A primeira fase da linha, com seis estações (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz) foi entregue em setembro de 2011, mas só começou a funcionar em horário pleno no mês seguinte. No primeiro ano de operação, o ramal já transportava 559 mil passageiros por dia útil, mais que o dobro da Linha Lilás (254 mil). De outubro de 2012 até este mês, a Linha Amarela conseguiu ganhar ainda mais passageiros: agora são 700 mil pessoas transportadas diariamente, 35% a mais que o volume de pessoas que pega a Linha Verde e suas 14 estações todos os dias.
É como se, todos os dias, 386 novos usuários passassem a usar a Linha Amarela. E a tendência, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, é que ela chegue aos 950 mil passageiros diários nos próximos anos, quase a marca das linhas Vermelha (1,1 milhão) e Azul (1 milhão), as mais superlotadas do sistema.
Para o engenheiro e mestre em Transportes pela Escola Politécnica da USP Sérgio Ejzenberg, a Linha Amarela é a prova de que qualquer obra de metrô em São Paulo já nasce com atraso. "Nesta cidade, o que você fizer de metrô, já passou da hora", afirma. "Quem diz que o paulistano gosta de carro não conhece o verdadeiro paulistano. A Linha Amarela é um 'calaboca' para esse pessoal. É o maior exemplo de que, quando você oferece opção de metrô, ele larga o ônibus e larga o carro."

Estação Luz, da Linha Amarela: ramal pode chegar aos 950 mil usuários por dia nos próximos anos
Parte do "sucesso" da linha vem da conexão com as linhas Verde do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM. Só o túnel de transferência entre as estações Paulista e Consolação recebe 124 mil pessoas por dia, de acordo com a Via Quatro, responsável pela operação. Já a Estação Pinheiros, que integra metrô e trem, tem 130 mil passageiros oriundos da CPTM. Sérgio Ejzenberg alerta ainda para a superlotação precoce da linha. "Temos problemas graves de segurança ali, oferecendo risco aos passageiros."
FONTE: vejasp