A Baixada Santista passa a contar com um novo Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI), iniciativa que marca uma mudança importante na forma de gestão do tráfego ferroviário na região que atende o Porto de Santos, o maior da América Latina
A estrutura reúne, em um mesmo ambiente, as principais operadoras que atuam no acesso portuário: MRS Logística, Rumo, VLI e a FIPS - Ferrovia Interna do Porto de Santos. O objetivo é integrar o planejamento operacional e tornar a circulação de trens mais eficiente, sincronizada e segura.
O novo centro reúne uma equipe de 45 profissionais, com representantes de todas as operadoras, trabalhando com projeção operacional de até três dias à frente (D+3). Na prática, isso permite antecipar demandas, reduzir gargalos e melhorar a coordenação do fluxo ferroviário que chega e sai do porto.
A inauguração do CCOI também consolida um ciclo de investimentos na Baixada Santista que soma cerca de R$ 2 bilhões por parte da MRS Logística. O pacote inclui uma série de obras voltadas à modernização da malha ferroviária e ao aumento da capacidade de transporte de cargas.
Entre as principais entregas estão a implantação de novos pátios ferroviários, a modernização de mais de 90 km de vias com trilhos de maior resistência, além da instalação de novos aparelhos de mudança de via, ampliando a capacidade de operação e o peso transportado por eixo. A malha também foi preparada para a circulação de trens mais longos, com até 2.400 metros de extensão.
Outro destaque é a implantação de sistemas avançados de sinalização e controle de tráfego, que aumentam a segurança e permitem maior frequência de circulação. As intervenções incluem ainda obras estruturais como viadutos e passarelas, com impacto direto na mobilidade urbana e na segurança de áreas urbanas da região.
Segundo a MRS Logística, o conjunto de investimentos faz parte do plano aprovado dentro do processo de renovação da concessão da companhia e tem como foco ampliar a eficiência logística e fortalecer o acesso ferroviário ao principal porto do país.
O projeto é visto como um passo importante para a integração entre operadoras e para o aumento da competitividade do transporte ferroviário no corredor de exportação da Baixada Santista.