16 de março de 2015

Marginal do Tietê terá complexo viário de R$ 300 milhões

A licitação para construir mais uma ponte sobre o Rio Tietê, na capital, deve ser lançada nos próximos 30 dias. A nova ligação será entre Pirituba, na zona norte, e Lapa, na zona oeste, nos dois lados da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães.

A obra integra o chamado "Arco do Futuro" - pacote de ações para o desenvolvimento da região da Marginal do Tietê proposto por Fernando Haddad (PT) durante a campanha eleitoral de 2012. O projeto, no entanto, é uma adaptação de uma promessa antiga feita à população, renovada por todos os prefeitos desde a gestão Luiza Erundina (1989-1992).

Em tempos de ajuste fiscal no governo federal, que afeta obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o complexo viário, estimado em ao menos R$ 300 milhões, será construído com recursos da Operação Urbana Água Branca.

Só a ponte terá um teto de gasto estimado em R$ 70 milhões. O custo sobe por causa de obras auxiliares, como drenagem urbana e readequação da via, desde as imediações do Tietê Plaza Shopping, no lado de Pirituba, até a Estação Lapa, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde o pequeno túnel existente na via, de apenas uma faixa, dará lugar a uma pista com quatro faixas.

Ao apresentá-lo ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe, destacou a previsão de um corredor de ônibus na avenida. "Vai diminuir o tempo de viagem entre Pirituba e Lapa em 20 minutos", afirmou.

Ao ressaltar a infraestrutura de transporte público na via e na ponte, o secretário tenta diferenciar a obra das últimas grandes intervenções na Marginal, entregues em 2010. Após dois anos de obras, a via ganhou mais uma pista nos dois sentidos e três pontes - uma delas, a Ponte Governador Orestes Quércia, chamada de "Estaiadinha", é subutilizada até hoje. "Vamos eliminar quase todos os semáforos na ligação até o Terminal Lapa, criando um corredor expresso para os ônibus", disse Garibe.

Etapas

Para começar a tirar a obra do papel, a Prefeitura ainda tem de obter aprovações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), da CPTM e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), todos do Estado. Os órgãos exigem o projeto executivo, que ainda está sendo feito, mais detalhado para emitir as autorizações.

O financiamento também dependerá do humor do mercado, especialmente do setor da habitação, para ser viabilizado. Isso porque, segundo o secretário, a Prefeitura deverá avaliar a disposição das incorporadoras em lançar empreendimentos antes de iniciar o leilão dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) que bancarão a obra.

Cepacs são papéis negociados na Bolsa de Valores que dão ao proprietário o direito de construir prédios com área maior do que o comum na região da Operação Urbana - no caso, Água Branca, Perdizes e Barra Funda. A venda é feita por meio de leilão. O anúncio ao mercado do início da primeira distribuição desses títulos foi feito no dia 3 deste mês. A arrecadação esperada é de, no mínimo, R$ 1,1 bilhão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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