8 de abril de 2015

Para se livrar de crime de estupro, suspeito alega que sexo no metrô foi consensual

Vítima nega a versão; comparsa deve se entregar nesta quarta-feira (8)

 

Um dos suspeitos de ter estuprado uma jovem de 18 anos que trabalhava dentro da estação de metrô República afirmou à polícia que o sexo foi consensual. De acordo com o delegado à frente do caso, Osvaldo Nico, nada comprova a versão de Guilherme Lucas Rodrigues, preso nesta terça-feira (7) na zona sul de São Paulo.  O crime foi cometido dentro da cabine de recarga do Bilhete Único.

 

— Ele fala para jogar a culpa na menina, para sair do artigo do estupro. Isso é história dele. Ela nega completamente.

 

A polícia ainda procura pelo comparsa, identificado como Rafael. De acordo com Osvaldo, a expectativa é de que Rafael se entregue hoje à tarde na Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano). O pai disse aos investigadores que iria levar o filho.

 

— Telefonou para os investigadores e [disse] que não quer a polícia atrás do filho. Disse que vai levar o filho hoje à tarde.

 

A polícia ainda procura mais dois suspeitos que teriam ficado dentro do carro, do lado de fora do metrô.

 

A vítima de 18 anos trabalha no quiosque da empresa Prodata Mobility, que fornece sistemas para operadoras de transporte público de passageiros. A mulher terminava seu expediente quando foi surpreendida por Guilherme que a rendeu e a teria estuprado. Rafael, que seria o comparsa do estuprador, teria tentado roubar o cofre do estabelecimento.

 

A ocorrência só veio a público nesta segunda-feira (6), após denúncia de empregados do Metrô, que alegam que a empresa tentou abafar o caso. O Sindicato dos Metroviários se posicionou por meio de nota sobre o caso.

 

"Queremos novamente expressar nossa indignação com as atrocidades acontecidas dentro da cabine de recarga de bilhete único, local de trabalho da funcionária e também reafirmar, o que já colocamos em nota distribuída ontem, nossa solidariedade a ela. Nos colocarmos ao dispor dela para suporte que necessite. E exigimos que o Metrô faça o mesmo, ou seja, forneça a ela total apoio em suas necessidades; apoio psicológico, de saúde, jurídico etc. E que feche imediatamente essa bilheteria que está em lugar inseguro e as trabalhadoras ficam sozinhas".

 

 

R7

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