SITUAÇÕES DAS LINHAS
6 Linha 6-Laranja
Estações (Fase Inicial):
João Paulo I • Freguesia do Ó • Santa Marina • Água Branca • Sesc-Pompeia • Perdizes
Horário: Segunda a sexta, exceto feriados, 10h às 15h
Laranja
Fora de Operação
17 Linha 17-Ouro
Horário: Segunda a sexta, 9h às 16h
Ouro
Fora de Operação
AG Aeromovel GRU
Horário: Todos os dias, 17h às 23h59
Aeromovel GRU
Fora de Operação
7 Linha 7-Rubi
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Rubi
Operando
10 Linha 10-Turquesa
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Turquesa
Operando
11 Linha 11-Coral
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Coral
Operando
12 Linha 12-Safira
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Safira
Operando
13 Linha 13-Jade
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Jade
Operando
8 Linha 8-Diamante
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Diamante
Operando
9 Linha 9-Esmeralda
Horário: Todos os dias, 4h às 0h
Esmeralda
Operando
1 Linha 1-Azul
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Azul
Operando
2 Linha 2-Verde
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Verde
Operando
3 Linha 3-Vermelha
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Vermelha
Operando
4 Linha 4-Amarela
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Amarela
Operando
5 Linha 5-Lilás
Horário: Todos os dias, 4h40 às 0h
Lilás
Operando
15 Linha 15-Prata
Horário normal: 4h40 às 0h
Sábado (28) → Domingo (29): 24 horas
Prata
Operando
EA Expresso Aeroporto
Horário: 5h à meia-noite
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em: 28/08/2025, 06:47:00
Ocorrências são postadas e atualizadas no perfil do Diário no X.

Após estupro no Metrô, sindicato aponta falta de segurança no sistema

Jovem de 18 anos deixava o local de trabalho, na estação República, quando foi rendida por um homem, que amarrou as mãos dela; estuprador quebrou câmeras de segurança

 

Uma funcionária de 18 anos foi estuprada por dois homens dentro da cabine de recarga do Bilhete Único onde trabalha na estação República do Metrô, na região de São Paulo. O caso aconteceu na última quinta-feira (2), mas só foi divulgado na segunda-feira (6).

 

Segundo informações do Boletim de Ocorrência elaborado pelo Metrô, a vítima encerrava seu expediente de trabalho, às 23h27 daquela noite. Antes de sair, ela olhou pelo olho mágico da porta. Como o equipamento não estava funcionando, ela não viu um homem atrás da porta. Ela informou que apagou a luz e saiu da cabine.

 

Neste momento, um homem descrito pela vítima como "pardo, de aproximadamente 1,75m de altura, compleição física forte, cabelos raspados, usando óculos, trajando camisa social e calça listrada", que estava do lado de fora da cabine, a ameaçou, amarrou as mãos dela atrás das costas com fita adesiva e a estuprou.

 

Na sequencia, ainda segundo o Boletim de Ocorrência, o estuprador abriu a porta para outro homem descrito pela vítima como "pardo, aproximadamente 1,80 m de altura, compleição física fraca, cabelo liso, trajando roupa social”. De acordo com relato da vítima, o homem era chamado de "Rafinha" pelo primeiro.

 

Rafinha teria questionado se a vítima sabia abrir o cofre da cabine. Diante da resposta negativa, os criminosos ainda tentaram usar a força para forçar a abertura, mas não conseguiram. A dupla fugiu levando dois celulares que estavam na cabine. Antes de sair do local, porém, eles mandaram a vítima aguardar cerca de meia hora para pedir ajuda.

 

A jovem saiu do local alguns minutos depois, procurou os seguranças do local, foi socorrida e levada à delegacia do Metrô, onde prestou depoimento. Em seguida, foi encaminhada para realização de exames.

 

“Ela fez exame de corpo de delito no dia e tem uma avaliação médica. Ela terá esse período de afastamento e depois vamos avaliar como manter a atividade dela”, afirmou José Carlos Martinelli, diretor de Contratos da Prodata. Segundo ele, a jovem é funcionária da empresa há três meses e ainda não há definição se ela continuará no trabalhando no mesmo local quando retornar ao trabalho.

 

“Mas a grande preocupação agora é com o estado médico e psicológico dela. Não vamos forçar nenhum tipo de trabalho que piore o trauma da situação que viveu”, disse Martinelli.

 

Câmeras de segurança foram quebradas

 

Martinelli, da Prodata, confirmou que o olho mágico da cabine estava quebrado no dia do crime. Segundo ele, por uma questão de segurança, os funcionários têm de checar o visor antes de abrir a porta.

 

Ao iG, o diretor confirmou ainda que a cabine onde a funcionária foi atacada tem câmeras que poderiam ter filmado ação. Mas o estuprador teria quebrado o equipamento interno assim que entrou na cabine. “Quando ele quebrou a interna, o sistema de gravação teve um curto circuito, que danificou também as gravações da câmera externa. Não foi possível, com os equipamentos que a gente tem, ver as imagens. Mas o disco rígido foi encaminhado para a polícia tentar recuperar a gravação”.

 

Em nota, o Metrô informou que tem mais de “3 mil câmeras de segurança espalhadas ao longo das linhas, nos trens e estações” e disse que disponibilizou as imagens para a polícia. O delegado responsável pelo caso não atendeu a reportagem na tarde desta segunda-feira.

 

O diretor da Prodata disse ainda que este foi o primeiro caso de estupro dentro de uma cabine da empresa no Metrô, mas se diz preocupado com a segurança dos funcionários, que prestam serviço dentro das estações.

 

“Em situações anteriores, de assaltos, a gente procurou o Metrô. Ele alega que não tem responsabilidade com a segurança dos concessionários. Mas é o Metrô que define onde vai estar localizada a cabine. Eu não tenho conhecimento de quais locais são seguros ou inseguros. Acho que essa é a grande divergência que vai permear a nossa conversa com o Metrô”. Martinelli confirmou que a falta de segurança pode até “inviabilizar” a prestação do serviço de recarga do Bilhete Único dentro das estações.

 

“Violência atroz”, diz sindicato

 

O caso foi definido como "violência atroz" por Marisa dos Santos Mendes, diretora da Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

 

"Qualquer mulher que seja agredida, violentada, estuprada já é um fato bárbaro. Mas além dessa questão machista, está envolvida a segurança do trabalho. Ela foi vítima de violência quando estava trabalhando. Tem que dar condições de trabalho. Aconteceu tudo isso e ninguém viu", diz.

 

O Metrô informou ainda que tem mais de 1.100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e três mil câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações

 

O número é considerado insuficiente pelo sindicato dos metroviários. “Eles estão divididos em quatro linhas, em todas as estações e em três horários diferentes. Mas o Metrô tem uma demanda muito grande. Um sistema superlotado requer uma segurança maior”, diz Marisa.

 

Denúncias de abuso

 

Em março do ano passado, a polícia prendeu, na estação Sé, dois homens suspeitos de abusar de mulheres dentro de trens. Eles filmavam as partes íntimas das passageiras e depois publicavam as imagens nas redes sociais. No mesmo mês, um universitário foi preso suspeito de tentar estuprar uma mulher em um trem da Linha 7-Rubi, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

 

Os casos ganharam repercussão e o Metrô lançou campanha contra o abuso nas composições e dependências das estações. Coletivos de mulheres chegaram a distribuir alfnetes para mulheres se defenderem dos abusadores. 

 

Fonte: IG

Suspeito de estuprar funcionária no Metrô é detido na Zona Leste de SP

Vítima de 19 anos trabalhava em cabine de recarga de Bilhete Único em SP.

Suspeito, de 20 anos, estava na Cohab Juscelino, de acordo com a polícia.

 

A Polícia Civil prendeu na Zona Leste de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (7), o suspeito de ter estuprado uma operadora de uma cabine de recarga de Bilhete Único da Estação República do Metrô, no Centro. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves disse ao G1 que ele confessou ter cometido o crime.

 

O suspeito, de 20 anos, estava na Cohab Juscelino, de acordo com a polícia. “A vítima chegou a vê-lo e o reconheceu. Eu vou pedir a prisão temporária dele”, disse o delegado. O outro suspeito de participar do assalto foi identificado, mas ainda não foi detido.

 

A jovem de 19 anos é funcionária é contratada da Prodata Mobility, empresa que presta serviço de bilhetagem para o Metrô há quatro anos. Ela sofreu o ataque na noite de quinta-feira (2), durante uma tentativa de assalto a seu posto de trabalho. Ela deixava a cabine, localizada na Rua do Arouche, quando um dos criminosos invadiu o local e a violentou, segundo José Carlos Martinelli, diretor de contratos da Prodata.

 

O caso foi registrado no dia do crime. A empresa alega que desde então, está fornecendo as informações necessárias à polícia e apoio médico e psicológico à jovem. O diretor de contratos também afirma que quem determina o local onde as cabines são instaladas é o Metrô. E que tentativas de assalto já ocorreram em outros postos.

 

A vítima prestou depoimento na quinta (2) e novamente nesta segunda (6). Um outro funcionário da Prodata, que socorreu a operadora, também foi ouvido pela polícia.

 

Até as 15h40 desta segunda-feira (2), porém, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia disponibilizado o boletim de ocorrência do caso.

 

Procurado pelo G1, o Metrô disse, por meio de nota, que a equipe de segurança da estação República fez o primeiro atendimento e providenciou o encaminhamento da funcionária da Prodata para a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na noite de quinta-feira (2).

 

A Companhia ainda alega que "vem prestando todo o auxilio à Polícia, inclusive cedendo imagens dos circuitos de vigilância, para ajudar na investigação do caso." No texo, o Metrô diz ter mais de 1.100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e 3 mil câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações.

 

Na tarde de segunda-feira (6), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo divulgou uma nota de solidariedade à jovem, e cobrou esclarecimentos das empresas envolvidas. “A Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Metroviários, a diretoria do Sindicato, os funcionários e funcionárias do Metrô se sentem violentados, indignados e se solidarizam com a mulher trabalhadora que sofreu as consequências da violência machista e da insegurança, queremos dar todo apoio e solidariedade a ela nesse momento tão difícil.”

 

A nota ainda pede que a cabine onde o crime ocorreu seja fechada, e alega que o período noturno é carente de segurança. “Nós dizemos que faltam funcionários em todos os postos, principalmente na segurança à noite, onde o quadro é bastante reduzido, deixando usuários e funcionários expostos a fatos revoltantes como esse.”

 

G1

 

Estupro em estação central escancara crise no metrô-SP

Empresa e governo paulista tentam abafar informações, que confirmam: decadência do sistema e terceirização selvagem já comprometem segurança dos passageiros e funcionários

 

A crise da rede de metrô paulista, que provocou nos últimos meses acidentes e falhas graves — além de superlotação permanente e paralisia nas obras de expansão — atingiu um patamar mais dramático na última quinta feira (2/4). Uma funcionária da empresa terceirizada Prodata, que trabalhava na bilheteria de recarga de bilhetes da estação República — uma das mais movimentadas e centrais –, foi violentada.

Ela estava cobrindo uma colega gestante em licença médica. Trabalhava sozinha na cabine e iria sair mais tarde. Às 23h27, dois homens aproximaram-se da cabine para rendê-la. Um ficou monitorando e chegou a sair do local por um tempo para despistar quaisquer suspeitas. Mais tarde, retornou e entrou na cabine também. Estupraram-na dentro da cabine e disseram para que saísse somente depois de 30 minutos do ocorrido, para que não fossem denunciados e seguidos.

 

O Sindicato dos Metroviários está investigando e recolhendo todas as informações possíveis sobre o caso. Um Boletim de Ocorrência do Metrô já foi emitido. Porém, para tentar evitar repercussão, a empresa está blindando ao máximo a notícia. Segundo o sindicato, a chefia está promovendo assédio moral, para que as demais funcionárias terceirizadas não comentem nada sobre o assunto. Alegaria que a revelação pode comprometer a imagem de “segurança” do Metrô, que deixou de ser verdadeira nos últimos tempos. As informações já subiram para a direção da empresa, que, numa tentativa de abafá-las, não libera nada — nem mesmo os vídeos que possam identificar os criminosos.

 

O crime realça a gravidade da terceirização selvagem promovida pelo metrô, sempre para reduzir salários e condições de trabalho dos que operam o sistema. As cabines de bilheteria das empresas terceirizadas já foram alvos de diversos ataques e ocorrências, por não terem o mesmo sistema de segurança das cabines dos metroviários. Além disso, ficam em acesso perigoso. Também falta pessoal no período noturno, o que gera maior risco — por haver seguranças suficientes e as trabalhadoras exercerem suas atividades sozinhas, sem uma companheira ao lado.

O sindicato está mobilizando as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), para enfrentar, mais uma vez, os problemas relacionados à terceirização e precariedade Também procurou a Secretaria das Relações de Trabalho (SRTE) para que as cabines inseguras sejam interditadas.

 

O crime ocorreu precisamente na semana que antecede a votação, no Congresso Nacional, do projeto de lei que facilita e estimula as terceirizações e a precarização do trabalho. (PL 4330/2004). Amanhã (7/4) haverá um grande protesto em Brasília contra o projeto. Espera-se que parlamentares, antes de votar, reflitam e se sensibilizem sobre a gravidade de sua decisão.

 

A crise do Metrô paulista, que atinge agora a própria integridade de funcionários e passageiros, arrasta-se há anos — e afeta ainda mais severamente a manutenção do sistema. Conhecido por longo período por sua excelência, o setor vem sendo desmontado e terceirizado. Parte importante das atividades, antes realizada pelos técnicos da companhia, foi repassada aos fornecedores privados de equipamentos — inclusive o cartel de empresas acusado de pagar propinas a diretores do Metrô e integrantes do governo paulista. Multiplicaram-se, em consequência, acidentes, interrupções dos serviços e atrasos. Uma série de matérias publicadas por Outras Palavras a respeito pode ser lida aqui.

 

Com informações da Federação Nacional dos Metroviários

Trem e metrô transportaram 2,9 bilhões de passageiros no país em 2014

Trens e metrôs transportaram 2,9 bilhões de passageiros em todo país, em 2014. Os dados são do Balanço do Setor Metroferroviário de Passageiros, divulgado nesta segunda-feira (6) pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPtrilhos). O número representa aumento de 4,4% na comparação com 2013, quando os passageiros atendidos por esses modais somaram 2,7 bilhões de pessoas.

 

Trens e metrôs transportaram 2,9 bilhões de passageiros no país em 2014 Apesar do aumento, o número representa uma queda no ritmo de avanço: a taxa média anual de crescimento para o setor era 10% desde 2010. Para 2015, estima-se que 3 bilhões de pessoas serão transportadas por veículos sobre trilhos – aumento de pouco mais de 2%.

 

De acordo com a superintendente da ANPtrilhos, Roberta Marchesi, o número evidencia as dificuldades vividas pelo setor. "Esse número mostra exatamente que o setor vem passando por um congestionamento. Os sistemas que estão implantados não crescem de acordo com a demanda da população. Isso vai levando esses sistemas à saturação. Esse pequeno crescimento mostra exatamente isso", disse.

 

Em 2014, a malha ferroviária foi ampliada em 30 quilômetros, o que significa crescimento em extensão de 3%. Para a ampliação do sistema, até 2020 são esperados 20 projetos, já contratados ou em execução, e uma carteira com mais de 18 projetos a serem avaliados. A taxa, todavia, não deve ser suficiente para suprir a demanda, como aponta o documento do ANPtrilhos. Das 63 médias e grandes regiões metropolitanas do país, apenas 12 possuem algum tipo de sistema de transporte de passageiros sobre trilhos.

 

Segundo Roberta, um fator que também pode prejudicar o setor é a medida que alteração a política de desoneração da folha de pagamentos. De acordo com ela, somente as três maiores operadoras metroferroviárias calculam acréscimo de custo da ordem de R$ 73 milhões de reais em 2015. Também vai ter impacto no custo das operadoras, a elevação da tarifa de energia elétrica.

 

Os dois sistemas fecharam o ano de 2014 com 1.002 quilômetros de extensão, divididos em 40 linhas, com frota de 4,3 mil veículos e 521 estações operacionais. Roberta avalia que, se comparado com outros países, o sistema metroferroviário brasileiro ainda não é ideal. Considerando os padrões de outros modais de transporte, o sistemas sobre trilhos chega a emitir até 60% menos poluentes do que os automóveis e 40% menos do que os ônibus. Em relação à capacidade de transporte, trens e metrôs ultrapassam carros em 58,2 mil passageiros por hora.

 

"Se formos comparar, por exemplo, com [o metrô da] Cidade do México, que tem a mesma idade que o metrô de São Paulo, a Cidade do México tem uma rede, hoje, superior a 200 quilômetros [de extensão], enquanto o metrô de São Paulo possui uma rede de 75 quilômetros. Isso mostra a prioridade que outros países vem dando ao desenvolvimento da mobilidade urbana e também o quanto o Brasil ainda tem a crescer", avaliou.

 

Fonte: Agência Brasil

Jovem é estuprada na Estação República do Metrô de São Paulo

Crime ocorreu quando operadora de recarga do Bilhete Único deixava cabine instalada perto da saída para a Rua do Arouche

Uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único foi estuprada dentro do seu posto de trabalho na Estação República, no centro, uma das mais movimentadas do Metrô. Ela se preparava para sair quando foi abordada por dois criminosos.

A ocorrência, na noite de quinta-feira, 2, só veio a público nesta segunda-feira, 6, após denúncia de empregados do Metrô, que alegam que a empresa tentou abafar o caso. A Polícia Civil está investigando e já tem imagens de câmeras de vigilância que podem ajudar a identificar os bandidos.

Contratada da empresa Prodata Mobility, uma das prestadoras do serviço de bilhetagem do Metrô, a operadora de recarga tem 18 anos de idade. Segundo o boletim de ocorrência interno do Metrô de número 424/15, por volta das 23h30, ela estava encerrando suas atividades quando tentou ver pelo olho mágico da porta do quiosque, que fica perto da saída para a Rua do Arouche, antes de abri-la. O mecanismo, porém, "estava quebrado".
A jovem, então, apagou a luz e abriu a porta. Nesse momento, "foi surpreendida por um indivíduo" de aproximadamente 1,75 metro de altura, de compleição física "forte", com os cabelos raspados e usando óculos.
"Sob ameaça", o homem amarrou as mãos da funcionária "atrás das costas com fita adesiva, tirou a roupa da vítima e praticou ato sexual".

Em seguida, o estuprador abriu a porta da cabine, que é blindada, "para a entrada de um segundo indivíduo", com cerca de 1,80 metro de altura, de compleição "fraca" e trajando roupa social. O primeiro bandido o chamava de "Rafinha". Esse criminoso perguntou à vítima "se ela sabia abrir o cofre" que fica dentro da cabine, ao que a jovem respondeu que não. O próprio bandido tentou abrir o equipamento, mas não conseguiu.

Segundo o boletim de ocorrência interno, "Rafinha" chegou a levar um carrinho de mão "tipo armazém" para carregar o cofre para fora do quiosque da Prodata. Os celulares da vítima e da empresa foram roubados pelos criminosos, que fugiram. Antes de saírem da cabine, eles desamarraram a funcionária "e determinaram que esta permanecesse dentro do quiosque uns 30 minutos". Quando saiu, a jovem pediu socorro a seguranças do Metrô que estavam perto da área das catracas.

Assistência. O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a empresa nunca havia enfrentado um crime do gênero desde que passou a trabalhar no Metrô, em 2011. "A empresa registrou a ocorrência na Delegacia do Metrô e está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital. O assaltante destruiu o sistema de câmeras da cabine, o que provocou um curto-circuito que apagou as imagens registradas no computador."

Porém, de acordo com Osvaldo Nico Gonçalves, diretor da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), que controla a Delegacia do Metropolitano (Delpom), imagens de câmeras do próprio Metrô, externas, poderão ajudar na identificação dos bandidos, que, até o início da tarde desta segunda-feira, 6, ainda não haviam sido encontrados.

Martinelli afirma que a cabine permanece fechada desde o estupro e que o local escolhido para a sua instalação foi determinado pelo Metrô. Funcionários do Metrô, sob a condição de anonimato, relataram que o ponto em que o quiosque está instalado é perigoso e não é tão bem servido por câmeras de vigilância. Martinelli disse que a Prodata tentará discutir com o Metrô um lugar mais adequado para a instalação do posto de recarga. Ele também disse que não tem como confirmar se o olho mágico estava defeituoso e comunicou que a funcionária ficará afastada tanto quanto for necessário.
Procurado de manhã, o Metrô ainda não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem sobre o crime na Estação República.


CAIO DO VALLE - O ESTADO DE S. PAULO

Limpeza do trem-bala japonês é realizada em apenas sete minutos

Para o serviço sair impecável, funcionários são treinados em cenário que reproduz perfeitamente um vagão.

O trem-bala japonês é sinônimo não só de rapidez, mas também de pontualidade e de limpeza. O correspondente Márcio Gomes foi conhecer uma das equipes responsáveis pelo estado impecável do Shinkansen.

Ninguém fica indiferente diante de um trem-bala. As linhas aerodinâmicas fazem do Shinkansen um símbolo do Japão. Especialmente quando passa dos 300 quilômetros por hora.

A excelência do Shinkansen depende da velocidade, da segurança, mas também do trabalho de uma turma que os passageiros mal percebem. E olha que tudo começa na plataforma de embarque.

Eles circulam discretos. Sabem a hora de cada chegada para, respeitosamente, receber o trem do qual vão cuidar. Homens e mulheres responsáveis por outra marca: a limpeza do Shinkansen.

Tão ágeis quanto o próprio trem, cada dupla fica com um vagão. São cem poltronas. E, em sete minutos, têm que limpar bandejas, levantar persianas, trocar o encosto, varrer o chão para a próxima viagem.

Não é para qualquer um. Eles treinam em um cenário que reproduz perfeitamente um vagão. No simulador, tem um banheiro igualzinho ao do trem de verdade. Aliás, cuidar dos toaletes é tarefa só para os mais experientes, por causa da complexidade. Para os novatos, lições básicas: a forma correta de segurar o pano, usar a vassourinha detectora de umidade no estofamento.

Parece fácil, até se tentar. O repórter Márcio Gomes só tomou bronca. A professora disse que ele se esqueceu de olhar o lixo que as pessoas às vezes jogam entre a janela e o banco.

E ainda tem a preocupação com os detalhes: como a posição do pino que segura as bandejas. A professora reclamou que Márcio Gomes deixou o pininho torto. Tem que ficar retinho.

A coordenadora do treinamento afirma que todo esse rigor é porque "os clientes merecem o melhor e nossa missão é entregar o Shinkansen o mais bonito possível".

Trabalhando há um ano na limpeza, a senhora Mitaka, de 49 anos, diz que a maior dificuldade é fazer tudo em tão pouco tempo. Mas olha a dedicação: "Gosto do trabalho. Vou para casa e fico pensando em maneiras de melhorar o meu desempenho".

Orgulho e respeito renovados em cada viagem.

Globo

Obras de modernização alteram circulação dos trens da CPTM neste feriado

Neste fim de semana prolongado, por conta do feriado de Sexta-Feira Santa [03/04], a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] prosseguirá com as obras de modernização em suas linhas. Por isso, os trens circularão com maiores intervalos em trechos e horários específicos. Confira a programação e antecipe sua viagem:

Linha 7-Rubi [Luz - Francisco Morato - Jundiaí]

Sábado: a partir das 23h, as intervenções serão retomadas no sistema de rede aérea entre as estações Água Branca e Piqueri. O intervalo médio será de 24 minutos entre as estações Luz e Francisco Morato.

Domingo: das 4h até meia-noite, os trabalhos prosseguirão no sistema de rede aérea entre as estações Água Branca e Piqueri, dando continuidade aos trabalhos de sábado. O intervalo médio será de 24 minutos entre Luz e Francisco Morato.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi - Amador Bueno]

Domingo: das 4h até meia-noite, serão realizados serviços no sistema de rede aérea entre as estações Barueri e Engenheiro Cardoso. O intervalo médio será 20 minutos no trecho entre Barueri e Itapevi.

Linha 9-Esmeralda [Osasco - Grajaú]

Domingo: das 9h às 19h, os trabalhos estarão concentrados nos equipamentos de via permanente entre as estações Ceasa e Cidade Universitária. O intervalo médio será de 20 minutos em toda a linha.

Linha 11-Coral/ Expresso Leste [Luz - Guaianases]

Domingo: das 4h até meio-dia, os trabalhos estarão concentrados nos equipamentos de via permanente na região da Estação Tatuapé. O intervalo médio será de 15 minutos entre Luz e Guaianases.

Linha 11-Coral/ Extensão [Guaianases - Estudantes]

Domingo: das 4h ao meio-dia, prosseguirão os trabalhos de infraestrutura na região da Estação Ferraz de Vasconcelos. O intervalo médio será de 15 minutos entre as estações Guaianases e Estudantes.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]

Domingo: das 4h ao meio-dia, os trabalhos estarão concentrados no sistema de rede aérea e nos equipamentos de via permanente entre as estações Comendador Ermelino e São Miguel Paulista. O intervalo médio será de 20 minutos em toda a linha.

Desafio: a CPTM ressalta que executar as obras de modernização, mantendo simultaneamente o atendimento aos usuários, é um grande desafio. As ações exigem medidas como promover intervenções em horários de menor movimentação de passageiros aos finais de semana, feriados e madrugadas.

Em caso de dúvidas ou informações complementares, a CPTM coloca à disposição o Serviço de Atendimento ao Usuário: 0800 055 0121.