2 de agosto de 2015

Suspensa, obra da linha 4 agora deve ficar para 2017

As obras das estações Higienópolis/Mackenzie e Oscar Freire, da linha 4-Amarela do Metrô, cuja última previsão era que fossem finalizadas no ano que vem, foram suspensas e o contrato deverá ser rescindido.

Com isso, uma nova licitação precisará ser feita para contratar uma empresa para terminar essas obras. A previsão agora é que ambas fiquem prontas no mínimo em 2017, considerando que as obras sejam retomadas no início do ano que vem.

Segundo o  secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, se as  obras forem iniciadas no começo do ano que vem, em 12 meses deve ser entregue a Higienópolis, em 15 meses a Oscar Freire, 18 meses a Morumbi e em 24 meses a Vila Sônia.

Na quinta, em Brasília, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que já há empresas interessadas em participar do processo.

Queda-de-braço

A rescisão do contrato foi anunciada pela manhã pelo governo estadual como iniciativa sua. À tarde, o consórcio Isolux Corsán-Corviam, que era responsável pela obra, soltou nota dizendo que o cancelamento partira da empresa. À noite, o Metrô emitiu nova nota reafirmando que iniciara a rescisão dos contratos.

Em fevereiro, o Metro Jornal havia mostrado que as obras estavam paradas. Em março, após vistoria do Banco Mundial, que financia o empreendimento, ficou acertado que o consórcio terminaria as duas estações. A São Paulo-Morumbi e a Vila Sônia passariam por nova licitação.

O Metrô diz que, em abril, os operários da Isolux Corsan-Corviam retornaram aos canteiros, "mas a falta de materiais e equipamentos fez com que os serviços não avançassem e cláusulas contratuais fossem violadas". A companhia alega ter aberto então processo de rescisão unilateral e informa que as multas previstas, somadas, podem chegar a R$ 23 milhões.

De sua parte,  a Isolux  alega ter encaminhado ao Metrô há cerca de 15 dias uma correspondência em que "solicitava a regularização dos aditivos e a entrega de projetos executivos". Diz ter ficado sem resposta do Metrô e, por isso, teria pedido a rescisão do contrato.

O Metrô reafirmou ter sido sua a iniciativa, divulgando carta de 29 de julho enviada ao consórcio comunicando o início do processo administrativo.   

Jornal Metro

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