​Metrô de SP ganha a estação mais profunda da América Latina com inauguração da Linha 6-Laranja

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As seis primeiras estações da Linha 6-Laranja funcionarão das 10h às 15h

Estação Água Branca, com 47,8 metros de profundidade, supera Santa Cruz e se torna a mais profunda em operação da rede metroviária

A Estação Água Branca, da Linha 6-Laranja de metrô, será a mais profunda em operação da América Latina com a inauguração do primeiro trecho da nova linha. Com 47,8 metros de profundidade, a estação supera a Santa Cruz, das linhas 1-Azul e 5-Lilás, que possui 41,5 metros.

O Governo de São Paulo entrega nesta semana o primeiro trecho da Linha 6-Laranja, entre as estações João Paulo I e Perdizes. Quando estiver totalmente concluída, a linha fará a ligação entre Brasilândia, na Zona Norte, e São Joaquim, no Centro de São Paulo.

A nova conexão vai transformar os deslocamentos na região. Um trajeto que atualmente pode levar cerca de 1h30 de ônibus será reduzido para aproximadamente 23 minutos com a operação completa da linha.

Nesta primeira fase, não haverá cobrança de tarifa e o funcionamento será realizado em horário reduzido, de segunda a sexta-feira.

A estação mais profunda do metrô de São Paulo

A Estação Água Branca faz parte do primeiro trecho inaugurado da Linha 6-Laranja. A profundidade de quase 50 metros equivale a aproximadamente um prédio de 15 andares.

O local supera a Estação Santa Cruz e assume o posto de estação mais profunda em operação da rede metroviária.

Com a conclusão das próximas etapas da Linha 6-Laranja, outras estações também estarão entre as mais profundas do metrô de São Paulo:

  • Itaberaba-Hospital Vila Penteado: 65,71 metros

  • Higienópolis-Mackenzie: 64,86 metros

  • Bela Vista: 60,68 metros

  • PUC-Cardoso de Almeida: 60,51 metros

  • São Joaquim: 52,08 metros

Profundidade e integração com outros transportes

A Estação Água Branca não se destaca apenas pela profundidade. Localizada na Zona Oeste da capital, ela terá integração com a Linha 7-Rubi da CPTM.

No futuro, a estação também será conectada ao Trem Intercidades, projeto que ligará Campinas a São Paulo com viagem estimada em 64 minutos.

A grande profundidade das estações da Linha 6-Laranja está relacionada às características do subsolo da região e ao traçado da linha, que passa por baixo do Rio Tietê e também do túnel da Linha 4-Amarela.

Operação do primeiro trecho

A primeira fase da Linha 6-Laranja terá seis estações em funcionamento:

  • João Paulo I

  • Freguesia do Ó

  • Santa Marina

  • Água Branca

  • Sesc-Pompeia

  • Perdizes

O empreendimento é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo de São Paulo e a concessionária Linha Uni, com contrato no valor de R$ 19 bilhões.

As seis estações funcionarão das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados.

Nesta etapa inicial, a operação será realizada no sistema Shuttle, com dois trens circulando, sendo um em cada via. O intervalo médio será de 19 minutos.

Inicialmente, os trens contarão com operação manual e presença de condutor. Futuramente, a Linha 6-Laranja terá operação com condução autônoma.

Acessos e integração

Cada estação da Linha 6-Laranja contará com mais de uma entrada e saída. Porém, durante o período inaugural, será disponibilizado apenas o acesso principal de cada estação.

Os passageiros terão orientação por meio da comunicação visual instalada nas estações e nos trens.

Na Estação Água Branca, a integração com a Linha 7-Rubi da CPTM terá cobrança de tarifa, enquanto o acesso às estações da Linha 6-Laranja será gratuito durante a fase inicial de operação.

Próximas entregas da Linha 6-Laranja

Ainda em 2026, o Governo de São Paulo prevê a entrega de mais duas estações da Linha 6-Laranja: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, ampliando o atendimento até a Zona Norte da capital.

A Linha 6-Laranja também representa um novo modelo de implantação no metrô paulista. O projeto utiliza uma PPP integral, em que a concessionária é responsável tanto pela construção quanto pela operação da linha.

Após a paralisação das obras, o projeto foi retomado em 2020 com a entrada da Linha Uni/Acciona e agora avança para o início da operação do primeiro trecho.

O modelo reúne em um único contrato as responsabilidades pela implantação, sistemas e manutenção, buscando garantir maior integração entre a construção e o funcionamento do serviço ao longo dos anos.