SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em:
Linhas ARTESP atualizadas em tempo real • EA e AG por horário fixo • Ocorrências no @DiariodaCPTM

CPTM falha todo santo dia

Os trens da  CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) sofrem em média uma pane por dia que provoca a paralisação total ou parcial da linha por alguns minutos ou horas. Esse dado faz parte de um levantamento no Sicom (Sistema Integrado de Controle de Operação e Manutenção) da empresa e foi fornecido pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (base São Paulo) ao Ministério Público de São Paulo.

O MP abriu em abril deste ano um inquérito civil público para apurar a origem dessas panes. “Nossos peritos estão avaliando as condições da rede, mas a impressão que tenho é que o governo do estado tem mandado um orçamento para ela (CPTM) que é insuficiente para atender à demanda que eles têm”, afirmou Maurício Ribeiro Lopes, promotor de Habitação e Urbanismo. “Percebo isso em razão das constantes falhas que têm ocorrido. Isso mostra que eles têm operado no limite de suas capacidades”, constata.

Segundo o promotor, a CPTM opera com as linhas “no limite” e “sobrecarregadas”. “E é no limite que acontecem os erros. Acho que essa falha pode estar relacionada a essa operação no limite das forças da CPTM.”

O levantamento feito pelo sindicato no Sicom foi realizado no período de 23 de março a 23 de abril deste ano. “No período analisado ocorreram 31 falhas, aproximadamente uma por dia”, explica o relatório encaminhado pelo sindicato ao MP. “A busca concentrou-se somente em ocorrências que prejudicaram mais de 500 passageiros, de modo que várias outras situações de menor impacto não foram, aqui, retratadas.”

Entre as principais ocorrências no período analisado, o sindicato destaca  um incêndio no dia 6 de abril em um equipamento secundário do Centro de Controle Operacional, que  provocou a paralisação completa da CPTM por aproximadamente seis horas. A segunda ocorrência refere-se a um descarrilamento de um trem com usuários nas proximidades da Estação Itaquaquecetuba, que prejudicou  dez mil passageiros.

A CPTM, por sua vez, informou que registrou neste ano uma ocorrência “notável” a cada 21 mil viagens realizadas, ou seja, uma pane a cada oito dias de operação de suas linhas.

Companhia só considera pane quando vem Paese
A assessoria da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) só contabiliza as panes como “notáveis” quando há interrupção da linha e é necessário acionar o sistema Paese (ônibus gratuitos) para os passageiros.  Além disso, a empresa diz disponibilizar de um sistema de manutenção para minimizar os problemas. “Neste ano, a CPTM registrou 1,5 ocorrência a cada um milhão de quilômetros rodados”, disse. “Para que haja o menor impacto possível  há equipes de manutenção que atuam em regime de prontidão.”

Depoimento

Priscila Freitas, estagiária do caderno Viva do DIÁRIO

Tivemos de pular do trem na via e caminhar até a Estação da Luz

Passei por uma situação nada confortável no último domingo, dia 20, enquanto me dirigia da Estação de Pirituba até a Estação Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Após esperar por um longo período na estação, o trem passou. Corria tudo bem até chegar no trecho entre a Barra Funda e a Luz. Ali o trem simplesmente parou “por falhas técnicas”, como anunciaram, às 7h55. O aviso foi dado pelo maquinista. Ficamos por 20 minutos parados sem saber o que realmente acontecia. Depois desse intervalo foi informado que deveríamos descer na via, pois o trem não teria condições de seguir viagem. Todos os que estavam ali tiveram de pular nos trilhos e caminhar até a Estação Luz.

O maior problema não foi andar, mas sim pular do vagão. Afinal, ele é muito alto e muitos idosos, mulheres com crianças e grávidas tiveram de saltar também. Em nenhum momento eu vi um segurança na via e nenhuma escada que auxiliasse as pessoas na descida do trem. Por conta desse transtorno cheguei ao meu compromisso com mais de uma hora de atraso por causa da tal “falha técnica”.

Fonte: Diário de São Paulo 

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