Companhia já ampliou em 61% a quantidade de veículos elétricos e híbridos e prevê chegar a 125 unidades até o fim de 2026
A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade, está investindo cerca de R$ 50 milhões na ampliação de sua frota operacional de veículos elétricos e híbridos em suas concessões rodoviárias e de trilhos, incluindo trens, metrôs e VLTs.
A iniciativa faz parte do plano de descarbonização da companhia. Entre 2019 e 2025, a Motiva reduziu em 61% as emissões dos escopos 1 e 2. A empresa pretende ampliar a utilização de veículos eletrificados para reduzir a pegada de carbono de suas operações.
Em pouco mais de um ano, a quantidade de automóveis eletrificados passou de cinco para 85 veículos, um crescimento de 61%. A expectativa é chegar a 125 veículos até o final de 2026.
126 novos veículos
O investimento prevê a aquisição de 126 automóveis, entre carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate. Desse total, serão 59 veículos elétricos e 67 híbridos.
Atualmente, a frota da Motiva Rodovias possui 78 veículos eletrificados. Até o fim de 2026, a companhia pretende incorporar outros 47 veículos, alcançando 125 unidades.
Os veículos já estão presentes em diferentes operações da empresa:
Motiva AutoBAn: 7 veículos;
Motiva Pantanal – BR-163/MS: 5 veículos;
RioSP – Rodovia Presidente Dutra: 9 veículos;
RodoAnel Oeste: 6 veículos;
SPVias – Sistema Raposo-Castello Branco: 5 veículos;
ViaCosteira – BR-101 Sul/SC: 2 veículos;
ViaSul: 2 veículos.
As novas concessões também já contam com veículos eletrificados. A Motiva Paraná possui 19 carros 100% eletrificados, enquanto a Motiva Sorocabana conta com sete. Já a Motiva Minas-SP, responsável pela operação da Fernão Dias (BR-381), tem previsão de chegar a 16 veículos eletrificados em circulação em setembro de 2026.
Primeira base operacional 100% elétrica
A Motiva AutoBAn, responsável pelo sistema Anhanguera-Bandeirantes, possui sete veículos eletrificados, sendo seis elétricos e um híbrido.
A concessionária também implantou a primeira Base Operacional 100% elétrica do setor no Brasil, localizada no km 118 da Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa (SP).
O local conta com guincho leve, viatura de resgate e veículo de inspeção de tráfego eletrificados, além de infraestrutura para recarga.
Eletrificação chega aos trilhos
A iniciativa também foi ampliada para a plataforma de trilhos da Motiva.
Na capital paulista, a Linha 4-Amarela de metrô recebeu os três primeiros veículos leves para utilização operacional.
No Metrô Bahia, a companhia opera três ônibus elétricos utilizados no transporte entre a estação de metrô Aeroporto e o Aeroporto Internacional de Salvador. O serviço está em funcionamento desde o início de 2025 e já evitou a emissão de 140 toneladas de CO₂e em comparação com ônibus convencionais movidos a diesel.
Veículos utilizados
A nova frota conta com modelos das marcas JAC Motors, Mercedes-Benz, BYD e Ford.
Entre os veículos estão:
JAC E-JT 9,5: guincho leve;
JAC IEV1200T e Sprinter elétrica: viaturas de resgate;
BYD Dolphin GS: veículo leve;
JAC IEV 330P e Ford Maverick: veículos de inspeção.
Segundo estimativas da companhia, cada guincho leve elétrico pode reduzir diretamente cerca de 3,6 toneladas de CO₂e ao longo de seu ciclo de vida útil de quatro anos.
O avanço da eletrificação também contribuiu para uma redução de 8% nas emissões da plataforma de rodovias da Motiva em 2025, na comparação com 2024.
“A expansão da frota eletrificada em rodovias e trilhos reforça o nosso compromisso em liderar a agenda de descarbonização no setor de transportes no Brasil”, afirma Raquel Cardoso, vice-presidente de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da Motiva.
Eletrificação também chega aos aeroportos
A Motiva também vem ampliando o uso de veículos elétricos em seus terminais aeroportuários.
No início de 2026, o BH Airport, que administra o Aeroporto de Confins (MG), investiu aproximadamente R$ 5 milhões na aquisição de dois ônibus elétricos para o transporte de passageiros. A expectativa é reduzir em 42,1 toneladas de CO₂e por ano as emissões.
O terminal também substituiu quatro veículos a combustão por modelos elétricos BYD Mini Dolphin, utilizados no transporte de equipes operacionais. A iniciativa já evitou a emissão de aproximadamente 40 toneladas de CO₂e.
O Aeroporto de Goiânia também utiliza um ônibus elétrico BYD D9W no transporte de passageiros dentro do terminal. O modelo tem capacidade para até 80 pessoas e autonomia de 250 quilômetros.
Plano de transição para uma economia de baixo carbono
Com a redução de 61% nas emissões dos escopos 1 e 2 até o final de 2025, a Motiva estabeleceu um plano de transição para manter a trajetória de redução de sua pegada de carbono.
Entre os principais objetivos estão a manutenção das emissões de escopo 2 em nível zero, por meio do consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, e a continuidade da redução das emissões de escopo 1.
A estratégia considera ainda o crescimento da companhia, que nos últimos dois anos conquistou novas concessões rodoviárias, como Motiva Paraná, Sorocabana e Fernão Dias, além da expansão prevista nas operações metroferroviárias.
Entre as principais medidas de descarbonização estão a eletrificação da frota operacional, o aumento do uso de combustíveis de baixo carbono e a adoção de sistemas de refrigeração mais eficientes nos trens, metrôs e edifícios.
A estratégia faz parte do pilar “Redução do Risco Climático e da Pegada Ambiental”, integrante do eixo “Liderança Sustentável” da Ambição 2035 da Motiva.
Descarbonização do transporte
O projeto de eletrificação também está relacionado às ações da Coalizão para Descarbonização dos Transportes, iniciativa liderada pela Motiva em parceria com entidades do setor, empresas, academia e poder público.
Lançado em 2024, o movimento reúne mais de 120 organizações e aponta a eletrificação de frotas como uma das principais alternativas para reduzir as emissões do setor de transportes.
Segundo o plano da Coalizão, a eletrificação poderá contribuir para evitar até 145 milhões de toneladas de CO₂e nas emissões do setor nas próximas décadas.
