19 de agosto de 2015

Homem morre atropelado por ciclista na ciclovia embaixo do Minhocão

Pedestres reclamam da insegurança da ciclovia inaugurada há 10 dias.

Corpo de idoso de 78 anos será enterrado nesta quarta-feira (19).

 

Um homem de 78 anos morreu após ser atropelado por um ciclista na ciclovia sob o Minhocão, no Centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (18). O acidente ocorreu no canteiro central da Rua Amaral Gurgel, por volta das 15h.

 

O corpo da vítima está sendo velado e será enterrado nesta quarta-feira (19). Florisbaldo Carvalho da Rocha morava na região e ia comprar pão quando foi atingido após atravessar fora da faixa de pedestres.

O filho da vítima, o administrador Eduardo Carvalho Rocha, diz que o ciclista estava em alta velocidade.

 

“Meu pai saiu pra comprar um pão, ele atravessou a avenida e quando ele entrou na parte de pedestre da ciclovia foi atropelado por uma bicicleta. Essa bicicleta vinha em alta velocidade, pegou ele e consequentemente por ser uma pessoa já idosa ele sofreu ferimentos, vindo a falecer”, afirmou.

 

A ciclovia da Rua Amaral Gurgel, no Centro de São Paulo, foi inaugurada há dez dias e desde antes da abertura pedestres reclamaram do conflito no uso do espaço, que antes funcionava principalmente como um espécie de canteiro central para quem atravessa os dois sentidos da rua.

 

O problema acontece quando os pedestres caminham embaixo do Minhocão, alguns deles, em direção aos pontos de ônibus. Nos pequenos espaços entre os pilares e a rua, eles acabam caminhando pela ciclovia. Tanto o pedestre quanto o ciclista ficam sem visão em alguns pontos cegos por causa dos pilares.

 

Neste fim de semana, um menino de 9 anos também morreu após ser atropelado por uma van na ciclovia da Avenida Bento Guelfi, na região de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. A ciclovia, que fica bem no meio da avenida, é perigosa. Ela é sinalizada, tem faixa de pedestres, e balizadores que separam a via da pista de carros, mas, segundo os moradores, muitos motoristas desrespeitam o espaço.

 

Ciclovia

 

A via exclusiva para bikes fica embaixo do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, e tem 4,1 km de extensão.

 

O trecho inaugurado é composto pela Rua Amaral Gurgel e pelas avenidas São João, General Olímpio da Silveira e Auro de Moura Andrade. As obras começaram em janeiro e o custo foi de R$ 7,6 milhões, incluindo o redimensionamento das paradas de ônibus, revitalização do corredor e adequações de acessibilidade. Antes mesmo da inauguração, este novo trecho já era usado por ciclistas.

A nova ciclovia liga a Praça Roosevelt ao Terminal Rodoviário da Barra Funda, passando pelo Centro e os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque e Barra Funda, conectando-se a ciclovias existentes na Rua Frederico Abranches, Largo do Arouche, Alameda Nothmann e Rua Doutor Albuquerque Lins.

 

Polêmica

 

Mesmo antes da inauguração, a nova ciclovia recebeu críticas, mas desta vez não foi de motoristas que perderam uma faixa de rolamento, mas dos pedestres que reclamam da falta de segurança para travessia sob o Minhocão.

 

Os pedestres ficam acuados no meio da pista e por conta do tempo de travessia, podem acabar atingidos pelos ciclistas, já que as pilastras do Minhocão alteram o traçado da ciclovia, deixando o pedestre sem opção.

 

Bicicletários

 

A ciclovia tem ligação entre dois bicicletários localizados na Praça Roosevelt e no Memorial da América Latina.

 

Além disso, conecta-se também com outros modais de transporte, como o Terminal de Ônibus Amaral Gurgel, que também possui bicicletário, o Metrô Marechal Deodoro e Terminal Barra Funda (ônibus e metrô).

 

G1

 

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