SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
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Linha 18 acirra disputa entre comércio do ABC e da Capital

O comércio da região precisa se preparar para enfrentar concorrência mais acirrada com a Capital nos próximos anos. A disputa pelo cliente deve ficar mais difícil por conta da linha 18-Bronze do Metrô, que vai ligar São Bernardo à estação Tamanduateí, facilitando o acesso do consumidor da região a centros de compras de São Paulo.

A conclusão é de um estudo realizado pela Educa, empresa da Universidade Metodista, encomendado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e pelo Consórcio Intermunicipal.

De acordo com a pesquisa, 65% dos consumidores entrevistados afirmaram que, após o início de funcionamento do monotrilho, tendem a ampliar a frequência com que vão para a Capital para fazer compras.

Os clientes ouvidos pela Metodista disseram que pretendem ir a São Paulo comprar vestuários, calçados e eletrônicos, principalmente em regiões de comércio popular, como a rua 25 de Março e o Brás. Os principais fatores que atraem os clientes para esses locais são o preço, a diversificação de produtos e o número elevado de estabelecimentos.

Esse fenômeno de migração do consumo do ABC para São Paulo não é inédito. A pesquisa revelou que 39% dos consumidores da região passaram a comprar mais na Capital depois de 2010, quando foi inaugurada estação Tamanduateí do Metrô.

Estratégia

Para enfrentar a concorrência, o comércio do ABC vai precisar se reinventar.

"Os comerciantes vão ter que se organizar para reduzir custos e fazer compras em conjunto para aumentar a margem e comprar de forma melhor, além de apostar em variedade e promoções. Se a gente tiver isso aqui, aquele consumidor corriqueiro vai fazer pesquisas e não vai migrar para São Paulo", afirma o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Giovanni Rocco.

O varejo regional terá pelo menos quatro anos - tempo estimado da obra da linha 18 -, para adotar estratégias com o objetivo de competir com as áreas de comércio popular de São Paulo.

"A questão é se preparar para um ambiente de maior competição, com mais possibilidades para o consumidor. Será preciso oferecer uma estrutura e diversidade de produtos que façam frente à essa nova realidade, na medida que você tiver maior integração dos mercados e maior fluxo de mobilidade", afirma o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista, Sandro Maskio.

De acordo com Maskio, uma das prioridades deve ser o planejamento sobre como atuar no entorno das estações da linha 18. A recomendação é que o varejo se instale nesses locais, onde o fluxo de pessoas tende a ser significativo.

Da Capital para o ABC

Se por um lado o comércio da região deve ficar atento para não perder clientes para a Capital por causa do monotrilho, pode aproveitar a oportunidade para atrair consumidores de São Paulo para comprar no ABC.

Um dos passos para alcançar esse objetivo é apostar na divulgação. "O vir para cá depende quanto eu vou conseguir divulgar a minha região lá fora. São Paulo tem um jornal regional específico, a Capital está na mídia diariamente, nós não", constata o professor Sandro Maskio.

Um exemplo de sucesso é a Feira de Móveis da rua Jurubatuba, em São Bernardo, que há anos aposta na divulgação em mídias da Capital para atrair clientes de São Paulo. Os lojistas dividem os custos da propaganda na TV.

Outra estratégia é impulsionar potenciais ainda pouco explorados na região, como o turismo. "A partir do momento que você valoriza o turismo, as pessoas da Capital serão atraídas para o ABC, usando esse novo mecanismo, que é o Metrô", afirma Giovanni Rocco. "O turismo industrial, por exemplo, tem um grande potencial", conclui.

Tiago Oliveira
Fonte:  http://www.reporterdiario.com.br/

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