SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
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Segregação em trens e metrô ‘culpabiliza’ mulher por assédio

Embora algumas passageiras afirmem se sentir mais seguras, feministas consideram que “vagão rosa” não chega sequer a ser paliativo contra mentalidade machista e sexista que impulsiona prática de abusos

Os deputados estaduais de São Paulo que aprovaram um Projeto de Lei que prevê a separação de vagões exclusivos para mulheres nos trens do metrô e da CPTM o fizeram o fizeram por desencargo, “para dizer que fizeram alguma coisa”. A opinião é da mestranda em em Filosofia Djamila Ribeiro, na Universidade Federal de São Paulo. Para ela, a medida não chega sequer a ser um paliativo contra a prática do assédio sexual, pois não ataca em nenhum grau a mentalidade machista e sexista que leva homens à praticar abusos em transportes coletivos.

Em reportagem de Cláudia Rocha para a Rádio Brasil Atual, Djamila afirma que é compreensível que mulheres se sintam mais seguras num vagão segregado, mas considera a medida incapaz de atacar a raiz do problema. E questiona: como ficariam as mulheres que não utilizarem o ‘vagão rosa’ por estar lotado, ou por estarem acompanhadas de amigos, ou por não poderem esperar o próximo trem? “Essas poderão ser assediadas?”, critica. “A medida acaba culpabilizando a mulher por ser assediada.

Para secretária de Mulheres da CUT-SP, Sônia Auxiliadora, as experiências do Rio, onde o vagão segregado já funciona desde 2006, e de outras cidades revelam que as mulheres continuam sendo assediadas e que a segregação não resolve, porque não educa. Segundo ela, os vagões – e os trens todos – estão sempre lotados e falta espaço e fiscalização. Os homens acabam usando o vagão de mulheres e não há fiscalização. “É preciso que homens e mulheres tenham seu direito de ir e vir sem serem desrespeitados.”

O projeto foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa e segue agora para sanção do governador Geraldo Alckmin. Ouça a reportagem, feita ao vivo na estação Sé do Metrô.

por Rádio Brasil Atual 

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