6 de junho de 2014

Grevistas e PM entram em confronto na estação Ana Rosa do Metrô

Grevistas entraram em confronto com policiais militares dentro da estação Ana Rosa do Metrô, na linha 2-Verde, por volta das 6h30 desta sexta-feira (6). Nesta manhã, a paralisação dos metroviários entrou no segundo dia. A confusão começou quando alguns funcionários entraram na estação para conversar com trabalhadores que iniciaram as atividades no local. A Polícia Militar entrou na estação para dispersar o grupo.

De acordo com Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários, eles estavam conversando com funcionários para tentar convencê-los a não iniciar os trabalhos nesta manhã quando a polícia entrou.

— A tropa foi chegando e partiu para cima em uma sala fechada. É estranho, mas o governador não pode fazer isso com o trabalhador. Qualquer trabalhador comum, gente desarmada e totalmente pacífica. Companheiros levaram cassetetada na cabeça e um machucou a perna.

O ferido, José Carlos dos Santos, eletricista, 54 anos, trabalha há 30 anos na companhia e faz parte da diretoria do sindicato. Santos trabalha na linha 2-Verde.

— A gente estava conversando com todo mundo, já tínhamos fechado que a gente ia sair e só estávamos tirando umas fotos quando a polícia veio por trás e já chegou empurrando e jogando bombas em cima de nós.

O capitão da PM, Snay Nanni, responsável da área, confirmou que houve ação da polícia dentro da estação, mas nega que tenha havido feridos.

— Apenas retiramos os manifestantes com uso moderado de força. Alguns manifestantes partiram para cima dos policiais e eles se defenderam, mas não teve nada de grave, inclusive não tem ninguém machucado.

Ainda de acordo com o capitão, a PM agiu para garantir o funcionamento do metrô.

— Estão fechando a estação, impedindo que a população pudesse usar, então o interesse público prevalece sobre o interesse deles.

Greve

A reunião de negociação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que ocorreu na tarde de quinta-feira terminou sem acordo e os metroviários decidiram permanecer de braços cruzados por tempo indeterminado. A greve começou à 0h de quinta-feira, depois que os metroviários recusaram a proposta do Metrô de aumentar os salários em 8,7%.

Após a reunião, os trabalhadores realizaram uma assembleia na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital. Como o Metrô não apresentou nenhuma proposta nova, eles resolveram permanecer parados.

Na assembleia, a categoria também aprovou trocar a paralisação por catraca-livre, com desconto em folha de pagamento pelo período em que durarem as negociações. No entanto, o Metrô recusou e disse que não abriria mão de receita.

Além disso, a empresa pediu que a Justiça decida de quanto deverá ser o aumento. O Sindicato dos Metroviários, que começou a campanha salarial pedindo mais de 30%, poderá sair prejudicado se os desembargadores definirem nos próximos dias que eles deverão ter o pagamento reajustado levando em conta apenas a inflação.

R7
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