9 de junho de 2014

Greve do metrô em SP segue; funcionários e polícia entram em confronto

A cidade de São Paulo enfrentou novamente, nesta segunda-feira, caos no transporte público em meio ao quinto dia de greve dos funcionários do metrô, com confronto entre a polícia e grevistas a três dias da abertura da Copa do Mundo, na maior cidade brasileira.

 

A tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo entrou em confronto com grevistas que realizavam um piquete na estação Ana Rosa, na zona sul da capital.

 

Uma avenida chegou a ser bloqueada com lixo queimado, e a polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para liberar o acesso à estação, considerada um dos nervos centrais do sistema. Quatorze metroviários chegaram a ser levados para a delegacia.

 

A Justiça do Trabalho julgou a paralisação ilegal no domingo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu pela manutenção da greve em assembleia realizada no mesmo dia.

 

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô-SP, 60 funcionários foram demitidos.

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, havia apelado na noite de domingo pelo retorno dos metroviários ao trabalho, sob risco de demissão.

 

"Não tem mais discussão, ela (a greve) é absolutamente abusiva e ilegal", disse Alckmin em coletiva de imprensa no domingo. "Eu quero aqui fazer uma convocação para que o metroviários voltem. O dissídio já foi decidido e o dissídio não se discute", acrescentou o governador. "Quero deixar claro aqui que quem não for trabalhar incorre na possibilidade de demissão por justa causa", disse.

 

O presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Pasim, disse à Reuters na estação Ana Rosa, na manhã desta segunda, que pretendem reabrir a negociação com o governo.

 

"Nossa questão não é a Copa, não queremos prejudicar a população, inclusive oferecemos a alternativa da catraca livre, que o governo não aceitou", disse Pasim.

 

O desembargador Rafael Pugliese, do Tribunal Regional do Trabalho, definiu o reajuste salarial de 8,7 por cento para a categoria, que reivindica um aumento de 12,2 nos salários. Na mesma decisão, a Justiça determinou o retorno imediato ao trabalho, sob pena de 500 mil de multa diária.

 

A Prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio de carros, e a capital paulista registrava cerca de 150 km de lentidão na manhã desta segunda. Os ônibus mantiveram o reforço de frota, informou a SPTrans, mas imagens de TV mostram grandes filas para embarcar nos coletivos que passam lotados.

 

"Estou indo para o trabalho, já tinha que estar lá, mas não vou chegar, vou procurar alternativas, a greve atrapalha todo mundo. É o caos", disse o serralheiro José Mario dos Santos, que tentava embarcar no metrô em uma estação da zona sul para ir ao trabalho.

 

Apenas duas das cinco linhas de metrô de São Paulo funcionavam normalmente na manhã de segunda, enquanto as outras três operavam parcialmente, atendendo a poucas estações. Cerca de 4,5 milhões de pessoas utilizam o metrô na cidade.

 

"Todo dia estou sendo afetado, tenho feito baldeações de van e ônibus, mas rápido mesmo é o metrô", disse o auxiliar de escritório Djalma Melo, que tentava chegar ao trabalho no centro. Apesar dos transtornos, ele afirmou concordar com o movimento dos metroviários. "Acho que tem que se fazer alguma coisa para melhorar o transporte", disse.

 

A três dias da partida de abertura da Copa do Mundo entre Brasil e Croácia, marcada para a Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo, a Fifa mantém a orientação aos torcedores de usarem o metrô para acessarem o estádio.

 

A assessoria de imprensa do Metrô-SP informou, na manhã desta segunda, que por enquanto não há plano alternativo para a abertura do Mundial, na quinta.

 

(Com reportagem adicional de Felipe Pontes no Rio de Janeiro)

 

Fonte: Terra

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