SITUAÇÕES DAS LINHAS
6 Linha 6-Laranja
Estações (Fase Inicial):
João Paulo I • Freguesia do Ó • Santa Marina • Água Branca • Sesc-Pompeia • Perdizes
Horário: Segunda a sexta, exceto feriados, 10h às 15h
Laranja
Fora de Operação
17 Linha 17-Ouro
Horário: Segunda a sexta, 9h às 16h
Ouro
Fora de Operação
AG Aeromovel GRU
Horário: Todos os dias, 17h às 23h59
Aeromovel GRU
Fora de Operação
7 Linha 7-Rubi
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Rubi
Operando
10 Linha 10-Turquesa
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Turquesa
Operando
11 Linha 11-Coral
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Coral
Operando
12 Linha 12-Safira
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Safira
Operando
13 Linha 13-Jade
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Jade
Operando
8 Linha 8-Diamante
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Diamante
Operando
9 Linha 9-Esmeralda
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Esmeralda
Operando
1 Linha 1-Azul
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Azul
Operando
2 Linha 2-Verde
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Verde
Operando
3 Linha 3-Vermelha
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Vermelha
Operando
4 Linha 4-Amarela
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Amarela
Operando
5 Linha 5-Lilás
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Lilás
Operando
15 Linha 15-Prata
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Prata
Operando
EA Expresso Aeroporto
Horário: 5h à meia-noite
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em: 28/08/2025, 06:47:00
Ocorrências são postadas e atualizadas no perfil do Diário no X.

Temida pelas falhas, operadores evitam a frota K do Metrô de SP

Corriqueiras, falhas no fechamento das portas, no sistema de ar condicionado e na tração dos trens são os principais problemas da frota K, considerada “maldita” pelos operadores do Metrô de São Paulo. 

O histórico da frota, que inclui ainda abertura de portas com trem em movimento, descarrilamento e até mesmo incêndio, assusta até mesmo experientes operadores.

A frota K roda na Linha 3-Vermelha (Palmeiras-Barra Funda/Corinthians-Itaquera) desde 2011 e é composta por trens da antiga frota da empresa Cobrasma que estão sendo reformados pelo consórcio MTTrens, encabeçado pela empresa TTrans, uma das acusadas de formação de cartel na contratação de serviços para reformar os trens e ampliar a malha ferroviária de São Paulo. 

Ao todo são 20 trens, em que oito estão parados, dez estão rodando e dois passam por reforma, segundo o Sindicato dos Metroviários. 

O Metrô diz que a frota k é composta por 11 trens, mas não informou se todos estão em circulação ou estão sendo reformados no momento. Também não informou quanto custou a reforma dos trens da frota K.

“O pessoal [operadores]

trabalha com bastante receio porque a frota K tem muita falha. Mas as que metem mais medo é de abrir a porta do lado oposto porque coloca em risco a vida do usuário. Eu tive sorte porque ainda só tive falhas corriqueiras, mas não tem nenhum operador que não tenha passado pela frota K sem que não tenham nenhum problema para contar”, diz um operador, que trabalha na Linha 3 há quatro anos e meio.

De acordo com Altino Melo Prazeres Junior, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o emperramento de uma única porta em um trem causa problema para os usuários de todo o sistema.

“O Metrô funciona em sistema de carrossel. As portas emperram abertas ou fechadas. Cada trem têm seis carros e 48 portas, mas basta o problema em uma porta em um trem para parar o sistema inteiro.”

Limpeza

Em um dos incidentes mais graves, em outubro do ano passado, o o trem K07 abriu todas as portas, em ambos os lados, na estação Santa Cecília. Após a falha, a equipe de manutenção do Metrô concluiu que "baixa isolação na fiação de comando de portas devido à infiltração de água na caixa de passagem dos cabos" causou o problema e recomentou que a limpeza dos trens fosse feita apenas com pano úmido para evitar que a água atingisse os circuitos que controlam as portas, de acordo com um relatório da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

“A partir de 07/10/2013, a LPI (limpeza do piso) dos trens da frota K será efetuada sem uso de água, mas sim de pano molhado para evitar infiltração de umidade na fiação que causou a abertura de portas do trem K07 do lado oposto em 02/10/2013”, diz o texto.

Operadores disseram ao iG que a recomendação foi seguida e o Metrô ainda vedou a caixa onde ficam as fiações, no entanto, o problema persistiu e relatórios da Cipa relataram cinco problemas diferentes nos trens K01, K05, K11 e K24 nos últimos quatro meses.

“Parece pouco, mas são problemas que aconteciam há 20 anos nas outras frotas e foram resolvidos”, diz um operador em condição de anonimato.

Ar condicionado

Para Prazeres Junior, as falhas da frota K ainda são amplificadas pela lotação da linha. “Quando você tem um problema no ar condicionado em um trem lotado, é lógico que fica desconfortável para todo mundo na composição. Os trens da frota K não têm janelas. Óbvio que ninguém vai ficar confortável quando o ar condicionado deixa de funcionar e aperta os botões de emergência mesmo para sair do trem. Isso acarreta outros problemas porque os funcionários tem que desenergizar a via e todo o sistema fica paralisado”, diz Prazeres Junior, em referência ao problema que aconteceu no último dia 4 de fevereiro.

Na ocasião, o trem K07 apresentou uma falha no sistema de ar condicionado e parou na estação Sé (região central), por volta das 18h. 

Os usuários de vários trens, que foram parando ao longo da linha, acionaram o botão de emergência, saíram dos trens e andaram nos trilhos. Com isso, os funcionários precisaram cortar a energia da via, o que cortou o ar condicionado de outras composições. A linha ficou travada por cerca de cinco horas, houve quebra-quebra e a polícia precisou ser acionada.

Prazeres Júnior afirma ainda que esse mesmo trem foi protagonista de um descarrilamento em agosto do ano passado próximo a estação Barra Funda.

Por causa das consequentes falhas, o sindicato dos Metroviários chegou a produzir um relatório em que apontou 696 falhas em sete trens reformados da frota K entre outubro e novembro do ano passado. Segundo o relatório, mais de 300 dessas falhas ocorreram no trem K07. 

O trem K01 também é temido pelos operadores. Segundo o sindicato, ele chegou a pegar fogo em 2011, na estação Sé. Os usuários foram retirados do trem e a composição foi recolhida. Ninguém ficou ferido.

Sistema CTBC

Os problemas da frota ainda incluem a instalação do sistema chamado de Controle de Trens Baseado em Comunicação (CTBC), que permite a comunicação direta entre os trens, sem interferencia humana, possibilitando a redução da distância entre eles e, consequentemente, diminuindo o intervalo entre as composições.

Sistema de R$ 750 milhões que reduz espera no Metrô só funciona aos domingos

Prazeres Junior diz que o contrato de reforma da frota K incluiu a instalação do sistema de CTBC, no entanto, afirma que a Linha 3 ainda não está pronta para receber a tecnologia.

“O Metrô tem esse problema de projeto e planejamento. Os trens reformados, que saíram com o CBTC, tiveram que receber novamente o sistema ATC [Controle Automático de Trens, usado atualmente]

. São chamados de trens 'Frankenstein'. Isso é como comprar um carro elétrico sem postos para reabestecimento”, diz Prazeres Junior.

Pela instalação do sistema, o Metrô pagou R$ 750 milhões em 2008. A previsão inicial era que o CTBC estivesse completamente instalado na Linha 2-Verde (Vila Prudente/Vila Madalena) em dezembro de 2009 e, em 2011, também nas linhas 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi) e 3-Vermelha. Atualmente, funciona integralmente na Linha 4-Amarela (Luz/Butantã), sob concessão à iniciativa privada.

Investigação

As reformas dos trens de São Paulo são alvo de investigação do Ministério Público, sob suspeita de formação de cartel. O promotor Marcelo Milani, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, responsável pela investigação, pediu a companhia, no começo do mês passado, a suspensão do contrato de reformas de 98 trens da Linha 3 e Linha 1-Azul.

As investigações apontaram que houve irregularidade (falta de concorrência) na licitação da contratação das empresas responsáveis pelas reformas. Segundo o promotor, as reformas custaram 85% do preço de um trem novo. O Metrô informou, na ocasião, que o custo da reforma era de 65%, o que justificaria a reforma. Mesmo assim, a companhia suspendeu os contratos por 90 dias.
Ministério Público ouvirá empresas envolvidas em supostas fraudes no metrô em SP

Resposta

Sobre a instalação do CBTC, o Metrô informou em nota que “o sistema está em implantação nas linhas 1 e 3 do Metrô. Na Linha 2, o sistema de sinalização já opera no trecho Vila Prudente – Sacomã e está em fase experimental no restante da linha". A companhia não informou, no entanto, quando o sistema será integralmente instalado e nem se pronunciou sobre a troca dos sistemas.

A respeito do número de falhas apontada pelo sindicato entre outubro e novembro do ano passado, o Metrô disse que o sindicato contabilizou como falha "intervenções de manutenção realizadas”. “Entre o que o sindicato insiste em chamar de falha podemos citar, por exemplo, 140 ações de limpeza e troca de filtros de ar condicionado realizados na frota em ações programadas rotineiramente. Entre outras atividades programadas, também há 96 registros de lubrificação e troca de óleo. Sem contar trocas de vidros quebrados, reposição de extintores de incêndio etc”, informou a companhia em nota.

O Metrô informou ainda que todos os trens do sistema, inclusive os da frota K, passam por manutenção preventiva diárias. Disse ainda que a frota K apresenta desempenho semelhante aos trens das demais frotas novas ou reformadas. “Essas frotas, que recentemente iniciaram sua operação (sejam com trens novos ou modernizados), necessitam de um período de ajustes até que comecem a apresentar seu melhor desempenho”.

Fonte: Ig 

Metrô e CPTM têm uma grande falha a cada três dias em São Paulo

Os trens do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) apresentaram uma grande falha a cada três dias em 2013, quando os dois sistemas juntos tiveram 120 ocorrências “notáveis”. O número foi semelhante ao de 2012, quando CPTM e Metrô contabilizaram 122 falhas notáveis, aquelas em há prejuízo de tempo para o usuário ou interrupção em período prolongado do sistema. 

Metrô e CPTM não informaram o número de falhas “não notáveis”, mas que em muitas vezes também implica em prejuízo ao usuário.

Em 2013, o Metrô de São Paulo apresentou 84 falhas notáveis e em 2012, foram 96. O Metrô diz que falhas notáveis são aquelas em que o problema persistiu por mais de seis minutos. Segundo o Metrô, 70% desses problemas estão relacionados com o fechamento das portas.

Já a CPTM informou que no ano passado foram contabilizadas 36 falhas e em 2012, 28. De acordo com a companhia, o número foi maior no ano passado por causa das “manifestações, que ocasionaram bloqueio de linhas e depredações de trens e estações com consequentes impactos na circulação”. 

Para a companhia, as “falhas notáveis estão ligadas à interrupção total ou parcial da circulação dos trens, seja por falhas do sistema ou provocadas por agentes externos, tais como: usuários na via, alagamentos, descargas atmosféricas e interrupção de fornecimento energia, por parte da concessionária, entre outros fatores”.

Lotação

Para os passageiros, no entanto, a impressão é que as falhas e lotação são diárias. “Eu evito pegar Metrô no horário de pico. Sempre é lento e muito lotado. Todo dia tem algum problema e ele fica mais tempo na plataforma ou anda em velocidade reduzida”, diz a analista de sistema Bruna Valnei, 29 anos, que mora em São Mateus (zona leste) e trabalha em Higienópolis, e uliliza a Linha-3 Vermelha (Corinthians-Itaquera/Palmeiras-Barra Funda) diariamente.

As 164 composições do Metrô transportam diariamente cerca de 4,6 milhões de pessoas em 4.500 viagens diárias.

CPTM tem 130 trens que circulam em 22 estações na Grande São Paulo e interior. São realizadas cerca de 2.600 viagens e 2,8 milhões de passageiros são transportados diariamente.

Apesar da impressão negativa dos usuários e da grande quantidade de passageiros, Telmo Giolito Porto, professor de transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), diz que os números de falhas apresentadas pelo sistema de transporte sobre trilhos em São Paulo são “aceitáveis”. “A minha impressão primeira é que são números esperados com as características dos transportes em São Paulo. Não tem nada fora da curva”. Para ele, a lotação e diversidade dos equipamentos propiciam as falhas. “O Metrô de São Paulo é muito carregado em termos de passageiros por km rodado. É o mais carregado do mundo. A CPTM lida com uma diversidade tecnológica e de equipamentos enormes. Essa diversidade cria naturalmente falhas”.

No entanto, ele afirma que as falhas contabilizadas pelo Metrô e CPTM são consequência da rapidez do transporte quando comparados com carros e ônibus. “A verdade é que trem e Metrô são vítimas do seu próprio tempo de viagem. Estão sobrecarregados”. Para ele, as falhas só diminuirão quando o sistema for modernizado.

O Metrô informou que realiza manutenção preventiva e corretiva diariamente entre 1h e 4h e que em 2013 foram investidos R$ 470 milhões em infraestrutura, modernização e operação. A CPTM afirmou que, nos últimos cinco anos, investiu cerca de R$ 1 bilhão por ano na modernização do sistema.

Falhas

No dia 4 de fevereiro, uma falha em uma composição da Linha-3 fez com que passageiros acionassem o botão de emergência. Os usuários tiveram que andar sobre os trilhos, próximo a estação Sé, na região central, a via foi desenergizada e a circulação dos trens ficou interrompida por cerca de cinco horas. As estações foram fechadas e foram registrados quebra-quebra. Funcionários e passageiros tiveram ferimentos.

No dia 13, o rompimento de um cabo de energia provocou a interrupção da circulação dos trens da Linha 5-Lilás por quatro dias até que a equipe de manutenção resolvesse o problema. 

Na CPTM, uma falha recente foi contabilizada na quarta-feira da semana passada (26), quando os passageiros da Linha 10-Turquesa (Brás - Rio Grande da Serra) precisaram caminhar pelos trilhos em pleno horário de pico da manhã. 
A circulação só foi normalizada duas horas após a falha.

Fonte:  Ig 
Ana Flávia Oliveira e Renan Truffi 

Movido por novo sistema, trem do Metrô 'desembesta' para fim da linha em SP

J49 circulando na Linha 2-Verde 
Comprovada por relatório, falha não é nova, mas se repete na estação Vila Prudente só quatro dias depois de governo ignorar recomendação do Ministério Público

Segundo relatório do Metrô, problema mais recente com sistema CBTC ocorreu em Vila Prudente

Um trem do Metrô de São Paulo, comandado pelo novo sistema de sinalização e operação das composições, conhecido como CBTC, descambou na última segunda-feira (24) em direção ao paredão que existe depois da estação Vila Prudente, um dos terminais da Linha 2-Verde. Só não houve colisão porque o condutor agiu rapidamente, aplicando freio de emergência. O incidente ocorreu em horário de pico, às 8h, e havia passageiros na composição.

A falha, que não é inédita, ocorreu apenas quatro dias depois de o Metrô ter contrariado recomendação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e decidido continuar com a instalação da nova tecnologia, contratada junto à Alstom por R$ 726 milhões. A informação consta em documento interno do Metrô, conhecido como Relatório de Ocorrência Técnica, ao qual a RBA teve acesso.

Na descrição do incidente, o condutor explica que o trem estava se aproximando normalmente da estação Vila Prudente, reduzindo a velocidade, quando, ao chegar na metade da plataforma, acelerou sozinho. O metroviário puxou a alavanca de frenagem e conseguiu parar a composição cerca de dez metros além do devido: é o que se conhece como “parada longa”, ou seja, quando o trem cessa movimentos depois dos limites da plataforma.

No relatório, o operador afirma que essa diferença correspondeu ao comprimento de um vagão. Condutores ouvidos pela RBA afirmam que o espaço entre a estação Vila Prudente e o para-choque que sinaliza o fim da linha é de, no máximo, três vagões. Como o trem ficou desalinhado com a plataforma, nem as portas do trem nem as da plataforma se abriram.

As três estações mais novas da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo – Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente – possuem portas de plataforma, assim como ocorre em toda a extensão da Linha 4-Amarela. Elas só puderam ser abertas por um dispositivo de emergência, acionado pelo funcionário da estação. Então, um manobrista assumiu o comando do trem na cabine contrária, alinhou a composição e procedeu ao desembarque de passageiros. Com a situação regularizada, novos usuários embarcaram e prosseguiram viagem.

A composição avariada é nova: é conhecida como G14 e pertence à frota G, fornecida pela Alstom entre 2008 e 2010. A empresa francesa também é responsável pelo desenvolvimento e instalação do CBTC (sigla para Communication Based Train Control) na Linha 2-Verde. Apenas as estações Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente operam com CBTC em tempo integral, todos os dias da semana. Mas testes com o novo sistema ocorrem em toda a extensão da linha, aos domingos.

Falhas são comuns. Em Fevereiro, ao menos três panes acometeram o CBTC na Linha 2-Verde. Duas delas ocorreram aos domingos, nos dias 9 e 16 de fevereiro. Na ocasião, trens sumiram das telas do Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô, provocando uma situação de risco conhecida como “trens fantasmas”. O defeito levou a paralisações que duraram 17 e 40 minutos, respectivamente.

Até onde se sabe, o problema registrado na estação Vila Prudente na última segunda-feira (24) é o mais recente no histórico de falhas do CBTC. Mas não é a primeira vez que trens movidos pelo sistema da Alstom desembestam rumo ao fim da linha. Denúncias de metroviários apontam que o mesmo incidente ocorrera “pelo menos cinco vezes” em 2011 e 2012, no início da fase de testes.

Falhas e atrasos na implantação do sistema motivaram o promotor Marcelo Milani a recomendar que o Metrô suspendesse os contratos com a empresa francesa. A companhia, porém, “diante da ausência de elementos ou indícios suficientes de irregularidades”, decidiu continuar implementando a tecnologia.

O governo do estado de São Paulo já desembolsou R$ 490 milhões com o CBTC. Em contrapartida, a Alstom já pagou R$ 77 milhões em multas contratuais devido aos atrasos e problemas na instalação do sistema. Devido a irregularidades, os pagamentos estão suspensos há cerca de um ano. A questão é razão de disputa entre a multinacional e o poder público paulista.

A Alstom é investigada por corrupção no fornecimento de equipamentos elétricos à Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) e formação de cartel em contratos metroferroviários com o governo estadual, ambos em conluio com membros da administração tucana. A promotoria estima que o esquema, conhecido como “propinoduto tucano”, tenha desviado R$ 800 milhões para alimentar o caixa dois do PSDB e partidos aliados.

Procurado, o Metrô não desmentiu a falha da última segunda-feira (22). “O Metrô esclarece que não há registros de ocorrências que tenham comprometido o desempenho do sistema CBTC e a segurança operacional do trecho entre as estações Vila Prudente e Sacomã, extensão da Linha 2- Verde”, afirmou a companhia, em nota.

por Tadeu Breda, da RBA publicado 27/02/2014 16:49, última modificação 28/02/2014 14:22

Metrô de São Paulo e CPTM terão funcionamento especial durante o carnaval

Estações abrirão mais cedo na quarta-feira para facilitar o retorno dos que voltam de viagem

Quem pretende ficar na capital e assistir aos desfiles das escolas de samba no sambódromo, é recomendável deixar o carro em casa e utilizar o transporte público, como as linhas de ônibus da SPTrans que partem dos terminais de ônibus das estações Palmeiras/Barra Funda e Portuguesa/Tietê do Metrô, com tarifa de R$ 3,00 e integração com Bilhete Único.

No sábado (1º) e no domingo (2º), o número de trens em operação em todas as linhas metroviárias será equivalente a de um fim de semana normal. Na segunda-feira (3), a frota em operação será semelhante à que circula aos domingos, porém, com reforço de 236 viagens a mais na linha 1-Azul e 251 viagens extras na linha 3-Vermelha. Na terça-feira (4), a oferta de viagens nas linhas metroviárias será equivalente a de um domingo.

Para facilitar o retorno daqueles que vão viajar no feriado, as estações abrirão mais cedo na quarta-feira de cinzas (5). A circulação dos trens será antecipada para às 4 h nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela, por onde desembarcam os usuários que chegam pelos terminais rodoviários Tietê, Jabaquara e Barra Funda. Os usuários contarão com 14 viagens adicionais na linha 1; 12 viagens extras nalinha 2 e 22 viagens a mais na linha 3. Na linha 5-Lilás, a operação terá início no horário habitual; ou seja, a partir das 4h40.

Confira a programação da CPTM:

Linha 7-Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí)

Domingo (2): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova Estação Franco da Rocha. O intervalo médio será de 15 minutos no trecho entre as estações Luz e Caieiras e, de 30 minutos, entre as estações Caieiras e Francisco Morato.

Terça-feira (4): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova estação Franco da Rocha. Das 6h às 18h, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente na região da Estação Francisco Morato. O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Luz e Francisco Morato.

Linha 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi)

Domingo (2): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços de infraestrutura no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes e de reforma da Estação Domingos de Moraes. O intervalo médio será de 16 minutos entre as estações Júlio Prestes e Itapevi.

Terça-feira (4): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços de infraestrutura no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes e de reforma da Estação Domingos de Moraes. O intervalo médio será de 16 minutos entre as estações Júlio Prestes e Itapevi.

Linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú)

Sábado (1º): das 21h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede área no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros.  O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Osasco e Grajaú

Domingo (2): das 4h até o fim da operação, serão realizados serviços no sistema de rede aérea entre as estações Ceasa e Pinheiros e, das 4h às 18h, nos equipamentos da via permanente entre as estações Granja Julieta e Morumbi. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Segunda-feira (3): das 23h até o fim da operação comercial de segunda-feira, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Terça-feira (4): das 4h até o fim da operação, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros, e das 10h às 17h, nos equipamentos da via permanente na região da Estação Santo Amaro. O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Quarta-feira (5): das 23h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Vila Olímpia e Berrini. O intervalo médio será de 14 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Linha 10-Turquesa (Brás – Rio Grande da Serra)

Terça-feira (4): devido às obras de modernização que serão realizadas na Linha 11-Coral (Expresso Leste), excepcionalmente, das 4h às 12h, os trens circularão até a Estação Luz.                                                            

Linha 11-Coral/ Expresso Leste (Luz – Guaianazes)

Domingo (2): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente no trecho entre as estações Brás e Tatuapé. O intervalo médio será de 26 minutos entre as estações Luz e Guaianazes.

Terça-feira (4): das 4h até as 12h, a circulação ficará interrompida entre as estações Brás e Luz para realização de serviços nos equipamentos da via e no sistema de rede aérea.  Para completar a viagem, os usuários deverão utilizar os trens da Linha 10-Turquesa, que, excepcionalmente, circularão até a Estação Luz. Das 4h às 12h até o fim da operação comercial, o intervalo médio será de 15 minutos entre as estações Guaianazes e Brás, das 12h até o fim da operação, será de 15 minutos entre as estações Luz e Guaianazes.

Linha 11-Coral/Extensão (Guaianazes – Estudantes)

Domingo (2): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova passarela de Suzano. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Guaianazes e Estudantes.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente e no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Brás Cubas e Estudantes. O intervalo médio será de 26 minutos entre as estações Guaianazes e Estudantes.

Linha 12-Safira (Brás – Calmon Viana)

Sábado e Domingo (1º e 2): das 18h de sábado até o fim da operação comercial de domingo, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Comendador Ermelino e Itaim Paulista. Nesse período, o intervalo médio será de 35 minutos entre as estações Brás e Calmon Viana.

Terça-feira (3): das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Engenheiro Goulart e Comendador Ermelino. O intervalo médio será de 25 minutos entre as estações Brás e Calmon Viana.

Obras de modernização alteram circulação de trens da CPTM durante o Carnaval

Durante o feriado de Carnaval, entre os dias 1º e 5 de março, a CPTM dará continuidade às obras de modernização em suas linhas. Por isso, os trens circularão com maiores intervalos em trechos e horários específicos. Confira a programação e antecipe sua viagem:

Linha 7-Rubi [Luz - Francisco Morato - Jundiaí]

Domingo: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova Estação Franco da Rocha. O intervalo médio será de 15 minutos no trecho entre as estações Luz e Caieiras e, de 30 minutos, entre as estações Caieiras e Francisco Morato.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova estação Franco da Rocha. Das 6h às 18h, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente na região da Estação Francisco Morato. O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Luz e Francisco Morato.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]

Domingo: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços de infraestrutura no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes e de reforma da Estação Domingos de Moraes. O intervalo médio será de 16 minutos entre as estações Júlio Prestes e Itapevi.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços de infraestrutura no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes e de reforma da Estação Domingos de Moraes. O intervalo médio será de 16 minutos entre as estações Júlio Prestes e Itapevi.

Linha 9-Esmeralda [Osasco - Grajaú]

Sábado: das 21h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede área no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros. O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Osasco e Grajaú

Domingo: das 4h até o fim da operação, serão realizados serviços no sistema de rede aérea entre as estações Ceasa e Pinheiros e, das 4h às 18h, nos equipamentos da via permanente entre as estações Granja Julieta e Morumbi. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Segunda-feira: das 23h até o fim da operação comercial de segunda-feira, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Ceasa e Pinheiros, e das 10h às 17h, nos equipamentos da via permanente na região da Estação Santo Amaro. O intervalo médio será de 20 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Quarta-feira: das 23h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Vila Olímpia e Berrini. O intervalo médio será de 14 minutos entre as estações Osasco e Grajaú.

Linha 10-Turquesa [Brás - Rio Grande da Serra]

Terça-feira: devido às obras de modernização que serão realizadas na Linha 11-Coral [Expresso Leste], excepcionalmente, das 4h às 12h, os trens circularão até a Estação Luz.

Linha 11-Coral/ Expresso Leste [Luz - Guaianazes]

Domingo: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente no trecho entre as estações Brás e Tatuapé. O intervalo médio será de 26 minutos entre as estações Luz e Guaianazes.

Terça-feira: das 4h até as 12h, a circulação ficará interrompida entre as estações Brás e Luz para realização de serviços nos equipamentos da via e no sistema de rede aérea. Para completar a viagem, os usuários deverão utilizar os trens da Linha 10-Turquesa, que, excepcionalmente, circularão até a Estação Luz. Das 4h às 12h até o fim da operação comercial, o intervalo médio será de 15 minutos entre as estações Guaianazes e Brás, das 12h até o fim da operação, será de 15 minutos entre as estações Luz e Guaianazes.

Linha 11-Coral/Extensão [Guaianazes - Estudantes]

Domingo: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizadas obras da nova passarela de Suzano. O intervalo médio será de 22 minutos entre as estações Guaianazes e Estudantes.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços nos equipamentos de via permanente e no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Brás Cubas e Estudantes. O intervalo médio será de 26 minutos entre as estações Guaianazes e Estudantes.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]

Sábado e Domingo: das 18h de sábado até o fim da operação comercial de domingo, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Comendador Ermelino e Itaim Paulista. Nesse período, o intervalo médio será de 35 minutos entre as estações Brás e Calmon Viana.

Terça-feira: das 4h até o fim da operação comercial, serão realizados serviços no sistema de rede aérea no trecho entre as estações Engenheiro Goulart e Comendador Ermelino. O intervalo médio será de 25 minutos entre as estações Brás e Calmon Viana.

Desafio: a CPTM ressalta que executar as obras de modernização, mantendo simultaneamente o atendimento aos usuários, é um grande desafio. As ações exigem medidas como promover intervenções em horários de menor movimentação de passageiros aos finais de semana, feriados e madrugadas.

Em caso de dúvidas ou informações complementares, a CPTM coloca à disposição

Metrô terá operação especial durante o Carnaval

O Metrô preparou um esquema especial de operação para atender a população durante o Carnaval. Amanhã, dia 28, para atender os usuários que estiverem saindo da cidade, todas as linhas metroviárias contarão com frota máxima de trens em circulação.

Para quem não for viajar, mas pretende assistir aos desfiles das escolas de samba no Sambódromo, a dica é deixar o carro em casa e utilizar linhas de ônibus da SPTrans que partem dos terminais de ônibus das estações Palmeiras/Barra Funda e Portuguesa/Tietê do Metrô, com tarifa de R$ 3,00 e integração com bilhete único.

Nas estações, para evitar acidentes, a recomendação é respeitar a sinalização e evitar aglomerações nas plataformas e mezaninos. Além disso, para não ter que "encarar" filas de última hora, o usuário também deve optar pela compra antecipada de suas passagens.

No sábado e no domingo de Carnaval, o número de trens em operação em todas as linhas metroviárias será equivalente a de um final de semana normal. Já na segunda-feira, dia 3, véspera do feriado, a frota em operação será semelhante à que circula num domingo, porém, com reforço de 236 viagens a mais na Linha 1-Azul e 251 viagens extras na Linha 3-Vermelha. Na terça-feira, dia 4, a oferta de viagens em todas as linhas metroviárias será equivalente a de um domingo.

Quarta-Feira de Cinzas terá circulação de trens antecipada

Após o feriado, para facilitar o retorno dos paulistanos que forem passar o carnaval fora da cidade, as estações abrirão mais cedo na quarta-feira de cinzas, dia 5. Para atender aos que retornam do feriado prolongado, a circulação dos trens será antecipada para as 4 horas da manhã nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela, por onde desembarcam os usuários que chegam pelos terminais rodoviários Tietê, Jabaquara e Barra Funda.

Em razão disso, os usuários contarão com 14 viagens adicionais na Linha 1; 12 viagens extras na Linha 2 e 22 viagens a mais na Linha 3.

Na Linha 5-Lilás, a operação terá início no horário habitual; ou seja, a partir das 4h40.

Especialista em política criminal diz que Estado pode ser processado por crimes no Metrô e CPTM

Pablo Moitinho, advogado e integrante da Comissão de Política Criminal da OAB-SP e professor de Direito da Uniesp, conversou com a apresentadora Alessandra Romano

ÁUDIO