O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciaram conversas técnicas para estruturar projetos de concessão de mobilidade à iniciativa privada. O foco inicial é a modelagem de três importantes rodovias da Região Metropolitana.
O governador interino, Ricardo Couto, explicou que a intenção não é realizar as concessões ainda em 2026, mas preparar projetos bem estruturados para que os próximos governantes possam dar continuidade ao processo.
“A ideia é não realizar as concessões ainda este ano, mas ter a certeza de que os futuros governantes do Estado vão concluir projetos com metas adequadas e bem definidas”, afirmou Couto.
As rodovias envolvidas são:
• Transbaixada — nova rodovia que conectará a BR-040 (Washington Luiz) à BR-116 (Via Dutra);
• Expansão da Via Light — ligação entre o município de Nova Iguaçu e a Via Dutra, em Queimados;
• Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) — concessão da rodovia por meio de licitação.
A área de estruturação de projetos do BNDES será responsável pela modelagem técnica das concessões.
As tratativas foram discutidas em reunião que contou com a participação do governador interino Ricardo Couto, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano.
Ricardo Couto defendeu a continuidade de projetos de longo prazo, independentemente de quem esteja no poder. Segundo ele, essa visão também prevalece no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde é presidente licenciado.
“Não temos a formação de que projetos de políticos não podem continuar porque são de outra bandeira”, disse o governador.
Luiz Césio Caetano considerou as conversas produtivas e destacou a importância de retomar a parceria com o BNDES para avançar na mobilidade da Região Metropolitana.
“Se fosse possível o governador conveniar com o BNDES a finalização desses processos de concessão, permitiria que o próximo governo colocasse o edital na rua.”
As declarações foram feitas durante o evento de assinatura da adesão do Estado do Rio de Janeiro aos programas de restauração ambiental do BNDES, por meio da iniciativa Floresta Viva. Na mesma ocasião, o estado também aderiu ao Floresta Viva 2, que prevê aporte de até R$ 80 milhões para novos projetos de recuperação de áreas degradadas.
Fonte: Valor Econômico / Revista Ferroviária
