SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
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Sem guaritas, 'vigias dos trilhos' erguem barracos em linha da CPTM

Uma lona preta, pregada sobre dois pedaços de madeira e alguns bambus. A "casinha" lembra os barracos dos movimentos sem-teto, mas foi erguida por seguranças de uma linha CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Eles estão lá para vigiar os trilhos e impedir que alguém, por maluquice ou não, entre na frente de algum trem. Cuidam, também, para que ninguém furte fios e equipamentos elétricos da companhia.

Mas são quase sem-teto mesmo os seguranças: guardam os trilhos da CPTM sem guarita ou abrigo para sol, frio ou chuva. Então eles mesmos ergueram sua proteção.

Na linha 12-safira, que liga a zona leste da capital ao centro, já são oito as barraquinhas levantadas pelos vigias.

"Se não for assim, como a gente vai se proteger do sol, da chuva e do frio todo dia?", questionou à Folha um dos vigias, que pediu para não ser identificado, por medo de perder e emprego e o abrigo.

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Outros seguranças são mais discretos e só colocam madeiras ao lado das pernas para evitar o vento frio que bate de manhã e à noite.

Há criações inusitadas: bancos esculpidos em dormentes antigos e até tendas de praia. Ao lado de uma delas, entre as estações Itaquaquecetuba e Aracaré, dois vigias abriram um guarda-sol e cadeiras dobradiças.

'NO KM'

Na noite de sexta (29), um segurança disse à Folha que havia ficado dez horas "no km", como chamam o trabalho nos trilhos.

"Estou só o pó", desabafou. A companhia, porém, informou que há um rodízio de, no máximo, três horas nos trilhos "para atendimento de necessidades fisiológicas."

Todos os seguranças são terceirizados e têm uma jornada de 12 horas de trabalho para cada 36 de folga.

O posto mais desejado entre os homens que vigiam os trilhos fica entre as estações São Miguel Paulista e Comendador Ermelino. Lá, ao lado de uma passarela, está a única guarita nos 38,8 km de trilhos da linha 12-safira.

Os funcionários se adaptaram tanto aos seus barracos que não saem de lá nem para comer. Entre as estações Tatuapé e Brás, um deles almoçava um marmitex na quinta (28), ao meio-dia.

No horário, os trens passavam lotados na frente do vigia, situação fora do comum naquela hora. As composições circulavam mais lentamente por causa de uma falha de energia causada por furto de fios elétricos.

"Além de ganhar um salário que não chega a R$ 1.300, eles passam frio e não têm nem uma guarita", disse Eluiz Alves de Matos, presidente de um sindicato de funcionários da CPTM.

A companhia diz que apura alguma infração no serviço oferecido pela empresa responsável pelos seguranças e que "aplicará sanções cabíveis, caso sejam comprovadas as irregularidades".

A empresa informou, ainda, que está em fase de testes a instalação de uma tenda e cadeiras. Se aprovadas, elas serão usadas nos postos pelos vigias dos trilhos.

FELIPE SOUZA
DE SÃO PAULO
Folha de São Paulo

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