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7 de junho de 2013

Artigo: Descubra o que é o Potoque da CPTM

Talvez você não saiba o que significa esse termo e confesso que até uns dois meses atrás eu também não o havia associado ao meu parceiro de todos os dias: o trem.

Um querido membro da "Galerinha da Linha 11", o Ravel, usa esse termo para definir o trem da Extensão Guaianazes a Estudantes.

O motivo é óbvio depois que você descobre: prestem atenção no barulho que esse tipo de trem faz. É potoque-potoque por todo o caminho! É no potoque que geralmente acontecem várias histórias que já relatei. O caso da barata da semana passada foi em um tipo clássico desse trem.

Eles possuem uma característica básica pela qual você pode trafegar por entre os vagões. Para uma criança, isso é o máximo. Pelo menos para mim era uma aventura, já que para atravessá-lo tinha que me equilibrar com todo aquele "tremelique" e a adrenalina ia às alturas quando via entre o eixo que os unia os trilhos lá embaixo.

Os vendedores ambulantes até hoje preferem esse tipo de trem pois eles não possuem câmeras e como param em todas as estações, a troca entre os vagões fica mais fácil. Só que os seguranças percebendo isso, muitas vezes, ficam à paisana, aí é apreensão na certa.

Conforto nunca foi o forte dos potoques. Existem linhas que ainda trafegam alguns e pegá-los no verão, por exemplo, era uma das piores situações que enfrentava.

Tudo bem que até podemos utilizá-lo como sauna e perdermos aquelas gordurinhas indesejadas, mas tem usuário que leva isso muito a sério, suando tanto que o ambiente fica um tanto quanto desagradável, com um cheirinho muito característico.

Era no potoque que as rodinhas de trucos se faziam mais presentes. Acho que isso acontecia por conta dos vários estudantes que pegavam o famoso Trem dos Estudantes, que ia direto do Brás até lá e era concorridíssimo, principalmente pelas paqueras que rolavam.

No balanço do Potoque muitos amores nasceram, mas você tinha que tomar cuidado quando sentava ao lado desses casais e acho que não preciso entrar em detalhes quanto à isso, né?
Tenho certeza que cada um tem a sua própria lembrança do potoque, não tem?

Andréia Garcia é coordenadora de projetos em ERP e autora do blog www.aviajantedotrem.com.br.

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