SITUAÇÕES DAS LINHAS
6 Linha 6-Laranja
Estações (Fase Inicial):
João Paulo I • Freguesia do Ó • Santa Marina • Água Branca • Sesc-Pompeia • Perdizes
Horário: Segunda a sexta, exceto feriados, 10h às 15h
Laranja
Fora de Operação
17 Linha 17-Ouro
Horário: Segunda a sexta, 9h às 16h
Ouro
Fora de Operação
AG Aeromovel GRU
Horário: Todos os dias, 17h às 23h59
Aeromovel GRU
Fora de Operação
7 Linha 7-Rubi
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Rubi
Operando
10 Linha 10-Turquesa
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Turquesa
Operando
11 Linha 11-Coral
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Coral
Operando
12 Linha 12-Safira
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Safira
Operando
13 Linha 13-Jade
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Jade
Operando
8 Linha 8-Diamante
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Diamante
Operando
9 Linha 9-Esmeralda
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Esmeralda
Operando
1 Linha 1-Azul
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Azul
Operando
2 Linha 2-Verde
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Verde
Operando
3 Linha 3-Vermelha
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Vermelha
Operando
4 Linha 4-Amarela
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Amarela
Operando
5 Linha 5-Lilás
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Lilás
Operando
15 Linha 15-Prata
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
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Expresso Aeroporto
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Atualizado em: 28/08/2025, 06:47:00
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Mostrando postagens com marcador Ferroanel. Mostrar todas as postagens
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Governo de SP se oferece para tirar Ferroanel do papel

Os anos de estudo em torno do maior gargalo ferroviário do Brasil não foram suficientes para tirar o Ferroanel de São Paulo do papel, apesar do ultimato dado pela presidente Dilma Rousseff em 2012. Considerado prioritário para destravar o acesso ao Porto de Santos e acabar com o conflito entre trens de passageiros e de carga dentro da cidade de São Paulo, o projeto agora pode mudar de mãos. Pelo menos, na parte administrativa, de elaboração do projeto.

O presidente da Dersa - Desenvolvimento Rodoviário, Laurence Casagrande Lourenço, diz que o Estado negocia com o governo federal a possibilidade de São Paulo elaborar o projeto executivo e o licenciamento ambiental da obra no tramo Norte (entre Jundiaí e Manoel Feio, em Itaquaquecetuba).

Segundo ele, com a construção do Rodoanel, o governo estadual adquiriu elevado nível de informação sobre a área, o que pode facilitar no processo do anel ferroviário, orçado em cerca de R$ 2 bilhões. "É o passo a mais que o Ferroanel está precisando para sair do papel."

Lourenço destaca que, para a transferência de atribuições ser feita, o governo federal precisa criar uma ferramenta legal - um convênio, por exemplo, resolveria o problema. O custo do projeto executivo e do licenciamento está calculado em torno de R$ 15 milhões, diz ele. As negociações estão sendo tocadas com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e com o Ministério dos Transportes. Procurados, os dois órgãos afirmaram apenas que o assunto está em análise.

Hoje as cargas que vêm do interior de São Paulo, pela linha da concessionária MRS, são obrigadas a passar pelo centro da capital para chegar a Santos - ou vice-versa. Como a CPTM tem prioridade para o transporte de passageiro, as composições com carga apenas podem trafegar pelos trilhos durante a noite. "São 50 ou 60 composições por mês (considerado pouco). Se a CPTM decidir diminuir o intervalo dos trens, fica inviável passar carga."

A proposta feita por São Paulo seria a segunda parceria com o governo federal no projeto do Ferroanel. Em 2012, ficou acordado entre ambas as partes que o governo paulista faria a terraplenagem de 44 quilômetros do anel ferroviário junto com o Rodoanel Norte. A medida resultou numa economia de R$ 1 bilhão para o governo federal, afirma Lourenço. "O acréscimo de obras significou aumento de R$ 300 milhões no Rodoanel - recurso que está sendo repassado pela União - e uma economia de R$ 1,3 bilhão no Ferroanel."

Com o trecho Norte, a capacidade de transporte de carga vai aumentar, já que os trens poderão circular a qualquer momento pelos trilhos. Além disso, tem potencial para elevar a participação do transporte ferroviário no Porto de Santos - apenas 10% dos granéis chegam ao estuário santista por meio de ferrovias. A maioria das mercadorias que entram e saem do maior porto do País é transportada por meio de caminhão.

Trechos

Nos planos do governo federal, o Ferroanel deverá ter ainda outros dois trechos para contornar São Paulo. O Sul vai margear o Rodoanel Sul, entre a Estação Evangelista de Souza e a cidade de Ribeirão Pires. O trecho Noroeste ligará a malha até Evangelista de Souza.

A prioridade, no entanto, é o tramo Norte, que tem maior potencial de transporte. Quando concluído, será responsável por 90% da demanda do Ferroanel. Segundo projeções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o trecho movimentará cerca de 40 milhões de toneladas de carga até 2040,sendo24 milhões com destino ao Porto de Santos.

Conseguir tirar o Ferroanel do papel seria um grande avanço no setor. Hoje boa parte dos projetos está emperrada, com questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre custos ou sobre as novas regras. O anel ferroviário de São Paulo deverá entrar no novo modelo do setor: uma empresa constrói a ferrovia, a Valec compra a capacidade e vende para o operador logístico.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ferroanel e Rodoanel Norte de São Paulo podem ser conectados


Compatibilização deve representar economia de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos

O secretário estadual de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, e o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, discutiram em reunião realizada na semana passada a possibilidade de conexão entre as obras do Ferroanel Norte com as do trecho Norte do Rodoanel.

Também participaram da reunião o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), General Jorge Fraxe, o secretário de fomento para ações de transportes do Ministério dos Transportes, Daniel Siegelmann, o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, e o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.
De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Logística e Transportes, se as obras do tramo Norte do anel ferroviário, orçada em R$ 3,9 bi, se iniciarem até agosto, será possível compatibilizar uma etapa da linha férrea com a da rodovia. Com a alteração, seria economizado aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos. Além disso, o impacto ambiental e o número de desapropriações e de reassentamentos seria reduzido.

Destinado exclusivamente ao transporte de cargas, o Ferroanel vai ligar o Porto de Santos ao interior de São Paulo, o que hoje é feito de forma compartilhada com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Entretanto, o serviço misto será paralisado em 2016, pois melhorias implementadas pela empresa vão aumentar o tráfego de trens de passageiros.

O equipamento que deve circundar a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) será dividido em dois trames: o Norte, que interligará a estação Perus, em São Paulo, à estação Manoel Filho, em Itaquaquecetuba; e o Sul, que conectará a estação Perus à Jundiaí.

Apesar dos planejamentos acerca da construção do Rodoanel Norte, as obras do trecho podem ser suspensas. No último dia 19, o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) enviou à Câmara Municipal de São Paulo uma representação para tentar barrar o financiamento do empreendimento. Desenvolvido com o apoio de pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, o documento foi protocolado pelo Congresso Americano e denuncia a forma como as famílias serão removidas do local e os impactos ambientais que as intervenções devem provocar.

Fonte: http://www.piniweb.com.br

Ferroanel seguirá traçado Norte e Sul do Rodoanel

Após reunião com integrantes do governo federal, o governador Geraldo Alckmin anunciou ontem que as obras do Ferroanel devem ser aceleradas. A linha férrea seguirá os traçados dos Trechos Sul e Norte do Rodoanel.

No caso do Trecho Norte, o fato de o governo do Estado já ter feito estudos e melhorias no trajeto deve poupar tempo e dinheiro. "Só no Norte, a economia do governo federal será de mais de R$ 1 bilhão", disse Alckmin.

Pelo cronograma do governo federal, a obra começará em outubro de 2013. "Até 2015, essa obra tem de estar pronta. Não pode mais o trem de carga passar pelo centro de São Paulo, pela Luz", disse o governador.

Segundo ele, esse tipo de veículo, que chega a 1.200 metros de comprimento, pode estragar a linha férrea. O Ferroanel Norte ficará entre Jundiaí e a Estação Manoel Feio, em Itaquaquecetuba. O Sul deve ligar Rio Grande da Serra à Estação Evangelista de Souza, na capital. / A.R.

Estadão

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Obras para separar linhas terminarão no fim de 2013

As obras iniciadas na metade de 2011 pela empresa MRS Logística para separar as linhas férreas de carga e de passageiros em Suzano, Poá e Itaquaqueceuba só deverão ser concluídas no final de 2013, sem contar a abertura de um novo acesso ao terminal já instalado na periferia de Itaquá, que deve demorara ainda mais tempo.

Questionada sobre um convênio firmado entre a empresa e a prefeitura de Itaquá para a abertura de uma ligação viária entre a estrada Walter Sales da Silva, na Vila Sônia, com a área do terminal de Manoel Feio, além da implantação de uma nova linha férrea paralela, a MRS informou que a execução dos serviços ainda vai demorar pouco mais de um ano para ser concluída.

Além de pedir detalhes sobre o convênio, o jornal pediu esclarecimentos sobre o andamento das obras que estão sendo realizadas em Suzano e Poá para a segregação das linhas. Sem revelar uma previsão de custos, a MRS, que tem concessão do governo federal para transportar cargas em vários trechos da malha ferroviária na região Sudeste, destacou que no final do ano que vem todas as obras que atualmente estão em andamento ou em fase de projeto (como é o caso do acesso ao terminal) estarão prontas. Caso essa previsão se confirme, a partir do início de 2014, tanto os trens de cargas quanto as composições de passageiros (mais de 150 mil pessoas da região do Alto Tietê usam os trens todo s os dias) circularão com maior rapidez e segurança.


Desapropriações
A reportagem esteve na Vila Sônia e ouviu de dois moradores que pediram anonimato, que cerca de 20 casas deverão ser demolidas (entre os números 720 e 1 mil) da estrada Walter da Silva. "O pessoal da MRS esteve aqui na semana passada fazendo fotos do local onde deverá passar esse acesso. Achamos que até janeiro tudo estará resolvido, mas os moradores ainda não receberam uma proposta oficial e por isso ninguém saiu ainda", argumentou um deles.

A MRS, por seu lado, adiantou que a via de acesso ao terminal poderá levar mais tempo para ficar pronta. "O término desta obra e as desapropriações ainda estão em estudo", disse a assessoria de Imprensa da MRS, que contratou um consórcio de empreiteiras para cuidar da segregação das linhas. A assessoria da empresa observou que o objetivo do convênio assinado com a prefeitura foi o de garantir o conhecimento e a aprovação (pela administração municipal) dos projetos e obras que serão executadas no município. Ainda de acordo com a assessoria, a MRS doou à prefeitura, a titulo de contrapartida, o projeto de um viaduto sobre as linhas férreas na região da avenida 22 de Abril.


Viaduto de Suzano

O jornal esteve também, no início da tarde de ontem, na área onde está sendo construído um viaduto pelo qual os trens de carga passarão ao lado dos os trilhos utilizados pela CPTM.

Há cerca de três obras nesse ponto (altura da Vila Amorim) que estão praticamente paradas. A lentidão dos serviços, segundo informações de funcionários do consórcio responsável pela segregação das linhas, estaria relacionada à demora para a chegada das estruturas de ferro que sustentarão o viaduto em sua parte mais crítica, ou seja, sobre a duas linhas utilizadas com intervalos médios de cinco minutos pelas composição da CPTM que circulam entre Mogi e Suzano.

Apesar da dificuldade de execução do viaduto neste trecho, a MRS assegurou que tudo ficará pronto nos próximos 370 dias.  

DAT

Estado quer trecho norte do Ferroanel pronto até 2015


O governo estadual quer auxiliar autoridades federais no processo de licenciamento e na execução do projeto executivo do Ferroanel Metropolitano - conjunto de trilhos para trens de carga que deverá circundar a Grande São Paulo. A expectativa é de que, com isso, obras sejam adiantadas em pelo menos um ano.

Prometido há mais de 10 anos e incorporado ao pacote de logística de R$ 133 bilhões anunciado pela presidente Dilma Roussef em agosto, o Ferroanel deverá ter as obras iniciadas em abril, segundo o ministro dos Transportes, Paulo Passos.

O secretário estadual de Transportes, Saulo de Castro, porém, afirmou que fez a proposta a Passos para que o governo do Estado ajude na parte burocrática antes do início das obras - que, quando prontas, vão permitir que a rede da CPTM dentro da capital seja usada apenas para passageiros. "Vamos começar a construir o Rodoanel Norte no fim deste ano ou no começo do próximo. O ideal é conseguirmos fazer os dois projetos simultaneamente, para ganharmos em escala e logística. A obra vai sair mais barata e em um espaço de tempo muito mais curto." Segundo ele, o ministro foi receptivo à ideia e o assunto deverá ser decidido em duas semanas, após novas reuniões. / R.B.

Estadão

Projeto propõe Ferroanel com trecho na RMC



Estatal confirma estudos para inclusão de 190km entre a cidade e Santos

O trecho ferroviário de 190 quilômetros entre Campinas e Santos, conhecido como Corredor de Exportação, deverá integrar o Ferroanel de São Paulo, projeto que irá interligar as ferrovias que já existem e retirar os trens de carga de dentro de São Paulo. A inclusão do novo trecho visa formar um contorno na região da Capital e garantir, a quem assumir o Ferroanel, o controle completo dos acessos ao Porto de Santos.

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal recém-criada para promover o desenvolvimento do sistema de transporte no País, confirmou a existência dos estudos e o início de negociações com a ALL Logística, para a devolução, ao governo federal, do trecho sob sua concessão. Procurada ontem, a ALL informou que não iria comentar o assunto.

As cargas que se dirigem ao Porto de Santos têm que passar dentro de São Paulo a velocidades baixas, porque compartilham os trilhos com os subúrbios da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o que torna o frete mais caro. O Ferroanel foi pensado para ter uma alternativa ao transporte de carga. O projeto original prevê a implantação de três trechos de aproximadamente 200 quilômetros de extensão. Só a construção deve superar R$ 2 bilhões, que não incluem as compensações ambientais e sociais e sociais.

O governo federal planeja começar a implantação do primeiro trecho no primeiro semestre de 2013, mas se o trecho de Campinas a Santos for incluído, os estudos e os editais deverão levar a obra para mais distante.

No primeiro trecho, o Norte, a ferrovia entre Jundiaí e Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, será construída ao lado do trecho Norte do Rodoanel, sendo alguns trechos em túnel, sob alegação de que isso tende a diminuir custos e impacto ambiental. Esse trecho permitirá a movimentação de cargas, principalmente contêineres, da região de Campinas e Grande São Paulo para o Porto de Santos via cremalheira, além da transposição de comboios entre o Interior e o Vale do Paraíba.

O outro trecho, o Sul, vai margear o Rodoanel Sul, entre a Estação Evangelista de Souza e a cidade de Ribeirão Pires e articulará os movimentos das ferrovias que chegam à região metropolitana, permitindo a transposição da cidade tanto para os deslocamentos Leste-Oeste como aqueles que se estabelecem a partir dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e região do Vale do Paraíba, em São Paulo, para os estados da região Sul e vice-versa.

Para implantar o Ferroanel, o governo precisa do trecho do Porto de Santos a Itaquaquecetuba, controlado pela MRS Logística, que também administra o sistema de cremalheira para descer a serra até Santos. Sócios da MRS Logística não apoiam a antecipação da entrega da concessão (que termina em 2026) e querem indenização.

O novo modelo de concessão de ferrovias mudou regras, especialmente em relação ao direito de passagem — a operação em que uma concessionária, mediante remuneração ou compensação financeira, permite à outra trafegar na sua malha para dar prosseguimento, complementar ou encerrar uma prestação de serviço público de transporte ferroviário, utilizando a sua via permanente e o seu sistema de licenciamento de trens. O novo modelo acabou com a exclusividade no uso das linhas e quem ganhar a concessão do trecho vai construir a linha e vender ao governo toda a capacidade de passagem dos trens.
No ano passado, o transporte ferroviário foi responsável por apenas 18% das cargas movimentadas em Santos. A maioria esmagadora das mercadorias que entram e saem do maior porto do País é transportada por meio de caminhão.

Proposta tem apoio da indústria ferroviária

A anexação do trecho ferroviário de Campinas a Santos ao Ferroanel de São Paulo trará desenvolvimento à indústria ferroviária, na medida em que a eficiência do sistema irá aumentar o volume de carga transportada, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Vicente Abate. Para ele, no entanto, o assunto é bastante complexo porque vai exigir negociações com as concessionárias que atualmente detêm o direito sobre vários trechos e que têm mais 15 de concessão pela frente. “Certamente elas terão que ser ressarcidas”, afirmou.

Abate afirmou que o Ferroanel dará condições também para que o transporte metropolitano da CPTM cresça — hoje ele é compartilhado com a carga — e a indústria irá se beneficiar tanto na construção da ferrovia quando no fornecimento dos equipamentos necessários ao transporte de cargas.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Campinas, José Afonso Bittencourt, disse que a inclusão de Campinas no projeto do Ferroanel de São Paulo vai agregar valor para quem vencer a concessão, mas também impulsionar o setor de logística, que já é bastante forte na região de Campinas. “Na verdade é o resgate de um projeto antigo, que previa inclusive a conexão com outros modais, como o hidroviário”, disse.

Saiba mais
A malha férrea a ser incluída no Ferroanel de São Paulo foi construída pela Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa), em 1979, como um trecho de exportação entre Uberaba (MG) e Santos e, em 2002, passou para a concessão da América Latina Logística (ALL). Ela liga Campinas e Jundiaí ao Porto de Santos.

Fonte: Correio Popular de Campinas

Novo plano do governo amplia o Ferroanel de São Paulo


O governo negocia com a concessionária de ferrovias ALL Logística a ampliação do chamado Ferroanel de São Paulo para incluir mais um trecho, entre Santos e Campinas, no novo processo da concessão.

O objetivo é garantir que a empresa que vença a concessão do Ferroanel passe a deter um sistema de ferrovias que contemple um círculo completo na região e mantenha o controle sobre todos os acessos ao porto de Santos.

O PIL (Programa de Investimento em Logística), anunciado em agosto, prevê a construção de dois trechos ferroviários novos, o norte e o sul do Ferroanel. O trecho norte é um projeto para ligar Itaquaquecetuba a Jundiaí. O sul ligaria Rio Grande da Serra a Evangelista de Souza.

Além dos novos trechos, o plano inicial prevê a devolução ao governo do trecho do porto de Santos a Itaquaquecetuba, controlado pela MRS Logística. Pelo projeto original, os três segmentos formariam uma única concessão.

A equipe técnica avaliou, porém, que, nesse formato, quem vencesse a concorrência ficaria com um círculo incompleto para o acesso ao principal porto da América Latina. Isso dificultaria o trânsito de cargas na região.

Para ter um sistema completo em São Paulo, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) decidiu negociar então com a ALL Logística a devolução do seu trecho que vai do porto de Santos a Campinas -passando pela região de Mairinque, Cotia e Embu.

CONCESSÕES

O Ferroanel é a mais complexa e importante obra ferroviária das 12 que foram anunciadas pelo governo no pacote de concessões. Sua importância deve-se ao fato de que os trens de carga que vão para Santos têm de passar dentro de São Paulo a velocidades baixas, tornando os fretes lentos e caros.

E a tendência é que isso piore. Em dois anos, a CPTM passará a usar toda a capacidade da malha na região central da capital para trens urbanos, o que vai praticamente impedir o uso das linhas para transporte de carga.

Se a negociação para a devolução do trecho de Campinas a Santos se concretizar, a concessão poderá sofrer um adiamento nos prazos do PIL, que previa que a assinatura de contrato ocorresse em julho de 2013. O processo já sofria risco de atraso por conta da negociação com a MRS.

A concessionária é controlada por quatro sócios (Vale, CSN, Gerdau e Usiminas), parte dos quais não está satisfeita com a devolução reivindicada antes do fim da concessão, em 2026, e exige uma indenização elevada.

Com a ALL, a negociação tende a ser menos difícil, já que o governo é dono de fato da empresa, por meio de fundos de pensão, e ela teria indenizações a pagar por ter abandonado partes de suas linhas e vagões.

A nova regra de concessão de ferrovias acabou com a exclusividade no uso das linhas. Quem ganhar o trecho construirá a linha e vai vender obrigatoriamente ao governo toda a capacidade de passagem dos trens.

Fonte: Folha de S.Paulo / Dimmi Amora e Valdo Cruz

Ferroanel ajudará a reduzir tempo entre trens da CPTM


O novo Plano Nacional de Logística, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff e que inclui a construção do Ferroanel (linhas férreas para o transporte de carga em redor da região metropolitana), vai causar efeitos favoráveis no transporte de passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo o diretor de planejamento da CPTM, Silvestre Ribeiro, a meta da empresa é chegar a intervalos de três minutos entre um trem e outro. Atualmente, como há o compartilhamento das linhas da empresa com as de carga da MRS, isso é inviável.

Entretanto, ele destaca que, além de poder usufruir de trilhos com exclusividade para o transporte de pessoas, a redução do tempo de frequência envolve uma série de outras coisas em andamento: a melhoria dos sistemas de energia e de sinalização e a compra de mais trens - a companhia iniciou processo de licitação para adquirir mais 65, cada um com oito vagões. Em 2014, o diretor projeta que já será possível chegar aos quatro minutos.

Diário do Grande ABC

Ferroanel em SP poderá desafogar CPTM


 O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, avaliou nesta quinta-feira que a concessão do ferroanel de São Paulo poderá desafogar o transporte de passageiros pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O projeto faz parte do pacote de logística anunciado pelo governo na semana e a intenção do ministério é de que as obras do tramo Norte comecem já em 2013.
"Os estudos estão bastante adiantados e imaginamos que o ferroanel paulista poderá ser um dos primeiros projetos a serem executados", disse Passos durante o programa de rádio Bom Dia Ministro, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
"Com isso, acreditamos que a CPTM poderá avançar na qualidade do serviço de passageiros, sem a disputa de espaço pela mesma linha com o transporte de cargas", completou. Segundo ele, o tramo Norte deve começar a ser feito antes do tramo Sul, e ambos os trechos serão construídos em paralelo ao rodoanel.

MRS inicia licenciamento do Ferroanel Norte em maio


A MRS Logística deve iniciar em maio o processo de licenciamento ambiental do Ferroanel, trecho norte. O projeto faz parte da segunda etapa segregação da linha da concessionária em São Paulo.  A empresa finaliza também em maio o projeto básico do trecho. A MRS fez uma parceria com o Governo de São Paulo e está fazendo e custeando o projeto.

O presidente da MRS, Eduardo Parente, explica que na fase atual do projeto básico já é possível dar entrada no licenciamento, que deve durar um ano e meio. Mas a definição do andamento depende do governo paulista e da União, que estão fazendo o estudo econômico para definir o que compete a quem e qual o modelo será adotado.
Parente explica que estão sendo avaliadas várias opções, como a própria MRS fazer a obra ou até mesmo a Valec, estatal do Governo Federal que constrói ferrovias, assumir a obra. A expectativa é que a obra inicie até o final de 2013.

O Ferroanel Norte faz parte do anel ferroviário que visa tirar os trens de carga da região central de São Paulo. Este trecho ligará Perus a Manoel Feio.


Fonte: R.F.

Estudos para o ferroanel de SP ficarão prontos em junho, diz ministro

Segundo Paulo Passos, expectativa é de que o ferroanel entre em operação em 2015 e o orçamento da obra fique em R$ 1,6 bilhão


O ministro dos Transportes, Paulo Passos, previu para junho a conclusão dos estudos que definirão o traçado e o modelo de concessão do ferroanel da região metropolitana de São Paulo. Após os levantamentos, será iniciado o processo de licitação da obra. O anúncio foi feito após reunião, em São Paulo, com o secretário estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.


"A partir desses estudos serão dados os próximos passos", afirmou Passos. "Foi contratado estudo complexo que levanta e consolida todas as informações sobre o ferroanel." A expectativa é de que o ferroanel entre em operação em 2015 e o orçamento da obra fique em R$ 1,6 bilhão. O ferroanel, de acordo com as autoridades, é importante para desafogar as linhas utilizadas pela CPTM na região metropolitana. Hoje, o transporte de cargas precisa utilizar os horários ociosos dos trens de passageiros.


"O projeto tem o objetivo de disponibilizar as linhas da região metropolitana para servir a população que utiliza os trens e que cresce em volume muito elevado", disse Passos. Para o ministro, o ferroanel também vai acelerar o transporte de cargas até o Porto de Santos, inclusive com aumento de volume de bens transportados. "Hoje, passa pela região metropolitana de quatro a cinco milhões de toneladas de cargas, quando o potencial é de 20 milhões de toneladas", disse o ministro. "Significa nos preparar para que a logística de transporte seja feita com mais eficiência."


Prioridade 


O ministro afirmou que o ferroanel de São Paulo é uma obra prioritária para o governo Dilma Rousseff, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por isso, segundo ele, não deve ser alvo de cortes no contingenciamento do Orçamento, que deve ser anunciado ainda neste mês, com o objetivo de ajudar o governo federal a cumprir sua meta de superávit primário. "Não vejo nenhum corte na minha pasta naquilo que diz respeito a investimentos", afirmou Passos. "Pelo contrário, o ministro da Fazenda (Guido Mantega) me deu estímulos em relação a investimentos do PAC."


O secretário de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou que a obra do ferroanel é fundamental tanto para o governo federal quanto para o estadual. Mas, segundo ele, a obra será bancada pelo governo federal enquanto a administração paulista irá ajudar com estudos e planejamento. "A cidade de São Paulo depende da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e é exatamente este conflito que estamos tentando solucionar com o ferroanel", disse Abreu Filho.


A obra deve ser iniciada pelo trecho norte, segundo o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, já que a região já está recebendo obras de infraestrutura, como a do Rodoanel e a do Expresso Leste, linha de trem para passageiros.


Fonte: Estadão

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