Após a retomada das obras em setembro de 2023, o ritmo foi intensificado e hoje o cenário nos canteiros é de finalização. Instalação de comunicação visual, sinalização, equipamentos de acessibilidade, catracas e serviços de paisagismo dominam as atividades ao longo do traçado, que passa pela Avenida Roberto Marinho, parte da Avenida Washington Luís e pela Marginal Pinheiros.
Entre as estações, os maiores avanços estão em Morumbi e Vereador José Diniz, ambas com 99% das obras concluídas. A estação Aeroporto de Congonhas aparece com 97% e Campo Belo com 98%. Todas as oito estações previstas já contam com escadas rolantes e elevadores instalados, reforçando o foco na acessibilidade desde o início da operação.
Paralelamente às obras civis, seguem os trabalhos relacionados ao sistema operacional da linha. Isso inclui a entrega dos trens, a instalação dos sistemas e a fase de comissionamento, que envolve testes e certificações de segurança. Dos 14 trens previstos para a operação, oito já estão no Pátio Água Espraiada.
A Linha 17-Ouro terá papel estratégico ao ligar diretamente o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, por meio de um túnel sob a Avenida Washington Luís. A integração será feita com a Linha 9-Esmeralda e a Linha 5-Lilás, oferecendo uma alternativa mais rápida e prática para quem circula pela zona sul da capital.
Além do acesso ao aeroporto, a nova linha deve facilitar os deslocamentos para regiões como Pinheiros, Santo Amaro, Moema, Osasco e o eixo da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, fortalecendo a conexão entre importantes polos de emprego e serviços de São Paulo.
Quando concluído o trecho prioritário, entre o Aeroporto de Congonhas e Morumbi, o sistema terá 6,7 km de extensão, oito estações, um pátio de manutenção e frota de 14 trens, com expectativa de transportar cerca de 100 mil passageiros por dia.