SITUAÇÕES DAS LINHAS
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4h–0h
Rubi
Operando
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4h–0h
Turquesa
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Esmeralda
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Azul
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Expresso Aeroporto
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Maquinista sentiu um tranco e trem parou, diz polícia

O maquinista responsável pelo trem que descarrilou e matou ao menos oito pessoas em São José do Rio Preto, cidade a 438 km de São Paulo, disse à polícia que a composição não estava com excesso de peso e que não trafegava acima da velocidade máxima permitida. Ele revelou que sentiu "um tranco" antes do acidente, que aconteceu na tarde de domingo (24)

O homem, de 32 anos, é ferroviário há 12 anos. Ele disse que fazia a linha Rio Preto/Araraquara/Rio Claro e conduzia um trem com 78 vagões e três locomotivas que pesavam 8.451 toneladas. No trecho onde aconteceu o acidente, o peso máximo da composição pode chegar a 8.500 toneladas.

Segundo o delegado Mauro Truzzi Otero, da Delegacia de Flagrantes de São José do Rio Preto, o comando de velocidade e freio é operado de dentro da locomotiva e feito, de modo manual, pelo maquinista. Ou seja, cada vagão tem um freio e todos são operados manualmente.

— Ele consegue analisar tudo. Dentro, ele sabe como está o restante, analisando os equipamentos de pressão de ar. E, quando tem algum problema, é detectado de imediato. Nada foi detectado.

O delegado disse ainda que, no trecho onde aconteceu o acidente, a velocidade máxima é de 50 km/h. O maquinista estava a 44 km/h.

— Se eventualmente a velocidade sobe, além do limite, existe um travamento automático da composição. A composição recebe o que chamam "penalidade" e é parada. Aí o maquinista é acionado por rádio e computador para saber se está tudo ok. Estando tudo ok, a composição é liberada pelo sistema, porque ele não manda mais. O sistema da ALL [América Latina Logística] libera e ele volta a trafegar. Não teve nada disso. 

Otero contou ainda que o trem saiu de Rio Preto e estava começando a viagem quando aconteceu o descarrilamento. 

— Ele iniciou o movimento até atingir a velocidade de 42 km/h, transitou 2,5 km só, levando cerca de sete minutos para atingir essa velocidade, quando ele sentiu um tranco na locomotiva. Em consequência, toda a composição parou. Ele observou o painel da locomotiva e viu que ocorreu uma perda total do ar da composição. Só que ele não tinha a visão de todos os vagões porque ali é uma curva.

De acordo com o depoimento, o maquinista solicitou ajuda pelo rádio e, como ele estava perto da estação ferroviária, os funcionários da ALL chegaram rapidamente. Como a verificação também deve ser feita visualmente, ele desceu da locomotiva e começou a caminhar para trás dela. Foi quando que ele percebeu o descarrilamento. Nesse momento, ele encontrou um supervisor e foi orientado a voltar para a locomotiva "porque populares estavam revoltados". Ele retornou e aguardou novas instruções, segundo o delegado. 

— [Ele] não tem ideia do que pode ter acontecido, porque nada foi indicado no painel até o tranco. Não sabe falar sobre a manutenção da linha férrea porque não cabe a ele. Não estava com excesso de peso nem com excesso de velocidade. Não bebeu bebida alcoólica e forneceu sangue para comprovação. 

Entenda o caso

Nove vagões de um trem da ALL (América Latina Logística) carregado com milho tombaram neste domingo (24) quando passavam por um trecho urbano de São José do Rio Preto. Dois vagões atingiram duas casas.

Em uma delas, uma família fazia um churrasco com cerca de 30 pessoas. Pelo menos oito delas morreram, entre elas, duas crianças e uma mulher grávida. Outras oito pessoas foram levadas a hospitais da região.
Desde a noite de domingo, funcionários da ALL trabalharam na remoção da carga. Um dos vagões já havia sido retirado na manhã desta segunda-feira (25). O outro seria removido nas próximas horas. Só depois disso, os bombeiros retomariam o trabalho de buscar por mais vítimas. Ainda não é possível prever o número de pessoas atingidas.

A empresa informou, em nota, que as causas do acidente serão investigadas por meio de sindicância e declarou que "lamenta profundamente a fatalidade ocorrida e se solidariza às famílias e vítimas, a quem dará todo suporte e apoio". A ALL também confirma que, "por meio do centro que controla remotamente, via satélite, toda a operação", a composição transitava dentro dos limites de velocidade do trecho.

Fonte: R7

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