SITUAÇÕES DAS LINHAS
7Linha 7-Rubi
4h–0h
Rubi
Operando
10Linha 10-Turquesa
4h–0h
Turquesa
Operando
11Linha 11-Coral
4h–0h
Coral
Operando
12Linha 12-Safira
4h–0h
Safira
Operando
13Linha 13-Jade
4h–0h
Jade
Operando
8Linha 8-Diamante
4h–0h
Diamante
Operando
9Linha 9-Esmeralda
4h–0h
Esmeralda
Operando
1Linha 1-Azul
4h40–0h
Azul
Operando
2Linha 2-Verde
4h40–0h
Verde
Operando
3Linha 3-Vermelha
4h40–0h
Vermelha
Operando
4Linha 4-Amarela
4h40–0h
Amarela
Operando
5Linha 5-Lilás
4h40–0h
Lilás
Operando
15Linha 15-Prata
4h40–0h
Prata
Operando
6Linha 6-Laranja
Em Construção
Laranja
Em Construção
17Linha 17-Ouro
Em Construção
Ouro
Em Construção
AGAeromovel GRU
16h–0h
Aeromovel GRU
Fora de Operação
EAExpresso Aeroporto
5h–0h
Expresso Aeroporto
Operando
Atualizado em:
Linhas ARTESP atualizadas em tempo real • EA e AG por horário fixo • Ocorrências no @DiariodaCPTM

Trens mais velhos da Linha 7-Rubi são aposentados após 32 anos de operação



Os trens da Série 1700 entraram em operação no ano de 1987 e agora são substituídos pelos novos trens da Série 9500.

A CPTM anunciou hoje a retirada da operação dos últimos trens da Série 1700 que atendem a Linha 7-Rubi. Os 30 trens da Serie 9500 da fabricante Coreana Rotem Hyundai foram entregues e desta forma a modernização da frota que além de São Paulo, Caieiras, Franco da Rocha, Várzea Paulista, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Jundiaí foi concluída.

A partir desta semana apenas trens com ar condicionado, sistema de câmeras de monitoramento e salão continuo de passageiros percorrem o trajeto entre Luz e Jundiaí, aposentando os trens mais velhos que representam um marco da indústria ferroviária do Brasil e da história do transporte sobre trilhos.

Eles entraram em circulação em 1987 com a pompa de serem os trens mais velozes do Estado de São Paulo. Foram os primeiros a contar com oito vagões e chegaram trazendo um novo sistema de motor. Em seus dias de glória na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), da Rede Ferroviária Federal, os passageiros se aglomeravam na plataforma para esperá-los, pois possuíam mais bancos e espaço interno maior em relação às demais composições da época.

Após cerca de 60 milhões de quilômetros rodados, o que equivale a 156 viagens da Terra à Lua, ainda circulavam até a semana passada no trecho entre Francisco Morato e Jundiaí. A CPTM estuda o destino que será dado às composições.

As 12 unidades foram fabricadas pela Marfesa, a maior e mais importante indústria ferroviária nacional da época, que foi vendida para a iniciativa privada em 1995. A frota foi incorporada à CPTM em 1992, quando a empresa foi criada. A Companhia herdou as linhas da CBTU, do governo federal, e da Fepasa, do governo estadual. A cor original dos 1700 era prata. Na reforma feita no ano 2000, foram pintados de azul e tiveram todos os sistemas revisados ou trocados.

Apesar de entender que a renovação da frota faz parte dos avanços tecnológicos, o funcionário da oficina da Lapa José Antonio Suarez fica emocionado quando fala sobre a aposentadoria das unidades 1700. Ele acompanhou os testes dos trens desde a fábrica, antes de entrarem em operação na CBTU, e a manutenção durante todos os quase 32 anos de vida das composições. “Sinto como se fosse um companheiro indo embora. Vi nascer, crescer, passamos por momentos difíceis e outros muito bons. Vai ser sempre uma boa recordação”, conta.

Também há passageiros saudosistas. Conceição Alves, 63 anos, auxiliar de enfermagem, diz que gostava das viagens nos trens antigos, que estava acostumada com o vento das janelas. Sabe, contudo, que agora é a vez da série 9500 escrever sua história.

Para outros passageiros, porém, o conforto dos novos trens fala mais alto. Ismael Júnior, assistente de logística, 28 anos, elogia principalmente a diminuição do barulho devido às janelas vedadas. A estudante Paloma Olsen, 18 anos, compartilha da mesma opinião e destaca que agora pode ler durante o trajeto mais tranquilamente.

Por Willian Moreira
OBS: entrevistas realizadas pela CPTM (texto base)

Foto: Diário da CPTM

Random Posts