A Uber iniciou 2026 com uma atualização relevante em suas categorias premium, deixando de aceitar sete modelos de veículos no Black e no Comfort. A medida reforça a estratégia da plataforma de manter padrões elevados de conforto, tecnologia e segurança, acompanhando a evolução do mercado automotivo e o perfil de usuários dispostos a pagar por uma experiência diferenciada.
Segundo a empresa, revisões periódicas da frota consideram fatores como o envelhecimento dos veículos, avanços tecnológicos e as crescentes exigências por conforto e segurança. Para especialistas, a decisão vai além de critérios estéticos: modelos mais antigos impactam diretamente a experiência do passageiro e o desempenho do serviço, influenciando desde a satisfação do usuário até a eficiência operacional.
Na categoria Black, voltada a veículos de padrão mais elevado, seguem aceitos modelos como Virtus, Duster, Nivus e City, desde que cumpram requisitos como ano mínimo, quatro portas, ar-condicionado, bom estado de conservação e cores específicas. Também permanecem válidas exigências relacionadas ao desempenho do motorista, como avaliação mínima e número de corridas realizadas. Entre os modelos excluídos estão Renault Kardian, Chery Tiggo 3 e Tiggo 3X, Peugeot E-2008, Hyundai Kona Hybrid, JAC J3 Turin e iEV 40. O Citroën Basalt é a única exceção, podendo operar até o fim de 2026 caso tenha sido cadastrado até dezembro de 2025.
Já na categoria Comfort, focada em espaço interno e em uma experiência equilibrada entre motorista e passageiro, o Renault Logan deixará de ser aceito a partir de julho de 2026, independentemente do ano de fabricação. A permanência nessa categoria continua condicionada ao histórico do motorista, incluindo número mínimo de viagens e nota de avaliação.
Pesquisa do GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, revela que 82% dos motoristas da Uber atuam no Uber X, a modalidade mais popular e acessível. Em seguida aparece o Uber Comfort, com 41,2%. As categorias premium concentram uma parcela menor dos profissionais: o Uber Black reúne 9% dos motoristas, enquanto o Uber Black SUV representa 2,7%. "Mesmo em um mercado cada vez mais competitivo, a maior parte dos motoristas prioriza categorias de alta demanda e o uso de veículos próprios, em busca de maior previsibilidade de renda. Isso evidencia não apenas a relevância econômica do transporte por aplicativo, mas também os desafios de equilibrar custo, segurança e oportunidade de ganhos", afirma Luiz Gustavo Neves, CEO e cofundador da fintech.
Para os motoristas parceiros, a atualização serve como um alerta para o planejamento da renovação da frota e a manutenção do acesso às categorias premium. Ao mesmo tempo, evidencia como as plataformas de mobilidade digital equilibram critérios operacionais e expectativas do consumidor, reforçando a importância de padrões de qualidade consistentes em um mercado cada vez mais exigente.