22 de setembro de 2015

População dá nota abaixo da média aos ônibus de SP, mostra pesquisa Ibope

População de SP deu nota abaixo de 5,5 para os ônibus em todos os quesitos avaliados

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22), Dia Mundial sem Carro, aponta que a população da cidade de São Paulo dá nota abaixo da média ao serviço de ônibus em todos os quesitos, apesar do aumento das notas 9 e 10 atribuídas a alguns itens do transporte municipal. A nota 5,5 é considerada a média do levantamento.

De acordo com a pesquisa de mobilidade urbana encomendada pela Rede Nossa São Paulo e pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a nota média mais alta foi atribuída ao item "limpeza, conservação e manutenção dos terminais de ônibus": 5,4. A lotação dos ônibus recebeu a mais baixa: 2,8.

A proporção de entrevistados que dá nota 9 e 10 para o item "limpeza, conservação e manutenção dos terminais" subiu de 5% em 2014 para 13% neste ano. Para o item "limpeza, conservação e manutenção dos ônibus", a soma das notas 9 e 10 aumentou de 4% para 10%.

Trata-se da nona edição do levantamento de percepção dos moradores da capital paulista. O Ibope entrevistou 700 moradores da cidade com 16 anos ou mais, entre os dias 28 de agosto e 5 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos para cima ou para baixo.

 

De acordo com a pesquisa, 59% dos entrevistados afirmaram que a lotação dos ônibus aumentou, 30% disseram que está igual e 8% declararam que diminuiu.

O tempo de espera pelos ônibus está igual para 43% dos moradores, aumentou para 30% e diminuiu para 23%.

A nota média não foi alcançada em nenhum outro aspecto, área e serviço de locomoção. O item mais bem avaliado foi "quantidade de faixas de pedestres", que recebeu 5,3.

Como melhorar a mobilidade?

Os dois itens mais citados como mais importantes para melhorar a mobilidade urbana na cidade de São Paulo são ligados ao transporte sobre trilhos, administrado pelo governo estadual. Praticamente metade dos entrevistados (49%) mencionou "construir mais linhas de metrô e trem ou ampliar as já existentes". Logo abaixo, citada por 45%, veio a medida "melhorar a qualidade do transporte por metrô". Em terceiro lugar, mencionado por 41%, apareceu o item "melhorar a qualidade do transporte por ônibus".

Um quarto dos moradores da cidade (25%) usa o transporte coletivo todos os dias, 19% utilizam quase sempre; 34%, de vez em quando; 15%, raramente; e 6%, nunca.

Mesmo com um número maior de citações em relação ao ano passado, o transporte caiu do sexto para o quinto lugar entre as áreas mais problemáticas da cidade na avaliação dos moradores. Ele foi citado por 27% dos entrevistados, contra 20% no ano passado.

Entre outros temas, a saúde, mencionada por 55%, é tida como a área mais problemática. A segurança pública (37%), a educação (33%), o desemprego (33%) e o trânsito (29%) apareceram à frente do transporte.

Tempo de deslocamento

De acordo com a pesquisa, o tempo médio para realizar todos os deslocamentos diários na cidade caiu de duas horas e 46 minutos em 2014 para duas horas e 38 minutos em 2015.

Praticamente metade dos moradores da capital paulista (48%) gasta ao menos duas horas por dia em seus deslocamentos.

O tempo médio de deslocamento para a atividade principal do dia ficou em uma hora e 44 minutos, mesmo resultado de 2014.

Vinte e oito por cento dizem que se deslocam a pé; 25% usam o transporte coletivo; 18% se movem de carro e 3% andam de bicicleta.

Caiu de 38% em 2014 para 32% em 2015 a proporção dos que dizem usar carro de passeio para se deslocar na cidade todos os dias ou em quase todos. Entre os que possuem automóvel, esse índice baixou de 56% para 45%.

Entre os usuários de carro, subiu de 71% em 2014 para 80% em 2015 a parcela dos que afirmaram que abandonariam o automóvel em caso de uma boa alternativa de transporte.

Medidas da gestão Haddad

De acordo com a pesquisa Ibope, no geral, as medidas tomadas pela gestão Fernando Haddad (PT) na área de mobilidade urbana contam com o apoio da população, com exceção, por enquanto, da redução da velocidade para veículos motorizados nas vias.

A grande maioria dos entrevistados (90%) se mostrou favorável à construção de faixas e corredores de ônibus. A parcela dos que se declararam a favor da utilização exclusiva de ruas e avenidas, como a Paulista, para lazer e circulação de pedestres e ciclistas aos domingos atingiu os 64%, ante 33% de contrários à medida.

A proporção dos favoráveis à construção e à ampliação de ciclovias e ciclofaixas ficou em 59%, contra uma fatia de 38% de opositores.

O percentual de entrevistados que dizem que não usariam bicicleta em São Paulo "de jeito nenhum" vem caindo. Eram 34% em 2007, 24% em 2014 e agora são 13%.

Quanto às medidas de redução da velocidade para veículos,53% afirmaram ser contra; e 43%, a favor.

Uol.com

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