O Governo de São Paulo está ampliando as ações de prevenção e preparação das rodovias estaduais diante de eventos climáticos extremos. As medidas incluem obras de contenção, sistemas de drenagem, estabilização de encostas, monitoramento de chuvas e serviços de conservação previstos nos contratos de concessão rodoviária estruturados pela atual gestão.
A iniciativa busca reduzir os riscos provocados por chuvas intensas, vendavais, altas temperaturas, erosões e deslizamentos, contribuindo para a segurança dos motoristas e a continuidade da circulação nas estradas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o próximo verão deve registrar episódios de chuvas intensas, vendavais e temperaturas elevadas em São Paulo e em outras áreas da Região Sudeste. As informações meteorológicas ajudam a orientar o monitoramento das rodovias e as medidas preventivas.
Obras de contenção e monitoramento
Na Rodovia Pedro Eroles (SP-088), conhecida como Mogi-Dutra, uma das principais intervenções ocorre no km 46, em Mogi das Cruzes. A obra busca estabilizar um talude afetado por processo erosivo associado às chuvas. Os trabalhos incluem 17 mil metros de perfuração em solo e rocha, serviços de terraplenagem, contenção, drenagem e instalação de mais de 20 toneladas de tela metálica. A conclusão está prevista para novembro de 2026.
Na Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), entre Mogi das Cruzes e Bertioga, também há intervenções para estabilizar encostas. A preparação para períodos de chuva intensa inclui a instalação de pluviômetros em pontos estratégicos da serra, permitindo acompanhar o volume de precipitação e orientar as estratégias operacionais.
Rodoanel Norte tem 73% das obras executadas
No trecho norte do Rodoanel Mário Covas, que está com 73% das obras executadas, as ações de resiliência climática incluem monitoramento, manutenção e serviços de engenharia para ampliar a capacidade de resposta da rodovia a eventos extremos.
O trabalho segue o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR), que considera fatores como drenagem, taludes, cobertura vegetal, obras de arte especiais e áreas de preservação permanente. Atualmente, 13 frentes de obras atuam simultaneamente, com serviços de pavimentação, construção de túneis, implantação de barreiras e contenções e intervenções em taludes.
No trecho já entregue, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, o Plano de Atendimento às Emergências (PAE) orienta o acompanhamento de áreas prioritárias e a atuação das equipes em situações que exigem atendimento aos usuários.
Intervenções em outras regiões do estado
Na Serra de Tapiraí, na região de Sorocaba, foi concluída a obra de contenção e estabilização do talude no km 167 da Rodovia Tenente Celestino Américo (SP-079). Com investimento de aproximadamente R$ 7 milhões, a intervenção incluiu a recuperação de cerca de 160 metros de pavimento, novos sistemas de drenagem e dispositivos de segurança viária.
No Lote Paranapanema, que reúne mais de 280 quilômetros de rodovias entre Itapetininga e Ourinhos, um relatório de monitoramento de riscos climáticos identificou áreas suscetíveis a incêndios, erosões, inundações e escorregamentos. O diagnóstico aponta agravamento do risco de fogo e maior suscetibilidade à erosão associada à concentração das chuvas.
Como medida preventiva, estão previstas caixas d'água nas novas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que poderão auxiliar as equipes em ações de combate a incêndios.
Na Rodovia Castello Branco, entre os km 13 e 54, os serviços de conservação incluem limpeza e manutenção dos sistemas de drenagem, reparos em barreiras de segurança, iluminação, sinalização e juntas de dilatação de pontes e viadutos. Intervenções semelhantes ocorrem na Rodovia Raposo Tavares e na Rodovia Coronel PM Nelson Tranchesi (SP-029).
Já a duplicação da Rodovia Lívio Tagliassachi (SPA-053/280), entre Araçariguama e São Roque, conta com investimento de R$ 174 milhões. O projeto prevê 8,5 quilômetros de duplicação e estruturas de drenagem e pavimentação planejadas para reduzir o acúmulo de água na pista.
Na Rodovia Geraldo de Barros (SP-304), entre Torrinha e Santa Maria da Serra, foi implantado um sistema de monitoramento de chuvas. Quando o volume pluviométrico ultrapassa 80 milímetros, o tráfego no trecho de serra é interditado preventivamente devido ao risco de deslizamentos.
As intervenções integram as ações do Governo de São Paulo para preparar a infraestrutura rodoviária para condições climáticas adversas, com foco na prevenção de riscos, na segurança dos usuários e na continuidade dos deslocamentos.
