26 de maio de 2015

CPTM propõe reajuste de 7,72%, mas funcionários decidirão apenas à noite

Audiência entre a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e o sindicato dos ferroviários terminou sem acordo nesta terça-feira (26).

A companhia ofereceu um reajuste de 7,72% –o equivalente à inflação medida pelo IPC (6,65%) mais 1% de produtividade sobre esse valor. Contudo, o índice ainda está abaixo da proposta oferecida pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), de aumento salarial de 8,25%.

Os ferroviários disseram que vão discutir a proposta durante assembleia na noite desta terça. Eles alegam que o valor não contempla uma melhoria estrutural para os engenheiros e os benefícios não chegam nem perto dos recebidos pelos funcionários Metrô.

Essa é a segunda audiência realizada pela Justiça do Trabalho. Uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, dia 2 de junho. As maiores diferenças, segundo eles, estão no vale refeição e auxílio com material escolar.

No dia 22 de maio, uma limitar do desembargador Wilson Fernandes proíbe os metroviários da "liberação de catracas" e determina um contingente mínimo em operação em caso de greve –90% do efetivo de maquinistas, e 70% em relação às demais atividades nos horários de pico –das 4h às 10h e das 16h às 21h. Nos demais horários, 60%.

O desembargador Wilson Fernandes pediu para que os sindicalistas não façam uma greve até que ocorra a nova audiência.

O último reajuste da categoria, que tem data-base em março, aconteceu em maio do ano passado e foi de 7,5%. Na ocasião, o acordo com os funcionário foi fechado no dia anterior ao marcado para iniciar a greve da categoria.

METRÔ

Nesta segunda-feira (25), o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) propôs um aumento de 8,82% à categoria –7,21% do IPC/Fipe (de maio) e mais 1,5% de reajuste real. O mesmo aumento seria aplicado também para vale-refeição, vale-alimentação e PLR (Participação nos Lucros e Rendimentos).

O percentual é superior ao 7,21% proposto pelo Metrô e inferior ao reivindicado pelos funcionários, que apontam reajuste de 18,64%, além de aumento na cesta básica, vale-refeição, reintegração dos trabalhadores demitidos em 2014 (como decorrência da última greve), redução da jornada de trabalho de 40 horas para 36 horas.

Os representantes agora deverão encaminhar a proposta do TRT para análise do Metrô. No caso dos funcionários, está marcada para a noite desta terça (26) uma assembleia para discutir uma possível greve já a partir desta quarta-feira (27).

Apesar do início da greve ter sido determinado já na semana passada, o tribunal pediu que a categoria permaneça em estado de greve, sem qualquer paralisação efetiva, enquanto persistirem as negociações.

Procurado, o presidente do sindicato dos metroviários, Altino de Melo Prazeres Junior, afirmou que a proposta do TRT "não era o que o sindicato queria, mas é melhor do que a empresa estava proposto", mas destacou que a decisão da greve será tomada por todos os trabalhadores, na assembleia.

O último reajuste salarial dos metroviários, de 8,7%, ocorreu no mês de junho do ano passado.

Folha de SP
FELIPE SOUZA
DE SÃO PAULO
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