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Funcionários da CPTM ameaçam fazer greve

Categoria rejeita primeira proposta de reajuste salarial feita pela companhia e cobra 7,89%

Por: Diário de S. Paulo

Os funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) estão trabalhando, desde sábado (9), com coletes e adesivos da campanha salarial 2015. A decisão de decretar estado de greve foi tomada na sexta-feira (8) à noite, após os trabalhadores rejeitarem a proposta da empresa do governo estadual.

Os ferroviários pedem 7,89% de reajuste salarial, mais 10% de aumento real. Além disso, querem uma garantia de pagamento mínimo de R$ 5 mil  de PLR (participação nos lucros e resultados) este ano,  vale-refeição no valor de R$ 840, vale-alimentação de R$ 400 e  auxilio-materno-infantil de R$ 500.

Segundo o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, “após várias rodadas de negociações, a CPTM informou que não poderia oferecer mais do que 6,65% de reajuste salarial, com reflexos às demais cláusulas econômicas, e zero de aumento real”.

“A proposta da CPTM,  além de desrespeitosa, é vergonhosa porque não atende aos anseios da categoria. O Sindicato dos Ferroviários sempre deu chances e priorizou as negociações. Mas de que adianta essa nossa atitude, de que adianta tanta dedicação e esforço por parte dos trabalhadores, se ao final não recebem reconhecimento?”, atacou o sindicalista.

Na sexta-feira os trabalhadores também definiram  a manutenção da “assembleia em caráter permanente até o encerramento da campanha salarial e estado de greve”.

Negociação

No ano passado a categoria ameaçou parar por diversas vezes, inclusive durante a Copa do Mundo, mas acabou aceitando a proposta da CPTM e os trens circularam sem interrupção.

O acordo foi fechado após a companhia aumentar  a proposta de reajuste dos salários  de 7% para 7,5%, além de elevar o vale-alimentação de R$ 100 para R$ 247. A empresa ofereceu ainda  o valor mínimo de R$ 3,5 mil de PLR atrelado ao cumprimento de metas, aumento de 18,58% no vale-refeição, que subiu de 22 cotas mensais de R$ 23 para 24 cotas de

R$ 25, e reajuste no auxílio materno-infantil de 7,5%, o que foi considerado positivo pelos ferroviários.

A categoria também cobrava condições de trabalho “padrão Fifa”, em alusão aos estádios construídos para o Mundial de futebol no Brasil. 

A última paralisação geral da CPTM aconteceu em 2013, mesmo assim só em algumas linhas.

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