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9 de junho de 2014

Governo age como "bombeiro louco", diz sindicato sobre demissão de grevista

Altino Prazeres, presidente do sindicato dos metroviários de São Paulo, diz que conflito vai aumentar com demissões de grevistas

 

O presidente do sindicato dos metroviários de São Paulo, Altino Prazeres, disse nesta segunda-feira (9) à reportagem do UOL que ainda não foi informado oficialmente das 60 demissões confirmadas pelo secretário de Transportes do Estado, Jurandir Fernandes, em entrevista à rádio Jovem Pan. Segundo Prazeres, o governo do Estado "está atuando como 'bombeiro louco', botando gasolina no fogo" com as demissões.

 

Na manhã de hoje, o secretário Fernandes afirmou que os grevistas serão demitidos por justa causa.

 

"Iniciamos agora, às 8h, estamos emitindo mais ou menos 60 e poucas, seis dezenas de demissões por justa causa", disse o secretário.

 

De acordo com ele, estão recebendo o comunicado de demissão aqueles contra quem "existem provas materiais" de vandalismo e de uso impróprio de equipamentos do metrô, aqueles que barraram fisicamente a entrada de passageiros ou o trabalho de funcionários e os que incitaram a população a pular as catracas.

 

O presidente do sindicato questiona por que essas 60 pessoas serão demitidas, já que uma boa parte da categoria participa da greve.

 

"Se o governo do Estado demitir gente, vai aumentar o conflito", afirmou Prazeres.

 

Cerca de 250 grevistas marcharam da rua Vergueiro, na zona sul de São Paulo, até a praça da Sé, no centro da cidade, onde se juntaram a integrantes do MTST e da UGT (União Geral dos Trabalhadores), movimentos sociais que apoiam a greve.

 

Os grupos decidiram seguir juntos até a Secretaria de Transportes Metropolitanos, que também fica no centro. Um caminhão de som do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos dá apoio à passeata.

 

Após tumulto com o fechamento da rua Vergueiro por grevistas, na zona sul da capital, 13 metroviários foram levados pela PM ao 36º DP (Vila Mariana) para "averiguação", segundo o major da PM Robson Cabana.

 

"A delegacia de polícia é o melhor lugar para averiguar o que aconteceu", disse o major, afirmando que houve depredação de patrimônio público dentro da estação Ana Rosa e denúncia de agressão a um funcionário do Metrô que trabalhava na estação Paraíso.

 

Os grevistas chegaram à estação Ana Rosa às 4h, segundo o secretário-geral do sindicato dos metroviários, Alex Fernandes, e 15 eram mantidos dentro da estação pela PM desde então.

 

UOL

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