que já soma 36.213 emplacamentos. No último mês, o Dolphin Mini liderou as vendas de varejo com mais de 3 mil unidades.

A BYD também se destacou regionalmente, ficando entre as marcas mais vendidas em diversas capitais, como Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre, além de liderar o mercado em Porto Velho e Maceió.

No segmento de elétricos puros (BEV), a montadora manteve domínio expressivo, com mais de 70% de participação e os três primeiros lugares no ranking nacional. Entre os híbridos, registrou 4.333 unidades vendidas e mais de 22% do mercado.

Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, o resultado reforça o avanço da marca e o impacto de sua fábrica em Camaçari (BA), onde é produzido o Dolphin Mini — primeiro veículo 100% elétrico fabricado por brasileiros. Ele destaca que a nova unidade industrial representa uma nova etapa para a indústria nacional, unindo tecnologia, eficiência e custo-benefício.

Acciona abre inscrições para o nexTalent, seu programa de estágio 2026


A Acciona, empresa global de soluções sustentáveis em infraestrutura, anunciou a abertura das inscrições para o nexTalent 2026, seu programa de estágio voltado à formação de novos talentos. A iniciativa é destinada a estudantes que desejam iniciar a carreira em uma companhia comprometida com o desenvolvimento sustentável e o crescimento profissional de jovens.

O programa oferece vagas nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e em setores de apoio, para universitários com previsão de formatura entre dezembro de 2026 e dezembro de 2027. As oportunidades estão disponíveis em São Paulo (SP) e Maringá (PR), nas áreas de Projetos e Corporativa.

A Acciona reforça o compromisso com a diversidade e inclusão, especialmente na ampliação da participação feminina no setor de infraestrutura. Além disso, os estagiários terão acesso a uma trilha de desenvolvimento e poderão participar de programas de formação interna, voltados ao aprimoramento de competências e crescimento na carreira.

Benefícios do programa:

  • Estágio de até dois anos, com bolsa compatível com o mercado e benefícios

  • Trilha de desenvolvimento profissional

  • Participação em projetos e atividades práticas

  • Feedbacks regulares de acompanhamento

  • Networking com profissionais de diversas áreas

  • Dinâmicas e workshops com outros estagiários

As inscrições podem ser feitas neste link.

A Acciona é uma empresa global líder em soluções regenerativas para uma economia descarbonizada. Atua nos setores de energia renovável, tratamento e gestão de água, mobilidade ecoeficiente e infraestrutura resiliente. Neutra em carbono desde 2016, registrou 19,19 bilhões de euros em vendas em 2024 e está presente em mais de 40 países.

Aeromóvel de Guarulhos: Vistoria da ANAC revela paralisia em testes iniciais e cronograma em colapso


O ambicioso projeto do Aeromóvel no Aeroporto Internacional de Guarulhos, destinado a conectar o terminal à estação da CPTM, mergulha em uma crise ainda mais profunda do que se suspeitava. Uma inspeção técnica conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em 1º de setembro expôs que as etapas mais elementares de teste nem ao menos foram iniciadas, contrariando promessas contratuais da concessionária GRU Airport e do consórcio AeroGRU. Com quatro prazos sucessivos descumpridos desde fevereiro de 2024, o sistema automatizado de transporte – conhecido como People Mover – permanece sem uma data realista para entrar em operação.

A nota técnica da ANAC, divulgada recentemente, pinta um quadro alarmante de desordem gerencial: atrasos crônicos, opacidade nas comunicações e um planejamento que beira o inexistente. "O descumprimento é sistemático", afirma o documento, destacando que a falta de avanços compromete não só o cronograma, mas a viabilidade do empreendimento como um todo.

Etapas técnicas: do básico ao inviável

O ponto mais crítico apontado pela agência refere-se aos testes operacionais, delineados em uma sequência de marcos técnicos (de A a F) submetida em abril deste ano. Nenhum deles foi executado até o momento. O Marco A, a fase inicial e fundamental – batizada de "Operação Automática Manualmente Sincronizada Shuttle Bypass" –, estava agendada para 10 de julho, mas persiste inacabada mesmo após duas meses da vistoria.

Essa etapa serve de base para todos os procedimentos seguintes, como simulações automáticas, sincronização de veículos, validação do centro de controle, aprovações de segurança e, por fim, o transporte de passageiros. Sem ela, o projeto inteiro trava, deixando o Aeromóvel preso em um limbo técnico que questiona sua capacidade de decolagem.

Quatro adiamentos e um vazio de prazos

Lançado com a meta de operação em fevereiro de 2024, conforme o contrato de concessão, o sistema já sofreu quatro revisões de data: primeiro para outubro do mesmo ano, depois fevereiro de 2025 e, mais recentemente, agosto. A mais recente tentativa de ajuste, enviada em 29 de agosto – apenas dias antes de uma data prometida –, não ousou propor um novo horizonte temporal. Para a ANAC, essa evasiva reflete uma gestão deficiente, inadequada para uma obra de tamanha envergadura no principal hub aéreo do Brasil.

Operação parcial: uma ilusão contratual

Durante a inspeção, executivos da GRU Airport sugeriram uma largada em modo assistido, condicionada a uma autorização de segurança preliminar. A ANAC, porém, foi categórica: isso não atende aos termos do acordo. O contrato demanda automação total (nível GoA 4) e certificação de segurança máxima (SIL 4), padrões ainda distantes da realidade. Qualquer operação intermediária seria mera paliativo, sem valor para o cumprimento integral das obrigações.

Infraestrutura pronta, mas o 'cérebro' ausente

Curiosamente, as obras civis avançaram: estações, trilhos e plataformas estão quase concluídas. No entanto, os componentes tecnológicos – automação, integração e controles – seguem engavetados. Problemas recorrentes, como o elevador inoperante no Terminal 2 (flagrado em fiscalizações de 2024 e 2025), ilustram a desconexão entre o visível e o essencial. Três veículos já estão no pátio de manutenção, equipados com a propulsão pneumática desenvolvida pela Aeromovel, mas sem aptidão para uso real.

Sanções à vista: multas, devoluções e possível cancelamento

Diante da ausência de justificativas para mais um adiamento, a ANAC sinaliza ações duras. Multas pesadas, restituição de reajustes financeiros concedidos à concessionária e até a revisão da obrigatoriedade do projeto no contrato estão na mesa, amparadas nas cláusulas 2.15-A.7 e 2.15-A.8. "Os entraves superam o que foi reportado", conclui o relatório, alertando para riscos de inviabilidade sob a atual administração.

Gratuidade e agilidade: um sonho adiado para milhões

Concebido para revolucionar o acesso ao aeroporto, o Aeromóvel prometia ligar a Linha 13-Jade da CPTM aos terminais em apenas cinco minutos, de forma gratuita, automatizada e sem motoristas – uma bênção para os 18 milhões de passageiros anuais de Guarulhos. Hoje, ônibus improvisados consomem até 20 minutos em meio ao caos viário, expondo a frustração de quem depende do modal.

Mais de um ano e meio após o prazo inicial, o caso vira símbolo de promessas não honradas, erodindo a credibilidade do setor. A ANAC ainda não cronometrou suas decisões finais, mas o sinal é claro: sem correções radicais, o futuro do Aeromóvel pende por um fio. Para os usuários, a espera continua – e o aeroporto, o maior do país, segue refém de um projeto que poderia ter mudado tudo.

Calor extremo toma conta de São Paulo: segunda-feira com temperaturas acima de 40°C em várias regiões


Os moradores do estado de São Paulo se preparam para um dia de calor intenso na segunda-feira (6), com termômetros marcando entre 35°C e 40°C na maior parte das cidades, incluindo a capital e a região metropolitana. A MetSul Meteorologia classifica o cenário como excessivo a extremo, impulsionado por uma massa de ar quente que se fortalece com a aproximação de uma frente fria pelo Sul do país, gerando condições que amplificam o aquecimento.

O domingo já deu um gostinho do que está por vir, com temperaturas elevadas no interior paulista chegando a 40°C em Valparaíso, segundo estações do Instituto Nacional de Meteorologia. Outras localidades registraram 38,4°C em Dracena, 38,3°C em Presidente Prudente, 38,2°C em José Bonifácio, e 38,1°C em Rancharia e Jales. Na capital, os picos da tarde foram de 34°C no Mirante de Santana, na zona Norte, e 32,2°C em Interlagos, na zona Sul.

Previsão para segunda: anomalias de até 15°C acima do normal

Modelos meteorológicos, como o alemão Icon, indicam que o calor se intensificará ainda mais na segunda-feira, podendo registrar as maiores marcas em meses para diversas cidades. Anomalias de temperatura – desvios em relação à média histórica – devem ser mais pronunciadas no Sul e Leste do estado, com até 15°C acima do normal no Vale do Ribeira. Nessas áreas e no litoral, as máximas variarão de 37°C a 40°C, e em pontos costeiros, onde ventos quentes interagem com o relevo, os valores podem ultrapassar 40°C.

Na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo, o dia promete ser sufocante desde a manhã, com tardes atingindo 35°C a 37°C na maioria dos bairros – cerca de 10°C acima da média de outubro, que é de 26,5°C. No interior, especialmente no Oeste, Noroeste, Norte e Centro paulista, o termômetro deve oscilar entre 37°C e 40°C, com possibilidade de 41°C ou 42°C em alguns municípios.

Alívio na terça com frente fria

A boa notícia chega na terça-feira (7), quando a frente fria avança e proporciona uma queda drástica nas temperaturas no Sul e Leste do estado, trazendo ar mais fresco, muitas nuvens e possibilidade de chuva. Na capital paulista, os mais de 35°C da segunda dão lugar a 19°C a 20°C à tarde. Já no Centro e Norte, próximo à divisa com Minas Gerais, o calor persiste com marcas próximas a 40°C.

A MetSul Meteorologia recomenda atenção redobrada à hidratação e ao evitar exposição prolongada ao sol, especialmente em horários de pico. Para atualizações em tempo real, o canal da empresa no WhatsApp oferece alertas e previsões exclusivas.

Reportagem baseada em análise da MetSul Meteorologia. Autor: Estael Sias, meteorologista com mestrado pela USP e sócia-diretora da MetSul.

Serra das Araras na Via Dutra avança: conclusão prevista para 2027 pode reduzir tarifas em centavos


Um dos trechos mais desafiadores da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), a Serra das Araras, entre Rio de Janeiro e São Paulo, está a caminho de uma transformação radical. A concessionária Motiva, antiga CCR, anunciou que as obras de duplicação e reestruturação devem ser finalizadas em março de 2027, antecipando em até dois anos o cronograma original estabelecido no contrato.

O projeto, avaliado em R$ 1,5 bilhão, abrange 8 quilômetros da rodovia, do km 233 ao km 225, e inclui a construção de 24 viadutos – sendo que um deles já foi liberado para uso. Essa infraestrutura visa eliminar as curvas acentuadas que historicamente causam acidentes e lentidão. Ao final das intervenções, a pista de descida (sentido Rio) contará com quatro faixas e acostamento dedicado, enquanto a de subida (sentido São Paulo) será adaptada ao mesmo padrão. Serão incorporadas ainda duas áreas de escape para veículos, passarelas para pedestres e abrigos para embarque em ônibus.

A expectativa é de ganhos significativos na fluidez do tráfego: o tempo de percurso na descida deve cair pela metade, e na subida, em 25%. Além disso, o limite de velocidade passará de 40 km/h atuais para 80 km/h, prometendo maior segurança e eficiência para os motoristas.

"Essa é uma das iniciativas mais marcantes em nosso conjunto de projetos. Originalmente planejada para 52 meses, ela resolve um problema crônico na ligação entre Rio e São Paulo, repleto de colisões e capotamentos", comentou Eduardo de Camargo, CEO da Motiva, destacando o impacto da obra.

Avanços e desafios superados

Atualmente, metade do cronograma já foi executada, graças a um planejamento meticuloso iniciado ainda sob a gestão da NovaDutra, um licenciamento ambiental acelerado no estado do Rio de Janeiro e condições climáticas ideais durante a fase de movimentação de terra. A etapa seguinte foca na ereção dos viadutos restantes, que demandarão precisão técnica em um terreno íngreme.

"É praticamente como erguer uma nova rodovia Bandeirantes no coração da serra", comparou Camargo, ilustrando a complexidade da empreitada.

Inaugurada em 1951, a Dutra recebeu uma concessão renovada em 2021, com validade de 30 anos. Na ocasião, Tarcísio de Freitas, então ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro e atual governador de São Paulo, enfatizou o pacote de melhorias durante sua campanha eleitoral de 2022. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revelam que a via suporta cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são pesados, e responde pelo escoamento de aproximadamente metade do Produto Interno Bruto nacional.

Possível alívio nas tarifas

A aceleração das obras abre espaço para negociações com a ANTT visando um benefício tarifário à Motiva. Embora os cálculos ainda estejam em fase inicial, o reflexo para os usuários seria modesto, na casa dos centavos por pedágio. "Para quem dirige, o efeito é mínimo, mas para a empresa, representa um incentivo relevante. Como o contrato da serra não previa o fator A, estamos explorando mecanismos para compensar o investimento antecipado", explicou o CEO.

O fator A, ferramenta contratual que ajusta os custos financeiros ao tempo, permite remuneração por entregas precoces e multas por atrasos. A Motiva planeja destinar R$ 53 bilhões a investimentos em suas concessões rodoviárias ao longo dos próximos anos, reforçando o compromisso com a modernização da malha.

Essa evolução na Serra das Araras não só promete aliviar um dos gargalos mais notórios do eixo Rio-São Paulo, mas também sinaliza um modelo de gestão que prioriza eficiência e segurança viária em prol de milhões de brasileiros que dependem da Dutra diariamente.

Reportagem baseada em declarações da Motiva e dados da ANTT. Imagens: Divulgação CCR/Motiva.

Vale desmente rumores: trem de passageiros não terá operação noturna em 2025


A Vale veio a público para rebater informações falsas que ganharam espaço nas redes sociais sobre a suposta introdução de horários noturnos para o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas ainda este ano. Uma tabela circulante prometia saídas vespertinas, mas a mineradora confirmou que nada disso está planejado para 2025.

De acordo com a postagem enganosa, o trem deixaria a estação Pedro Nolasco, em Cariacica (ES), às 18h45, com chegada em Belo Horizonte por volta das 8h15 do dia seguinte. No trajeto inverso, a saída da capital mineira seria às 19h30, chegando ao destino capixaba às 8h45. A empresa, no entanto, enfatizou que qualquer alteração para operação noturna só será implementada em 2026, limitada aos períodos de alta temporada, conforme estipulado no contrato de concessão da ferrovia. "Os detalhes sobre horário e formato ainda estão em análise", destacou a Vale em comunicado oficial.

Operação atual e confortos a bordo

Por enquanto, o serviço mantém sua rotina diária com partidas da estação Pedro Nolasco às 7h, rumo a Belo Horizonte, onde os passageiros chegam às 20h30. O itinerário oposto segue o mesmo cronograma de horários de embarque e desembarque. Além disso, há uma composição extra que opera exclusivamente entre Itabira e Nova Era, ambas em Minas Gerais, facilitando deslocamentos regionais.

Os trens contam com comodidades pensadas para o conforto dos viajantes: um vagão adaptado como lanchonete, outro dedicado a refeições, espaço reservado para cadeirantes, ar-condicionado em todos os carros e atendimento de bordo completo. A variedade de opções reflete o compromisso da companhia em oferecer uma experiência agradável durante o percurso de cerca de 13 horas.

Os valores das tarifas são ajustados conforme o ponto de origem e destino, além da categoria selecionada. Para o trecho completo de Belo Horizonte a Cariacica, por exemplo, a classe econômica sai por R$ 81, enquanto a executiva é oferecida a R$ 116. As vendas podem ser feitas diretamente nos sites ou estações da Vale.

O episódio das fake news reforça a necessidade de checagem de fontes antes de compartilhar conteúdos sobre serviços públicos de transporte. A Vale orienta os interessados a consultarem canais oficiais para atualizações precisas, evitando confusões e expectativas frustradas entre os usuários habituais da linha férrea.

Reportagem baseada em nota oficial da Vale. Imagens: Divulgação.

Acidente grave em Pinhais: trem arrasta e destrói Peugeot em cruzamento perigoso


Um colisão impressionante entre uma locomotiva e um carro Peugeot transformou o final da noite de sexta-feira (3) em um momento de tensão na região central de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O veículo foi completamente destruído após ser arrastado por cerca de 50 metros pela composição ferroviária, no cruzamento das avenidas Ayrton Senna da Silva e Camilo di Lellis.

Testemunhas oculares relataram que o impacto foi violento, com o trem colidindo diretamente com o automóvel e o puxando ao longo dos trilhos antes de conseguir frear. Imagens do local, registradas por moradores, mostram o Peugeot reduzido a um amontoado de metal retorcido, grudado à frente da locomotiva. Apesar da cena dramática, não houve registro de vítimas, o que aliviou o pânico inicial na vizinhança.

O motorista, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, conseguiu sair ileso do veículo e fugiu correndo do local. Segundo relatos de residentes próximos, ele ainda parou para pegar uma garrafa de bebida alcoólica que estava dentro do carro antes de se evadir. A Polícia Militar compareceu rapidamente e recolheu o automóvel para perícia. De acordo com verificações preliminares, o Peugeot não apresentava pendências administrativas.

Julio César, morador da área, chegou ao cruzamento logo após o acidente e descreveu a cena com indignação. "Eu vi o carro todo amassado, colado no trem. O cara saiu correndo, como se nada tivesse acontecido. Aqui nessa rua, acidentes com trens são comuns demais. Os motoristas não respeitam os sinais, e o trem poderia ir um pouco mais devagar para evitar isso. Falta consciência de todo mundo", desabafou ele, ecoando uma queixa recorrente da comunidade local.

A concessionária Rumo, responsável pela operação da linha férrea, emitiu uma nota oficial esclarecendo os detalhes do ocorrido. De acordo com a empresa, o condutor do Peugeot tentou atravessar os trilhos mesmo com a aproximação visível da composição e o alerta sonoro da buzina. "O maquinista seguiu rigorosamente os protocolos de segurança, mas a proximidade e o peso do trem tornaram impossível evitar a colisão", informou a Rumo.

A companhia destacou que o incidente resultou apenas em danos materiais e que a via férrea foi liberada para o tráfego logo em seguida. Autoridades policiais registraram o boletim de ocorrência no local para investigar as circunstâncias. A Rumo reforçou a importância da precaução, citando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prioriza sempre a passagem dos trens. "Pedestres e motoristas devem observar as sinalizações, os alertas sonoros e redobrar a atenção em passagens em nível para prevenir tragédias", concluiu a nota.

Esse episódio reacende o debate sobre a segurança em cruzamentos ferroviários na região metropolitana de Curitiba. Especialistas em trânsito alertam que a combinação de tráfego intenso e falta de barreiras adequadas contribui para esses riscos. Enquanto as investigações prosseguem, moradores como Julio César cobram ações urgentes das autoridades para evitar que Pinhais volte a ser palco de mais um susto desses.

Reportagem baseada em relatos locais e nota oficial da Rumo. Imagens: Colaboração de moradores.

Lagoa da Pampulha Renova Seu Encanto: Passeios de Barco Gratuitos Voltam em Dezembro de 2025


Belo Horizonte ganha um presente antecipado pelos seus 128 anos: a icônica Lagoa da Pampulha, cartão-postal da capital mineira, voltará a receber passeios de barco a partir de dezembro de 2025. Após mais de meio século de proibição, impulsionada por preocupações ambientais, a retomada das atividades náuticas promete reacender o turismo e o orgulho local, graças a investimentos em despoluição que transformaram a qualidade da água do local.

O anúncio foi feito neste domingo (5) pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil), durante um evento na própria lagoa. "É um momento histórico para nossa cidade. A Pampulha não é só um espelho d'água; é o coração cultural de Belo Horizonte", declarou o gestor, segundo a assessoria da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O projeto piloto, com duração de três meses, será gratuito e utilizará catamarãs modernos, com capacidade para até 30 passageiros cada, navegando pelos principais monumentos do Conjunto Moderno da Pampulha – Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 2016.

Um retorno triunfante após décadas de silêncio

Os passeios de barco na Lagoa da Pampulha foram suspensos em 1968, quando testes revelaram altos níveis de poluição que tornavam a navegação perigosa para a saúde pública. Na época, a lagoa sofria com esgotos irregulares e resíduos industriais, transformando o que era um paraíso de lazer em um símbolo de descuido ambiental. Mas os ventos da mudança sopram fortes desde 2016, com ações coordenadas entre a PBH e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Hoje, os indicadores de qualidade da água variam de "bom" a "ótimo", conforme dados oficiais divulgados pela prefeitura. "Essa melhora é fruto de um trabalho contínuo de despoluição, monitoramento e educação ambiental. Agora, podemos celebrar com segurança", explica um relatório da administração municipal. Para assegurar que tudo corra às mil maravilhas, 17 servidores da Guarda Municipal e da Diretoria de Manutenção de Bacias foram treinados pela Capitania Fluvial de Minas Gerais, vinculada à Marinha do Brasil, obtendo certificação como marinheiros fluviais auxiliares.

Detalhes do projeto piloto: como participar

O cronograma é pensado para atrair tanto moradores quanto visitantes, integrando lazer, história e sustentabilidade. Aqui vão os destaques:

  • Horários e Frequência: Os catamarãs zarparão de quinta a domingo, com três saídas diárias entre 8h e 17h. Os ingressos, totalmente gratuitos, serão distribuídos por um site dedicado da prefeitura – fique de olho nas redes sociais oficiais para o lançamento da plataforma.

  • Rota dos Encantos: O circuito passará pelos tesouros arquitetônicos de Oscar Niemeyer, como a Igreja de São Francisco de Assis (com suas curvas azuis inconfundíveis), o Estádio Mineirão, o Mineirinho e a charmosa Casa do Baile. Cada tour terá pelo menos uma hora de duração, guiado por especialistas que compartilharão curiosidades históricas, culturais e ecológicas.

  • Conforto a Bordo: As embarcações contam com banheiro, água potável e sistema de som para narração imersiva. A contratação dos catamarãs será via licitação pública, garantindo transparência e eficiência.

Durante o evento de anúncio, atletas da Federação Mineira de Vela deram um gostinho do que virá: um treino de reconhecimento navegou entre o Iate Tênis Clube e a Praça de Iemanjá, sob aplausos de um público animado. A federação assinou um protocolo de intenções com a PBH, abrindo portas para eventos esportivos e campanhas de conscientização ambiental no local.

Contexto maior: pressões e promessas para o futuro

O timing do anúncio não é por acaso. Ele vem logo após uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Contas de Minas Gerais (MPC-MG), que deram à prefeitura um prazo de duas semanas para apresentar planos concretos de recuperação da lagoa. Em 24 de setembro, o governo estadual também se comprometeu a restaurar a navegabilidade plena até janeiro de 2026. "Essas pressões aceleraram o que já estava em andamento, mas o foco agora é na sustentabilidade de longo prazo", comenta um ambientalista local, que prefere não se identificar.

Para os belo-horizontinos, essa novidade é mais que um passeio: é uma reconexão com a identidade da cidade. A Pampulha, projetada na década de 1940 por Niemeyer e Juscelino Kubitschek (então prefeito de BH), sempre simbolizou modernidade e inovação. Reviver suas águas pode impulsionar o turismo sustentável, gerando empregos e conscientização sobre preservação.

Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte e G1 Minas Gerais. Imagens: Divulgação PBH.

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