Dia Nacional do Patrimônio Histórico: estações ferroviárias preservam a memória de São Paulo
Estações da Luz, Brás, Pindamonhangaba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra ajudam a contar a história do desenvolvimento ferroviário e urbano do Estado
São Paulo, 17 de agosto de 2026 – No Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado nesta segunda-feira (17), a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) destaca algumas das estações ferroviárias reconhecidas como patrimônio histórico do Estado de São Paulo.
Operadas pela CPTM, Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ) e Metrô, essas estações vão além da função de transportar passageiros. São verdadeiros monumentos vivos que preservam parte da história do desenvolvimento social, econômico e urbano paulista.
Estação Brás
Inaugurada em 1867 e tombada em 1982, a Estação Brás é uma das principais conexões entre o sistema ferroviário e metroviário da capital.
Sua importância histórica está diretamente relacionada à expansão das ferrovias em São Paulo e à formação dos grandes fluxos de mobilidade que marcaram o crescimento da cidade.
Estação da Luz
Um dos principais símbolos ferroviários de São Paulo, a Estação da Luz foi tombada em 1982 e possui arquitetura inspirada nas construções inglesas do período vitoriano.
O edifício representa o período de expansão da capital impulsionado pela economia cafeeira. Atualmente, a estação possui conexão com a Linha 1-Azul do Metrô, com a Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, e com os trens metropolitanos das Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto da CPTM.
Recentemente, a Estação da Luz também passou por obras de restauração, que incluíram a recuperação da fachada, torreões, muros, caixa d'água e prédio administrativo.
Estação Pindamonhangaba
Inaugurada em 1922, a Estação Pindamonhangaba da Estrada de Ferro Campos do Jordão foi construída para funcionar como sede da ferrovia e depósito de cargas.
Localizada no ponto inicial da ferrovia, a estação está a 555 metros de altitude. Em 1971, passou a atender também ao embarque e desembarque de passageiros.
Em 1994, quatro murais com pinturas em azulejos foram instalados na área externa do prédio, retratando diferentes momentos da história da ferrovia. A fachada foi tombada em 2021 e atualmente o local abriga escritórios administrativos da EFCJ e um dos Centros de Memória Ferroviária da companhia.
Estação Ribeirão Pires
Construída em 1885 e tombada em 2011, a Estação Ribeirão Pires integra um conjunto ferroviário protegido pelo Condephaat como patrimônio histórico estadual.
Além da estação, o conjunto inclui o antigo armazém e a vila operária. A estrutura foi construída durante o período de consolidação da São Paulo Railway e teve papel importante no desenvolvimento do município de Ribeirão Pires.
Estação Rio Grande da Serra
Tombada em 2011, a Estação Rio Grande da Serra pertence à antiga São Paulo Railway e é considerada a segunda estação ferroviária mais antiga do Estado de São Paulo.
Sua importância cultural está diretamente ligada à história da ferrovia paulista e ao processo de desenvolvimento da região do ABC.
Preservação da memória ferroviária
O tombamento de estações e outros bens históricos é fundamental para preservar a memória e a identidade das cidades. Além de proteger os edifícios, a medida permite que as futuras gerações tenham contato com espaços que fazem parte da história de São Paulo.
A CPTM mantém equipes dedicadas à conservação e restauração do patrimônio ferroviário. Os projetos de intervenção passam pela aprovação dos órgãos responsáveis pela preservação histórica, garantindo que as características e a autenticidade dos imóveis sejam respeitadas.
Dia Nacional do Patrimônio Histórico
O Dia Nacional do Patrimônio Histórico é celebrado em 17 de agosto em homenagem a Rodrigo Melo Franco de Andrade, nascido em 17 de agosto de 1898.
Ele foi responsável pela criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, instituição que posteriormente deu origem ao Iphan.
A data reforça a importância da preservação de edifícios, monumentos e espaços que ajudam a contar a história do país — entre eles, as antigas e emblemáticas estações ferroviárias de São Paulo.