SITUAÇÕES DAS LINHAS
6 Linha 6-Laranja
Estações (Fase Inicial):
João Paulo I • Freguesia do Ó • Santa Marina • Água Branca • Sesc-Pompeia • Perdizes
Horário: Segunda a sexta, exceto feriados, 10h às 15h
Laranja
Fora de Operação
17 Linha 17-Ouro
Horário: Segunda a sexta, 9h às 16h
Ouro
Fora de Operação
AG Aeromovel GRU
Horário: Todos os dias, 17h às 23h59
Aeromovel GRU
Fora de Operação
7 Linha 7-Rubi
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Rubi
Operando
10 Linha 10-Turquesa
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Turquesa
Operando
11 Linha 11-Coral
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Coral
Operando
12 Linha 12-Safira
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Safira
Operando
13 Linha 13-Jade
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Jade
Operando
8 Linha 8-Diamante
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Diamante
Operando
9 Linha 9-Esmeralda
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Esmeralda
Operando
1 Linha 1-Azul
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Azul
Operando
2 Linha 2-Verde
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Verde
Operando
3 Linha 3-Vermelha
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Vermelha
Operando
4 Linha 4-Amarela
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Amarela
Operando
5 Linha 5-Lilás
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Lilás
Operando
15 Linha 15-Prata
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Prata
Operando
EA Expresso Aeroporto
Horário: 5h à meia-noite
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em: 28/08/2025, 06:47:00
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Mostrando postagens com marcador Trem Bala. Mostrar todas as postagens
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Trem-bala poderá ligar São Paulo a Curitiba, Brasília e BH



O governo voltou a estudar a construção de trechos ligando São Paulo a Curitiba, Brasília e Belo Horizonte pelo Trem de Alta Velocidade (TAV), informou o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo. "Com a EPL vamos retomar e fazer o estudo de viabilidade das outras ligações", disse Figueiredo, que participou de uma palestra na Câmara de Comércio Americana (Amcham), no Rio.

Esses trechos já estavam previstos no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas acabaram não tendo andamento. De acordo com o executivo, ainda não há uma estimativa dos custos desse projeto. Figueiredo estimou que o valor da tarifa média para viagens no trem-bala fique entre R$ 150 e R$ 200, abaixo da tarifa máxima prevista a preços de hoje pelo governo, de R$ 250.

Prazos

Figueiredo afirmou que a publicação do edital de licitação do TAV deverá sair até o dia 30. Segundo ele não houve atraso e o Tribunal de Contas da União (TCU) já se pronunciou, mas precisa levar o edital ao plenário de ministros. "É preciso respeitar os ritos do TCU", disse, afirmando que o lançamento foi apenas adiado para o dia 29 ou 30.

O edital de concessão do trará como prazo máximo para a entrega de infraestrutura da via do trem ao operador o ano de 2019. Mas a meta do governo é antecipar isso para que o TAV entre em atividade já em 2018, afirmou o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo.

A partir da entrega da infraestrutura, o operador selecionado em leilão pelo governo terá seis meses para dar início à operação do trem-bala entre Rio e São Paulo, prevê o edital. "Estou com uma meta minha de entregar (a infraestrutura) até 2018. Quero ganhar dois anos", afirmou Figueiredo, que participou de um evento hoje no Rio.

O projeto de infraestrutura é considerado crítico para o cumprimento do cronograma do TAV e a estimativa do governo é de que leve cinco anos para ser implantado. De acordo com Figueiredo, a previsão hoje é que a parte de infraestrutura responda por R$ 27 bilhões do total de investimento do trem-bala, enquanto a operação demande R$ 8 bilhões (somando R$ 35 bilhões).

Ao longo de 2013, a EPL definirá se a parte estrutural do projeto será realizada por Parceria Público-Privada (PPP), concessão ou mesmo obra pública, o que na avaliação de Figueiredo pode acelerar as obras. A ideia é que a EPL divida a parte de infraestrutura por segmentos e contrate mais de uma empresa para agilizar o processo, adiantou.

A EPL vai elaborar no ano que vem um projeto de engenharia detalhado - que poderá ser contratado no mercado - para dirimir dúvidas sobre custo e risco dessa parte do projeto do TAV. O edital para as obras de infraestrutura deve sair no início de 2014 e a previsão é contratar a obra ainda no primeiro semestre.

A expectativa de Figueiredo é que o edital de concessão da operação e prestação de serviços aos usuários passe pelo plenário de ministros do TCU até quarta-feira. Se isso se confirmar, ele acredita que o edital pode ser lançado até sexta-feira, dia 30. A previsão era que o documento estivesse na rua hoje. "A informação que temos é que a área técnica (do TCU) já se pronunciou", disse. O leilão deverá ocorrer oito meses após a publicação do edital, conforme solicitado pelas empresas candidatas.

Estadão

Uso de estação do TAV pode gerar R$ 10 bilhões

A exploração imobiliária no entorno das futuras estações aumenta a atratividade do primeiro trem de alta velocidade (TAV) brasileiro e pode ajudar na conta final do empreendimento. Após todos os decretos de desapropriação necessários para permitir o avanço das obras, a intenção do governo é aproveitar o potencial do trem-bala na revitalização e modernização das cidades onde ele deverá parar, acelerando as transformações urbanas.

A venda de terrenos ao redor das estações para a construção de grandes centros de negócios ou condomínios de alto padrão, por exemplo, poderá gerar receita líquida - já descontado o custo da desapropriação - de R$ 10 bilhões. No mínimo, segundo cálculos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), serão R$ 5 bilhões. Esse ganho não entrará no caixa da concessionária responsável pela operação do trem-bala. Ajudará no pagamento da conta para construir a complexa infraestrutura - túneis, pontes e viadutos - do TAV, de acordo com o presidente da nova estatal, Bernardo Figueiredo.

Em todo lugar do mundo, isso é um potencial enorme. Pode-se trabalhar na revitalização de áreas degradadas, condomínios de luxo, complexos hoteleiros, shopping centers, disse Figueiredo ao Valor. Cada lugar terá uma vocação. O que fazer com ela vai depender muito da articulação com os municípios e seus planos diretores. Em determinados casos, segundo o presidente da EPL, não será preciso sequer desapropriar grandes áreas particulares, que já são de uma das três esferas de governo - federal, estadual ou municipal.

A Secretaria de Estado dos Transportes do Rio, em documento remetido à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) durante audiência pública do edital do trem, deu uma indicação dos projetos de revitalização no entorno da provável estação Leopoldina (Barão de Mauá), no centro do Rio. Para o secretário Júlio Lopes, essa é a localização ideal da última parada do TAV, que define como elemento central do projeto de reordenamento da região.

No documento, técnicos do governo estadual apontam a existência de 4,1 milhões de metros quadrados em áreas planas disponíveis para edificação, nos arredores. A maioria dessas áreas ainda pertence ao poder público - prefeitura, Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Companhia Docas (CDRJ), Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) e Companhia Estadual de Gás (CEG).

Na avaliação do governo estadual, caso seja explorada pela iniciativa privada, essa região poderá atrair novas moradias e criar um bairro para cerca de 500 mil pessoas. A requalificação urbana se dará em volta da avenida Francisco Bicalho e do canal do Mangue, segundo a proposta.

Nas proximidades, estão o Jardim Quinta da Boa Vista e o complexo do Maracanã. Uma das poucas necessidades de desapropriação seria de área residencial extremamente degradada no bairro Praça da Bandeira, o que não é visto como impedimento. A chegada do trem propiciará enorme revitalização da área. Os próprios empresários estão interessados nos terrenos adjacentes, diz Lopes.

Tudo depende, agora, do sucesso da licitação. Para definir a vitória do primeiro leilão do TAV, que ocorrerá em 2013, e cujo edital definitivo está previsto para os próximos dias, a ANTT divulgou dois critérios. Um deles é a apresentação de um preço de referência para construir o empreendimento. Quanto menor o valor, maior a competitividade da proposta. Outro critério, que tem peso bastante importante, é o ágio pago por quilômetro percorrido pelo trem. A outorga mínima estabelecida foi de R$ 66,12 por quilômetro rodado ao longo de toda a concessão do TAV.

Figueiredo estima que isso vai gerar outorga de cerca de R$ 27 bilhões, podendo ser menor (caso haja menos passageiros e trens circulando efetivamente) ou maior (caso mais passageiros do que o esperado procurem o serviço e mais trens acabem circulando).

Na prática, o risco de demanda foi assumido pelo governo, que está absolutamente convencido da viabilidade do projeto, segundo o executivo. Ele não vai sair do papel porque é de interesse do setor privado. Ele vai sair do papel porque é de interesse público, afirma.

O pagamento da outorga pelo operador do TAV será reforçado com os direitos de exploração imobiliária e comercial que o governo colocará à venda em áreas próximas das estações. A combinação das receitas deverá viabilizar a construção da infraestrutura, acredita Figueiredo, mas o custo das obras só poderá ser estimado depois da elaboração do projeto executivo de engenharia.

A EPL contratará esse projeto assim que houver a definição do vencedor e o contrato for assinado. A espera é necessária por causa da tecnologia a ser empregada pelo futuro operador. Em 2014, com o projeto executivo concluído, ou pelo menos avançado, o governo fará uma licitação internacional para as obras de infraestrutura.

A ideia é dividi-las em, no mínimo, dez lotes diferentes, a fim de permitir que a contratação de um número maior de empreiteiras, inclusive estrangeiras, acelere os trabalhos e viabilize a entrada em operação do trem-bala até 2020.

Valor Econômico

Governo eleva estimativa de custo do trem-bala para R$ 35,6 bilhões


O diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França, disse nesta quarta-feira que o governo revisou de R$ 33,2 bilhões para R$ 35,637 bilhões o custo total do trem de alta velocidade (TAV) que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). 'Houve atualização do custo porque no estudo inicial o número de material rodante (trens) era inferior ao da demanda identificada', afirmou ele no seminário 'Trens de Passageiros - uma necessidade que se impõe', realizado na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.
De acordo com a previsão atual, a primeira etapa da licitação do empreendimento, relacionada à compra de trens, vagões e serviços complementares, envolverá custos de R$ 8,7 bilhões. Essa fase inclui a contração da empresa que será responsável por implementar a tecnologia do trem de alta velocidade e operar o serviço pelo prazo de concessão de 40 anos. Concluída essa etapa da licitação o governo lançará novo leilão pelo qual assinará o contrato das obras de construção civil. A instalação das estruturas de pontes e viadutos consumirá R$ 26,9 bilhões.
Apesar da atualização, a maioria dos números referentes ao projeto é de setembro de 2008, quando foram concluídos os estudos de viabilidade técnica e econômica do trem-bala, que consideram demanda, custo de implementação e operação.
De acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado na terça-feira, a EPL publicará o edital e a minuta de contrato na próxima segunda-feira, dia 26. Depois disso, a expectativa é que o leilão seja realizado em prazo de oito meses, segundo Hélio Mauro França.

Aeroporto de Cumbica terá megaterminal para trem e metrô


O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, vai ganhar um terminal ferroviário para abrigar três linhas de trem e uma de metrô. O primeiro a chegar será o da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em 2014. Depois, um trem expresso vindo do centro de São Paulo, em 2016. O metrô é prometido para o ano seguinte e o Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala, para 2019.

O anúncio foi feito ontem pela concessionária que administra o aeroporto, agora chamada GRU Airport, que assumiu anteontem a operação, ainda assistida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em fevereiro, a estatal sai de cena e a empresa passa a comandar o aeroporto sozinha pelos próximos 20 anos, tempo estipulado para a concessão.

Como uma estação já será construída no começo do ano que vem para o projeto mais avançado - o da CPTM -, a intenção da concessionária é ampliá-la para, futuramente, servir como hub ferroviário da região. O terreno fica na Rodovia Hélio Smidt, na frente do Terminal 4. A conexão entre este terminal - que é remoto e fica a 2 km dos demais - e a circulação dos passageiros pelo aeroporto deve ser feita por monotrilho. "Como em vários aeroportos do mundo", afirma Antonio Miguel Marques, presidente da GRU Airport. É assim em aeroportos como o de Miami e o Gatwick, em Londres.

Os projetos da Linha 13-Jade, do trem expresso e do metrô são da Secretaria dos Transportes Metropolitanos; o TAV é do governo federal. Como nada vai sair a tempo do mundial de 2014, a GRU Airport negocia com o Comitê Gestor da Copa um plano para melhorar a mobilidade em Guarulhos. A ideia é oferecer serviços de van e ônibus de e para o aeroporto, provavelmente saindo de algum ponto do centro de São Paulo.

A concessionária reforçou o cronograma das duas maiores obras em andamento no aeroporto: o Terminal 3, para abril de 2014, e o edifício-garagem com 2,3 mil vagas, pronto até abril do ano que vem. Até a Copa serão 10 mil vagas com serviço de valet e preços diferenciados. Hoje, uma diária no bolsão principal (que tem 3 mil vagas) custa R$ 50. Uma hora, R$ 9.

Nova marca. Algumas mudanças já podem ser percebidas em Cumbica. As placas indicativas de portões, check-in e terminais agora têm fundo amarelo e letras pretas, seguindo um padrão internacional de sinalização aeroportuária. As que mostram restaurantes e serviços têm fundo azul. Cerca de 75% das placas foram trocadas e, como algumas têm iluminação de LED, o aeroporto está mais claro.

Os monitores que indicam horário de voos também tiveram o layout modificado. Nos próximos dias, outras opções de lojas tanto para compras quanto para alimentação vão começar a surgir. Dois restaurantes - uma lanchonete americana e um brasileiro chique - serão inaugurados nos terminais 1 e 2. Um deles vai ficar em um lounge no mezanino, área hoje subutilizada.

Banho de loja. Os oito banheiros da área comum do aeroporto - antes de entrar na parte restrita de embarque e desembarque - também foram reformados, ganharam novo piso, mais luzes e ficaram maiores.

Quase não há mais sinal da presença da Infraero em Cumbica - do lado de fora do aeroporto e no terminal de cargas, a marca GRU Airport já aparece em letras garrafais. No alto falante, o anúncio dos voos também já é feito com a devida chamada "A GRU Aiport informa".

Estadão

Trem-bala terá parada na Água Branca

 O Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio não deverá mais ter uma parada no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. A estação do trecho paulistano do trem-bala provavelmente será a Água Branca, na zona oeste. Ela já pertence hoje a uma linha de trem metropolitano e, até 2016, deverá ser conectada a uma nova linha de metrô, a Linha 6-Laranja.


O governo estadual planeja que a Estação Água Branca vire um "hub" ferroviário - dela também deverão sair os trens regionais que ligarão São Paulo a cidades do interior, como Santos, Sorocaba e Jundiaí. Essa última ligação é a única que está confirmada para o local, mas o Estado já sinalizou que os outros dois trechos também deverão sair da estação da zona oeste.
A informação de que ela, além disso, será a provável parada do TAV na capital paulista foi dada por Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) - estatal que coordena os planos de logística de transportes em nível federal. "A proposta foi do governo estadual, mas é interessante. É mais vantagem você articular com as outras linhas de trens regionais do que colocar em outro lugar", afirmou, logo após sair de reunião com integrantes da Secretaria de Estado de Logística e Transportes. Figueiredo afirmou ainda que um acordo de cooperação entre os governos federal e estadual foi assinado para que o assunto seja tratado de maneira conjunta.
Segundo ele, é possível que exista ainda uma outra estação em São Paulo, o que está previsto para ser definido ainda nas próximas semanas. O planejamento do governo federal é que o edital do trem-bala saia até o fim de novembro, após um novo adiamento em outubro. Os contratos deverão ser assinados em meados do ano que vem. De acordo com Figueiredo, o prazo para o início da operação, anteriormente definido para 2020, poderá ser adiantado para 2018.
Trilhos. A aposta nos trens regionais e no TAV para melhorar a mobilidade interurbana no Estado e na Região Sudeste é um reflexo do aumento da frota de carros em São Paulo - que em fins de semana e feriados acaba travando as principais rodovias. O próprio secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, costuma dizer que as concessionárias de estradas pedem para que trens como o de Jundiaí saiam logo do papel.
A opção da Água Branca como novo "hub" ocorre principalmente por causa da saturação da Estação da Luz, antigo ponto de encontro de várias linhas interurbanas de trens como as que vinham de Santos e do ABC paulista. O início da operação da Linha 4-Amarela do Metrô, que também tem na estação um dos seus pontos finais, fez até mesmo o governo estadual retirar sua ligação com a Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que vai até Rio Grande da Serra.
Para receber as novas linhas de trem e de metrô, a Estação Água Branca terá de ser remodelada. O projeto do Estado prevê duas novas ruas, uma de cada lado dos trilhos, com ligação até a Avenida Santa Maria. O quarteirão formado pelas Ruas Crasso e Tibério, ambas perpendiculares à Guaicurus, será transformado em ponto de acesso da estação.
 Já a provável saída da estação do TAV do Campo de Marte agrada às empresas de aviação civil que hoje usam o local. Grande parte da área do aeroporto teria de ser remanejada para construção da nova estação, o que irritou pilotos e empresários do ramo. Além disso, a falta de uma conexão de metrô no local também pesava contra a sua escolha como estação base para o trem-bala em São Paulo.

Governo vai bancar até vagão vazio do trem-bala em novo edital


Para garantir uma empresa para operar o trem-bala ligando Campinas-SP-RJ, o governo decidiu bancar a operação até mesmo com trens vazios

”Uma pessoa no Japão pode achar que não teremos passageiros entre São Paulo e Rio de Janeiro. Como não vemos o menor risco de isso acontecer, resolvemos assumir esse risco”, disse Bernardo Figueiredo, presidente da EPL, sócia governamental do operador.

As mudanças foram solicitadas pelos consórcios interessados em operar o sistema e fornecer os trens. O plano do governo é fazer uma primeira licitação para escolher um operador. Esse operador vai embolsar os recursos das passagens e pagar uma outorga ao governo pelo uso do sistema. O governo pretende usar esse dinheiro para pagar, num prazo de 30 anos, a construção da linha.

Caso o dinheiro das passagens não seja suficiente para cobrir os custos da construção, o governo vai bancar a diferença, conforme a Folha antecipou no ano passado.

A reclamação dos operadores era justamente que parte desse risco estava sendo repassada para eles. Isso porque, no pré-edital, o governo queria receber por trem que saísse da estação um valor de R$ 66 por quilômetro rodado.

Se o trem rodasse com passageiros insuficientes, quem ficaria no prejuízo seria o operador. O problema era agravado pelo fato de haver exigências mínimas de número de trens que devem rodar por hora. Entre Rio e SP, por exemplo, o edital exige três trens nas horas de pico.

Agora, o governo definirá a quantia a ser paga pela empresa com base no número de passageiros. A decisão de assumir o risco do prejuízo adiou o lançamento do edital definitivo para a licitação do operador, previsto para hoje, porque é preciso refazer os cálculos. A expectativa agora é que ele saia até o fim de novembro, com ajustes em relação ao pré-edital disponível para consulta pública.

O valor mínimo que o governo queria do operador pela outorga era de R$ 27,6 bilhões (em valores de 2008). Mas esse valor deverá ser um pouco maior, porque o grupo que vai construir a linha do trem-bala (infraestrutura) também será o responsável pela colocação dos trilhos (superestrutura). No pré-edital, a superestrutura ficava com o operador.

O governo também vai afrouxar a exigência de experiência de operação de dez anos –que, na prática, excluía a chance de o grupo sul-coreano Korail participar. Grupos japoneses, franceses, alemães, espanhóis, italianos e canadenses mostraram interesse e podem disputar essa etapa.

Folha de SP

Trem bala brasileiro deve ficar pronto em 2020


Quatro anos após o fim da Olimpíada de 2016, o Brasil deverá ter seu primeiro sistema de Trem de Alta Velocidade (TAV) em pleno funcionamento. É o que prevê a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vinculada ao Ministério dos Transportes. Com um custo estimado de R$ 34,6 bilhões, o TAV deverá ter a abertura do leilão licitatório e a assinatura do contrato do projeto devendo ocorrer nos dias 29 de maio e 7 de novembro de 2013, segundo a assessoria da ANTT. Com ligação entre as cidades de Campinas (SP) e Rio de Janeiro, a primeira linha do supertrem brasileiro pode ter características inspiradas em projetos considerados referências no uso da tecnologia, como o TGV francês, podendo operar a até 350 km/h ao longo dos cerca de 510 quilômetros de distância entre as duas cidades.

A assessoria de comunicação da ANTT afirma que o início das obras da chamada superestrutura da linha do TAV Rio de Janeiro - Campinas deve ocorrer em 2016, com um prazo máximo de finalização de cinco anos e uma concessão de 40 anos. A linha deve oferecer três opções de serviços: expresso, sem escalas entre Rio de Janeiro e São Paulo; regional de longas distâncias, com seis paradas entre Campinas e Rio de Janeiro; e regional de curta distância, com duas paradas entre Campinas e São José dos Campos. As obras serão divididas em três etapas, abrangendo desde a manutenção do TAV até a infraestrutura ferroviária para a instalação completa do sistema.

Conheça modelos de outros países

Em relação aos modelos de trem de alta velocidade existentes em outros países, o professor de engenharia de transportes da UFRJ Hostilio Ratton afirma que existem três tipos principais: o trem elétrico, o de suspensão pendular e o de levitação magnética. Enquanto o primeiro, conhecido como trem-bala e usado em países como França, Espanha, China e Japão - o primeiro a funcionar, na década de 1960 - conta com grande precisão geométrica e pode chegar a quase 600 km/h, o segundo, também chamado de trem-flecha, opera por um sistema diferente, de suspensão dinâmica. "Ele pode trafegar em vias de características geométricas mais modestas, eventualmente até já existentes, por onde também podem trafegar trens de menor velocidade. Os exemplos dessa tecnologia são o Pendolino italiano e o Acela, dos Estados Unidos, também já em operação comercial, que podem chegar a perto de 300 km/h", ressalta Ratton.

Diferente dos outros dois sistemas, o trem de levitação magnética não anda sobre trilhos, mas sim flutua em baixas altitudes, e ainda está em fase de experimentação, especialmente na Alemanha, China e Japão, onde chegaram a velocidades próximas dos 500 km/h. "O motor é dividido entre o veículo e a via, fazendo o trem se movimentar em função da alternância de pólos magnéticos. O pólo da via embaixo do veículo é igual ao do veículo, o que faz com que ele flutue, enquanto o pólo à frente é diferente, atraindo e deslocando o trem", explica o professor de engenharia de transportes.

Segundo Ratton, os trens de alta velocidade são mais adequados para viagens de distâncias médias, entre 200 e no máximo mil quilômetros e o TAV brasileiro deve ser planejado dentro desta expectativa, com a grande possibilidade da adoção da mesma tecnologia utilizada no TGV francês. "O modelo institucional pensado para a implantação do trem de alta velocidade no Brasil é abrangente quanto à questão tecnológica. O edital para a licitação, na sua versão corrente, deixa a opção tecnológica em aberto. Até onde possa ser percebido, os sistemas implantados ou em implantação estão pendendo mais para os trens como o TGV. A China está construindo 15 mil quilômetros de linhas para esse tipo", observa.

Governo paulista sugere Água branca para estação do trem-bala na capital

A estação Água Branca, na zona oeste de São Paulo, surgiu como alternativa para o ponto de parada do trem de alta velocidade na capital paulista. O projeto inicial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) previa o uso de uma parte do terreno do aeroporto do Campo de Marte para abrigar a estação do trem-bala Rio-São Paulo-Campinas, mas a escolha por essa localização é polêmica, principalmente devido às restrições que pode gerar para a aviação geral.

A equipe do governador Geraldo Alckmin (PSDB) levou essa ideia a Brasília. Pode ser uma opção, disse ontem o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Ele garantiu não haver preferência do governo paulista por uma ou outra localização, mas citou vantagens de usar a estação Água Branca, que funcionaria como uma espécie de hub (ponto de conexão) de trens regionais.

Essa estação já existe, mas será totalmente remodelada para receber três trens expressos: São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Sorocaba e São Paulo-Santos. O primeiro projeto é o mais avançado.

Além disso, a Água Branca terá conexão com a futura Linha 6-Laranja do metrô e já faz parte da rede da CPTM, nas linhas 7-Rubi e 8-Diamante. Nas tentativas anteriores de licitar o trem-bala, algumas empreiteiras chegaram a sugerir o uso da Barra Funda como estação em São Paulo.

O novo edital, divulgado no mês passado, não define a localização exata da parada. O grupo que vencer o leilão, marcado para maio de 2013, terá a prerrogativa de apresentar um traçado definitivo. Isso é o que deve estabelecer, em última instância, o lugar da estação.

Uma das principais críticas à estação no Campo de Marte, além dos impactos sobre a aviação executiva, diz respeito à sua falta de integração com a malha de transporte público da capital. O secretário Jurandir Fernandes diz que há disposição do Estado em acelerar a construção de uma nova linha, apelidada de Arco Norte no plano estratégico de investimentos do metrô, caso a escolha seja pelo Campo de Marte.

O importante, segundo ele, é que os passageiros possam sair do trem-bala e entrar na rede de transporte coletivo da cidade. Viajante não gosta de usar guarda-chuva, brinca o secretário. O aeroporto fica a aproximadamente dois quilômetros da estação Carandiru, na Linha 1-Azul, a mais próxima dali.

Fernandes prometeu lançar, até o fim de dezembro, o edital de licitação para a Linha 6-Laranja. Será o primeiro projeto do metrô construído e operado por parceria público-privada (PPP) – a Linha 4-Amarela tem apenas a parte da operação como responsabilidade da iniciativa privada. No dia 11, terça-feira que vem, a Secretaria de Transportes Metropolitanos fará audiência pública para discutir o projeto.

Três grandes construtoras apresentaram projetos para a nova linha: Odebrecht, Queiroz Galvão e Galvão-Somague. Agora, o governo faz uma compilação das contribuições. Temos 40 pessoas trabalhando nisso, afirmou Fernandes.

Estão previstas 15 estações, em 13,6 quilômetros de extensão, entre Brasilândia (zona norte) e São Joaquim (centro). O investimento é estimado entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões.

De acordo com o secretário, o aporte do Estado será de até 50% do investimento, ficando o restante a cargo do grupo vencedor da licitação. O vitorioso receberá todas as receitas com a operação e o governo se comprometerá a complementá-la, caso haja frustração de expectativa.

Fernandes disse que nem todas as questões para viabilizar as PPPs foram solucionadas pelas recentes mudanças tributárias do governo federal. Em primeiro lugar, ainda é uma medida provisória, o que traz certa instabilidade para o mercado, até ser aprovada. Mas há, ainda, aspectos que precisam ser regulamentados por lei específica.

O secretário observou ainda que técnicos de sua equipe começaram a avaliar, em estágio embrionário, uma proposta de criar tarifas diferenciadas por horário para desafogar o metrô no pico. Ele adianta, porém, que a única possibilidade de aplicação disso é na Linha 9-Esmeralda da CPTM. Se a tarifa diferenciada for levada adiante, ele acredita que pode haver reflexo na distribuição de passageiros também na Linha 4-Amarela.

EXAME

Trem-bala será fatiado para apressar obras


A concorrência será internacional. Com isso, o governo busca tirar proveito da relativa ociosidade de construtoras estrangeiras que têm sido afetadas pela queda do investimento em grandes obras nos países ricos

O governo resolveu "fatiar" a construção do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas em vários lotes diferentes para acelerar suas obras e inaugurar o empreendimento antes de 2020. Segundo Bernardo Figueiredo, presidente da Etav, a estatal criada para entrar no negócio, a ideia é dividir o projeto - que soma 511 quilômetros - em possivelmente dez trechos de cerca de 50 quilômetros. Isso criará frentes de trabalho paralelas e evitará que a obra fique na dependência de um grupo restrito de construtoras.

Na avaliação do governo, a parte mais crítica do projeto são as obras civis. "Se tivermos uma só empreiteira para fazer 500 quilômetros em quatro anos, provavelmente o prazo não será cumprido. Mas se tivermos dez grupos trabalhando ao mesmo tempo, talvez esse não seja um desafio tão grande", diz Figueiredo.

A concorrência será internacional. Com isso, o governo busca tirar proveito da relativa ociosidade de construtoras estrangeiras que têm sido afetadas pela queda do investimento em grandes obras nos países ricos. O início das obras do TAV ocorrerá apenas em 2014. O prazo de entrega será de seis anos, mas Figueiredo acha que existem condições de antecipar a entrada em operação do trem-bala para 2019. Para chegar a essa etapa, ainda há um longo caminho a percorrer depois que a presidente Dilma Rousseff anunciar a retomada do projeto, em reunião amanhã com 30 empresários, no Palácio do Planalto.

Até o fim de agosto, o governo divulgará o novo calendário de audiências públicas, com reuniões em pelo menos seis cidades: Brasília, São Paulo, Rio, Campinas, São José dos Campos e Barra Mansa. A primeira licitação do TAV, que definirá a futura operadora e a tecnologia a ser empregada, sairá no primeiro semestre de 2013. Haverá cláusulas - tempo de operação no país de origem, histórico de acidentes e numero de passageiros transportados - para garantir uma "tecnologia de ponta" no Brasil. Isso poderá dificultar a participação da China, que teve um acidente com 43 mortos em julho de 2011.

O governo contratará o projeto executivo do TAV também dividindo-o em trechos e assumirá os riscos de demanda. "Passar o risco para a concessionária não é necessariamente um bom negócio se o preço disso for muito alto".

Fonte: Valor Econômico

Novo plano vai sofisticar e apressar o TAV


O governo decidiu que o trem-bala brasileiro será licitado com um alto nível de exigência para a tecnologia de equipamentos ferroviários.

O aumento do nível de restrição tem como motivo o resultado do último leilão de aeroportos. Venceram empresas pequenas e de pouca experiência, o que, na avaliação do governo, não é desejável e foi facilitado pelo baixo número de restrições.

As novas regras fazem com que empresas de países que desenvolveram primariamente a tecnologia dos trens de alta velocidade --Japão, França, Alemanha, Espanha e Canadá-- tenham mais chances contra os novos participantes do mercado --Itália, Coreia do Sul e China.

O governo também considerou que, como vai incorporar a tecnologia para desenvolver equipamento nacional, o ideal é ter trens mais desenvolvidos.

A criação da Empresa Brasileira do Trem de Alta Velocidade, na semana passada, deu novo impulso ao projeto, de molho desde o início do ano com a saída de Bernardo Figueiredo da diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

A expectativa agora é que o projeto tenha a primeira licitação no primeiro semestre de 2013 e que as obras possam começar em 2014 e terminar até o fim de 2018.

Definição do trajeto

Nos próximos três meses, o plano é definir com os Estados e municípios por onde passará e em que cidades vai parar o trem ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. Agora será o governo, e não as empresas, que definirá trajeto e pontos de parada.

Isso é importante para o modelo de concessão previsto, com dois leilões. O primeiro leilão definirá o operador ferroviário (dos trens), o segundo escolherá quem vai construir e operar a linha.

Para licitar o operador antes de ter a definição de quem construirá a linha, o governo precisa dar parâmetros iguais a todos os concorrentes. Por isso, necessita ter precisão de como será a linha.

Para agilizar o segundo leilão, o governo pretende contratar o estudo de geologia ainda neste ano, assim que definir o trajeto preciso.

Projeto executivo

A etapa seguinte é contratar uma empresa para gerenciar o projeto executivo, que será feito por trechos da obra, com o intuito de agilizá-lo e tornar possível o leilão da segunda etapa até o fim de 2013.

A etapa do projeto executivo é considerada crucial do projeto. Isso porque a avaliação do governo é que a primeira tentativa de concessão do trem-bala, em 2011, fracassou por causa das dúvidas quanto ao custo da obra.

Todo o projeto era orçado então em R$ 34 bilhões com valores de 2009. Construtoras falavam em valores entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões em 2011. Com o projeto executivo, haveria um valor mais preciso do custo da obra.

Recursos do entorno

A definição do traçado e de pontos de parada também possibilitará ao governo desenvolver um plano imobiliário para o trem-bala, que pode trazer recursos ao projeto.

O plano atual prevê que o operador dos trens vai receber o dinheiro das passagens e repassar uma parte ao governo. O governo paga ao concessionário, que vai construir e cuidar da via. Se o dinheiro das passagens não for suficiente, o plano atual prevê que o governo complete.

A expectativa é que recursos da exploração imobiliária do entorno --estimados em até R$ 10 bilhões-- possam compensar as variações de receita da operadora ferroviária. O governo exigirá áreas livres nas cidades para implantar as estações.

Folha de S.Paulo

Leilão do trem de alta velocidade deve ser em 2013

O leilão da primeira etapa do Trem de Alta Velocidade (TAV), que definirá a tecnologia a ser usada no projeto, deve ocorrer apenas no primeiro semestre de 2013. A previsão anterior era o próximo mês de outubro. A afirmação foi feita nesta quinta-feira por Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que foi escolhido pelo governo para presidir a Etav, estatal que vai administrar o TAV.

"A primeira etapa vai correr no primeiro semestre do ano que vem, mas isso não é um fator crítico do projeto. Há instrumentos para evitar que esse atraso na primeira fase gere atrasos na segunda", disse Figueiredo, após participar do Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo.

Segundo ele, o cronograma continua mantido, porque o projeto executivo, por exemplo, pode ter seu início adiantado, assim como a obtenção das licenças ambientais necessárias. "O projeto prevê que o TAV comece a operar em 2019. Acho que pode ser em 2018", disse.

Figueiredo disse ainda que acredita que em no máximo duas semanas a Etav esteja oficialmente formada e entre em operação. Ele acredita que a estatal terá entre 30 e 40 profissionais e que todos serão servidores públicos de formação técnica. Alguns devem ser profissionais que ele levou para a ANTT, quando assumiu o órgão. Na semana que vem deve ocorrer uma assembleia para eleger a diretoria da empresa.

Afastado das discussões do projeto desde que saiu da ANTT, há cerca de quatro meses, Figueiredo afirma que "a criação da Etav pode trazer um elemento novo na modelagem". "Na ocasião, o edital estava pronto, faltava validar com o governo. Vamos discutir o escopo do que o governo quer", disse.


Diário do Grande ABC

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Governo Federal cria empresa para administrar trem-bala

A presidente Dilma Rousseff criou a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A (Etav), que deverá ser responsável pela administração do trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. Será uma sociedade anônima com capital inicial de R$ 50 milhões.

De acordo com o Decreto 7.755 publicado no "Diário Oficial da União" de hoje, a empresa será constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, subordinada ao Ministério dos Transportes,  cujo capital será dividido em 50 mil “ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, com integralização mínima de dez por cento em pecúnia pela União”. O decreto diz ainda que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional convocará assembleia para a constituição efetiva da Etav.

Dilma também destinou R$ 122 milhões ao Minsitério dos Transportes como crédito orçamentário suplementar para obras da Ferrovia Norte-Sul, nos trechos Anápolis-Uruaçu, em Goiás, e de Uruaçu a Palmas (TO).

Os recursos saíram da dotação orçamentária 2012, de valor igual, que iam para a Ferrovia Integração Leste-Oeste na Bahia. A dotação para dois trechos dessa ferrovia foi cancelada por Dilma.

Fonte: Valor Econômico

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Projeto do trem-bala sofrerá novos atrasos


O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Rio, São Paulo e Campinas sofrerá novos atrasos. Terminou nesta quinta-feira a data limite para a publicação do edital do empreendimento, conforme previsto no balanço mais recente da segunda fase Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o novo modelo de concessão está sendo elaborado em conjunto com os Ministérios dos Transportes, Fazenda e Planejamento, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o Ministério dos Transportes, o edital está passando pelos últimos ajustes. Antes de ser publicado, porém, ainda terá de passar por audiência pública. O governo publicou na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União o decreto que cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A (Etav), estatal que ficará responsável pelo trem-bala. Com capital social inicial de R$ 50 milhões, a empresa ainda deverá passar por trâmites como constituição de assembleia e criação dos conselhos de administração e fiscal.

Ainda não há previsão sobre quando a empresa passará a atuar. No início deste mês, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, confirmou que o ex-diretor-geral da ANTT Bernardo Figueiredo aceitou convite para presidir a Etav. Sem o edital publicado, o leilão do empreendimento, que, pelo mesmo cronograma do PAC 2, deveria ocorrer até o final de novembro deste ano, também deve atrasar.

O TAV deve ter 511 quilômetros de extensão e um custo de R$ 33,2 bilhões. A licitação terá duas fases. Na primeira, será feita a seleção da tecnologia e da empresa responsável pela montagem da estrutura, operação e manutenção do sistema. Na segunda, serão licitados o fornecimento da infraestrutura e o direito de exploração comercial das estações e áreas adjacentes.

Trem-Bala na mira da CAF

A CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocariles S.A.), uma das maiores fabricantes de trens e equipamentos ferroviários do mundo, com sede central na Espanha e oito plantas industriais no mundo (EUA, Itália, Irlanda, Turquia, México, Argentina, Chile e Brasil), tomou a iniciativa de se juntar a outras empresas para participar de licitações de Trens de Alta Velocidade(TAV) em países que decidirem implantar o sistema.

O grupo espanhol quer aproveitar a experiência que já detém no setor, como fabricante de trens que alcançam velocidade de 350 Km/hora (acima de 300 Km/h, o trem é conhecido como trem-bala), para expandir sua rede mundial. Experimentalmente, seu trem de alta velocidade faz o trajeto entre Madrid e Barcelona.

Nessa moldura, o Brasil se apresenta como um dos nichos promissores, ante a perspectiva de implantação pelo governo federal do projeto TAV para operação interligando as cidades de Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro. A CAF opera em cerca de 30 países, está no Brasil há 15 anos e, desde 2009, passou a construir no país, na fábrica de Hortolândia, São Paulo.

Fonte: GT MARKETING E COMUNICAÇÃO

Publicada em:: 18/05/2012


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Trem sem bala e sem velocidade

O TAV (Trem de Alta Velocidade) entre São Paulo e Rio de Janeiro, ou trem-bala, como é mais conhecido, é no mínimo motivo de preocupação e questionamentos. Será que isso é realmente importante? Será que é obra prioritária como o governo federal afirma? O modelo apresentado é o melhor, avaliando custo-benefício?


O projeto do TAV mostra que não houve clara caracterização e estudo dos problemas. Não foram analisadas outras alternativas, de menor custo, como trens de velocidade intermediária, mudança na estrutura aeroportuária, ampliação e recuperação de rodovias, reformulação de procedimentos de segurança de voo, redistribuição de voos entre aeroportos, conexão ferroviária entre os centros urbanos e aeroportos mais afastados, entre outros.


A mobilidade urbana, por exemplo, poderia ser melhorada com investimentos em metrô, VLT e corredores de transporte integrados poderiam apresentar melhor relação custo-benefício e, certamente, alcançariam grande massa de usuários de baixa renda, ao contrário do TAV, cujo público-alvo é de alta renda, o que representa a minoria da população. Avaliando custo e benefício, percebemos que ao invés do TAV, poderia ser feito o TVA (Trem de Velocidade Alta). 


Mas qual a diferença? Enquanto o primeiro atinge 380 km/h e normalmente não chega ao seu pico de velocidade, o segundo percorre 250 km/h, mantendo constância, o que é mais viável. O mais importante é que o tempo de viagem mudaria pouco e o custo do projeto teria redução de 30%.


O que me estranha nessa história é que o governo federal esconde, ou por maldade não torna públicas, essas informações. Concordo que o Brasil precisa de novos meios de transporte de massa, o sistema aéreo não é suficiente, pois o País cresce a cada dia.
Estamos passando por bom momento econômico e com boas perspectivas para o futuro, mas temos que criar mecanismos viáveis e que sejam realizados de maneira correta e transparente.


O leilão do TAV Rio-São Paulo já foi adiado duas vezes, e quando foi realizado, em julho do ano passado, não houve interessados. Por isso o modelo de licitação foi alterado e o edital da primeira parte da licitação deve ser publicado em abril. Será que desta vez sai ou a marca do governo federal nesse projeto será o fracasso e a criação de trem sem bala e sem velocidade?


Diário do Grande ABC

Subcomissões estudarão novo trem-bala

Duas reuniões realizadas nesta quarta irão definir os presidentes de cada subcomissão
A Comissão de Viação e Transportes instala nesta quarta-feira duas subcomissões permanentes. 


Uma vai acompanhar o planejamento da logística do sistema de transportes nacional, em especial dos transportes de cargas, e a outra vai acompanhar a implementação do projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade).


Além disso, também serão acompanhadas as ações para aprimoramento dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos nas regiões metropolitanas.


A primeira reunião será realizada às 14 horas, e a segunda às 16 horas, ambas na sala da presidência da comissão. Após a instalação, os integrantes das duas subcomissões elegerão seus respectivos presidentes.


Eband

Leilão do Trem bala deve ocorrer em Novembro


O primeiro leilão do Trem de Alta Velocidade que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas deve ocorrer até o dia 31 de novembro de 2012. A previsão consta no balanço do PAC 2, que foi divulgado nesta quarta-feira (07/03) pelo Governo Federal.


De acordo com o balanço, a publicação do edital deverá ser feita até o dia 15 de junho, para que o leilão da primeira fase – que compreende a escolha da tecnologia e do responsável pela montagem da superestrutura, operação e manutenção do sistema – seja realizado até novembro.


O cronograma do PAC revela um mês de atraso às previsões feitas pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que estimava o leilão até outubro. O edital, com as alterações feitas para contemplar o novo modelo, também seria publicado antes, até abril.


A presidente Dilma Rousseff pediu mais estudos sobre o TAV após receber, no início do mês, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e integrantes da área técnica para uma apresentação do novo modelo de concessão.  O pedido do Planalto pode interferir no cronograma atual.




Fonte: Revista Ferroviária


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Ordem de Dilma deve atrasar mais o Trem bala


A presidente Dilma Rousseff quer mais estudos sobre o trem-bala. O pedido do Planalto pode atrasar o início do processo de concessão.
Dilma recebeu anteontem o ministro Paulo Passos (Transportes) e integrantes da área técnica para uma apresentação do novo modelo de concessão. A presidente pediu para que o modelo continue em estudos.


O diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo, disse que, após a aprovação da presidente, seria lançada a audiência pública do novo formato de concessão do projeto. A expectativa era que isso ocorresse em abril para que a licitação fosse feita ainda neste ano.


O primeiro leilão do trem-bala no ano passado fracassou por falta de interessados. Pelo modelo, uma só empresa compraria trens, construiria a linha e estações e operaria o sistema. Venceria quem oferecesse a menor tarifa.


Após o fracasso, a ANTT montou um modelo em que uma empresa vai operar os trens e outra vai construir a linha e as estações. O governo vai receber do operador de trens e pagar ao construtor. Se o valor for insuficiente, a União bancará a diferença.


A apresentação feita para a presidente ainda tinha lacunas. Não havia definição, por exemplo, se o melhor seria que as receitas comerciais e imobiliárias das estações e do entorno ficassem com o operador dos trens, com o construtor das linhas ou com a Etav, estatal que será sócia do empreendimento.


No mercado, a informação é que não houve pessoal suficiente trabalhando para construir o novo modelo. Os técnicos estavam voltados para o edital dos aeroportos.


Fonte: Revista Ferroviária


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Trem-bala terá licitação em outubro e não sai antes da Olimpíada

A licitação do Trem de Alta Velocidade Rio-SP-Campinas vai acontecer em outubro, de acordo com o ministro dos Transportes, Paulo Passos. 


Essa é a primeira fase da licitação que vai escolher o operador do trem-bala. A segunda fase vai definir o consórcio construtor do empreendimento --e vai ocorrer somente em 2013. 


Como o prazo de duração da obra é de cinco anos, o trem-bala não ficará pronto para operar durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. 


A informação foi dhá pouco em reunião no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin. 


Segundo as projeções do governo, o trem-bala, de 511 quilômetros de extensão, demandará investimento de R$ 40 bilhões --21,2% a mais do que o previsto inicialmente, de R$ 33 bilhões. 


O valor se aproxima ao custo estimado pelas empresas interessadas no negócio. Segundo três consórcios, os valores podem variar entre R$ 45 bilhões e R$ 55 bilhões. Já algumas previsões do mercado elevam o custo do trem para R$ 60 bilhões. 


Empresas que querem vender equipamento e operar o trem-bala brasileiro pediram ao governo uma proteção contra o risco de variação cambial no negócio. 


A garantia serviria para evitar que variações muito fortes no preço do dólar afetassem o custo dos materiais importados que serão encomendados quatro anos antes do início da operação, como trens e sinalização. 


LEILÃO FRACASSADO 


O leilão do trem de alta velocidade, em julho, fracassou. Nenhum grupo se apresentou na concorrência. Venceria o leilão quem oferecesse a menor tarifa para os serviços, a partir de uma tarifa-teto fixada em R$ 199,73. 


Reportagem da Folha do dia 7 de julho mostrou que as cinco grandes empreiteiras do país só aceitavam entrar com R$ 3 bilhões de capital próprio no trem-bala. O valor é próximo de 5% do custo calculado por elas para o projeto. 


O governo calculou que o custo do projeto estaria hoje em R$ 38 bilhões. O governo se compromete a ser sócio com cerca de R$ 4 bilhões, emprestaria outros R$ 22 bilhões via BNDES (com possibilidade de subsídio de R$ 5 bilhões) e colocaria ainda recursos estimados no mercado entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, via fundos de pensão e empresas públicas. 


O projeto do trem-bala prevê a ligação das cidades de Campinas, São Paulo e do Rio de Janeiro. Com cerca de 500 quilômetros (km) de extensão, vai passar por aproximadamente 40 municípios. 


Fonte: Folha de S. Paulo


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Linha do TAV pode ter rede de telecomunicações


O governo está elaborando um decreto para construir infraestrutura de telecomunicações nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O secretário de Telecomunicações, Max Martinhão, disse nesta terça-feira que o objetivo é instalar ao longo das rodovias, linhas de transmissão e mesmo no Trem de Alta Velocidade (TAV) - que deverá ligar Rio, São Paulo e Campinas - fibra ótica ou dutos para as redes de telecomunicações.


- Os estudos apontam que isto só aumentaria em 1% a 2% o custo da obra e o ganho é muito grande - disse ele.


Um dos desafios do governo, segundo o secretário, é acelerar a construção de fibras óticas para a expansão da banda larga, porque ela está sendo feita pela rede móvel, que usa a radiofrequencia, que é um recurso escasso. Ele disse que somente 6% da população da área rural conta com banda larga.


O secretário disse ainda que é necessário haver o compartilhamento de infraestrutura das empresas de telecomunicações, porque existe uma ociosidade das redes das companhias em torno de 27%. Segundo Martinhão isto gera um ônus, além de significar que elas não têm receita.


Fonte: Revista Ferroviária

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