12 de maio de 2015

Motoristas de ônibus prometem paralisação por duas horas nesta terça-feira

Categoria diz que movimento é ação de repúdio contra proposta de aumento 7,21% oferecida pelas empresas

Os motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo promente paralisar os serviços nos 27 terminais da cidade das 10h às 12h desta terça-feira (12). A categoria diz que a ação é uma manifestação de repúdio ao reajuste de 7,21% oferecido pelo sindicato patronal, o SPUrbanuss. 

Categoria promete paralisar 27 terminais da cidade por duas horas

"O motivo desta manifestação é chamar atenção do poder à proposta indecente de 7,21% apresentada pelos patrões", diz Valdevan Noventa, presidente do Sindimotoristas (sindicato que representa os trabalhadores). Ele garante que não haverá piquetes e caso algum motorista não queira aderir ao movimento, não será impedido. 

Segundo ele, a categoria pede reajuste de 8,40% referente a reposição de perdas da inflação mais 7%. Além disso, diz ele, a categoria quer que o valor do vale-refeição seja reajustado para R$ 22. Atualmente, o benefício diário é de R$ 16,50 e os empresários ofereceram R$ 17,69. Eles pedem também que motoristas de ônibus articulados, biarticulados e trolebus tenham salário 20% maior que o de ônibus comum. 

"A responsabilidade é maior. Quando um companheiro comete uma infração  ou quando se envolve em acidente, qualquer peça desse tipo de ônibus é mais cara. E o trabalhador acaba pagando as consequências desse acidente. Ele dirige dois ônibus em um", diz Noventa. 

Eles também querem convenio odontológico e inclusão de itens de higiene pessoa e limpeza nas cestas básicas, que já são fornecidas pelas empresas. 

Outro lado

O SPUrbanuss disse, em nota, que considera "intempestiva" a manifestação dos motoristas e cobradores de ônibus. O sindicato diz que está negociando desde o final de abril os termos da Convenção Coletiva de Trabalho, com data-base em maio. "Essas negociações estão em andamento; ainda não se esgotaram". 

"O Sindicato lembra que uma atitude extrema dos operadores, sem amparo de uma assembleia da categoria, caracteriza o movimento como ilegal, resultando em sérios prejuízos aos usuários do serviço de transporte urbano", diz, em nota.

O sindicato patronal informou ainda que fará "todos os esforços para manter a operação normal" e disse que vai pedir que os motoristas cumpram a Lei de Greve, que obriga a operação de, ao menos, 50% da frota fora do horário de pico e de 80% nos horários de pico.

Ig

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