SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
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Estado deve divulgar projeto do ferroanel no Alto Tietê no próximo semestre

LUCAS MELONI

Tido como projeto mais viável para facilitar o escoamento das produções industriais na Região Metropolitana de São Paulo e desobstruir as linhas férreas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o Ferroanel – idealizado pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) -, que passará por cidades do Alto Tietê, aguarda há anos para sair do papel. O Governo do Estado chegou a anunciar a primeira data de início de obras do projeto para 2014, contudo, nada aconteceu. A nova expectativa é de que, pelo menos, o projeto seja divulgado no segundo semestre. A construção pode ultrapassar os R$ 3,9 bilhões.

A partir de julho, a Dersa, em parceria com as prefeituras das cidades que constam no traçado original dos trechos Norte e Sul do Ferroanel (Arujá, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano), passa a realizar audiências públicas para detalhamento do projeto. A primeira delas já tem data e ocorre em 13 de julho, a partir das 17 horas, no Clube União (Rua Amazonas, 100, no Centro de Arujá). O Diário questionou as demais cidades. Suzano disse que não foi procurada pela empresa paulista para fechar data para audiência; as demais não responderam.

O Ferroanel é um projeto semelhante ao Rodoanel e tem por objetivo tirar os fluxos das zonas de escoamento tradicionais. No caso do transporte sobre trilhos, a meta é que as empresas ferroviárias de logística deixem de usar os ramais operados pela CPTM. Há um grande impacto, segundo a estatal de transportes, nas linhas 11 – Coral e 12 – Safira por causa da passagem destes trens de carga.

Décadas atrás, quando o compartilhamento fora autorizado, a CPTM transportava 700 mil pessoas por dia. Na atualidade, o volume ultrapassa as três milhões de pessoas.

Em seminário realizado na última sexta-feira, Eduardo Parente, presidente da MRS, empresa compartilhante que usa as linhas férreas da CPTM nesta região, falou em evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a urgência da criação dos trechos Norte e Sul do Ferroanel. Ele listou alguns benefícios com a implementação da nova rede como a retirada de 32 trens por dia dos trechos compartilhados com a CPTM e a ampliação em 14 milhões de toneladas transportadas (hoje são 30 milhões), o que retira dois mil caminhões por dia da RMSP, como pontos principais.

De acordo com a Empresa de Planejamento e Logística S/A (EPL), o trecho Norte terá 53 km de extensão e ligará as estações Manoel Feio (Itaquaquecetuba) e Perus (em São Paulo). Esta parte do Ferroanel deve passar pelas cidades de Arujá, Itaquá, Poá e Suzano. A parte sul vai completar a outra metade, com 55 km, entre as estações Evangelista de Souza (Mairinque) e Rio Grande da Serra (Grande ABC). Desta forma ficaria estabelecido um anel ferroviário à margem da RMSP.

A estimativa é de que até 2040, o anel ferroviário permitirá o transporte de até 40 milhões de toneladas de carga a ser transportada por contêineres. Os principais produtos escoados pelas linhas férreas serão cimento, granéis vegetais, açúcar, areia, fertilizantes, celulose, entre outras coisas. Um trecho, em Suzano, já foi construído de forma elevada, nas imediações da Sanofi.

Em 2011, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a então presidente da República Dilma Rousseff (PT) assinaram um acordo de financiamento com verba federal. Os dois chegaram a anunciar que os dois trechos seriam entregues em 2014. Isso, como se sabe, não ocorreu.



O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da obra ainda é preparado, de acordo com a Dersa. Não há data para conclusão. O Diário questionou a Dersa sobre o projeto. A assessoria de imprensa disse que conseguiria responder a todos os pontos apenas ao final da semana.

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