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23 de agosto de 2013

Ferraz de Vasconcelos: População critica passarela

Pedestres com mobilidade reduzida enfrentam dificuldade em atravessar o acesso no centro

A estrutura da nova passarela da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no centro de Ferraz de Vasconcelos tem sido alvo de críticas por parte da população. Anteontem, o Dat esteve no local e apurou que, apesar das boas condições de segurança, a extensão da travessia prejudica os pedestres com mobilidade reduzida.
No momento em que o Dat percorria a passarela, a equipe de reportagem percebeu que uma mulher de meia idade havia parado no meio do acesso. "Sinto falta de ar, porque é muito cansativo". A entrevistada era a diarista Rosa Piloto Silva Santos, uma das pessoas que não concordaram com a estrutura montada pela CPTM. "Demoro pelo menos cinco minutos para atravessar. Estou até evitando utilizá-la", comentou.

Além das reclamações sobre a distância entre uma ponta e outra, moradores também protestaram contra a altura da travessia. "Tenho medo de passar aqui. É muito alto e, à noite, não tem tanta segurança, porque além de faltar luz, a visualização das pessoas que ficam na parte de baixo é prejudicada", argumentou a vigilante Iara Aparecida da Silva. A equipe de reportagem também constatou que, na parte mais alta da estrutura, os postes estão sem lâmpadas.

A passarela foi construída próximo à antiga travessia de pedestres, localizada entre as praças da Bíblia e Independência. Assim como antes, moradores continuam utilizando a via para ter acesso aos dois lados da cidade.
"Essa nova passarela ficou ótima. Tem corrimões, oferece maior segurança e é bem melhor do que a outra estrutura", disse o aposentado Expedito Menegunci, referindo-se à passarela que foi construída na estação provisória de Ferraz. O aposentado Mesah Campos também fez avaliação positiva, mas reconheceu que a extensão ficou maior, em relação à antiga passagem. "Para quem está com pressa, é ruim".

Em nota, a CPTM informou que a passarela metálica foi construída conforme as normas vigentes de acessibilidade. "Entre os itens exigidos e atendidos estão à concepção em forma de rampas, com inclinação adequada, que permite a circulação de cadeiras de rodas, facilitando o acesso a pessoas com mobilidade reduzida. A atual estrutura substituiu a antiga ali existente, de concreto, que não dispunha destas facilidades. Embora a distância percorrida seja maior com a estrutura atual, as melhorias em acessibilidade foram atendidas", informava a nota enviada ontem à tarde pela empresa ao jornal.


Fonte: DAT
Lailson Nascimento, De Ferraz

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