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Funcionários do Metrô e da CPTM decretam greve em São Paulo

Categorias prometem paralisar totalmente os serviços de trens e metrô na capital paulista na próxima quarta-feira (27)

Metroviários votam pela paralisação em assembleia realizada na sede do sindicato, nesta quarta

Funcionários do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos decidiram que realizarão uma paralisação geral em São Paulo na próxima quarta-feira (27). A greve foi definida durante assembleias realizadas nas sedes dos sindicatos dos trabalhadores das duas empresas. 

Apesar de já estar marcada, a paralisação pode ser suspensa caso os governos estadual e municipal atendam às reivindicações dos sindicatos. Na véspera do dia marcado para ela, terça-feira (26), ocorrerão novas assembleias para organizar as greves e definir se elas realmente serão realizadas.

Entre as exigências do Sindicato dos Metroviários estão aumento salarial real de 9,49%, reajuste nos vales-refeição e alimentação, equiparação salarial, plano de carreira, plano de saúde aos aposentados e reintegração dos profissionais demitidos em 2007 e 2014, que somam 42. A organização, que promete engrossar os protestos contra o ajuste fiscal marcados para 29 de maio, também pede o "fim da terceirização e da privatização no Estado e no País".

Já os três sindicatos ligados a funcionários da CPTM – Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Sindicato dos Ferroviários da Zona de Sorocabana e Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil – exige reajuste salarial real acima dos 6,65% propostos pela empresa nas negociações mais recentes. As organizações também exigem renovação no Programa de Participação de Resultados (PPR) na mesma proporção salarial. Os funcionários estão locados em todas as linhas da companhia na Grande São Paulo.

Único dos sindicatos ligados à CPTM que ainda não declarou greve, o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo se reúne nesta quinta-feira (21) para definir se também irá aderir à paralisação. 

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos lamentou a decisão dos profissionais, que classificou como "arbitrária". "Embora a STM respeite o direito de greve, a paralisação do sistema metroferroviário prejudicará mais de 7,5 milhões de usuários que utilizam diariamente a rede de trilhos paulista para chegar ao trabalho, à escola, ao médico, à rede hospitalar, entre outros inúmeros compromissos assumidos", afirmou. 

A empresa ainda se defendeu dizendo que o reajuste oferecido aos funcionários da CPTM e do Metrô recentemente foi baseado no IPC-Fipe, de acordo com a data-base de cada categoria. "A STM confia na responsabilidade dos empregados para garantir a prestação de serviço aos seus usuários", resume a nota.

Ig

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