9 de junho de 2014

Suspensa greve do metrô de São Paulo

Os funcionários do metrô de São Paulo decidiram suspender nesta segunda-feira a greve que mantinham há cinco dias e que provocou o caos na cidade às vésperas da Copa do Mundo.

"Voltamos ao trabalho agora, mas teremos uma nova assembleia no dia 11 (quarta-feira) pela tarde. Se vamos retomar ou não a greve no dia 12 (início da Copa) dependerá da reintegração dos trabalhadores demitidos (durante a greve)", disse o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Melo dos Prazeres.

Os funcionários voltarão imediatamente a trabalhar "por respeito ao povo de São Paulo", destacou o líder sindical.

São Paulo terá a partida de abertura da Copa do Mundo e 61 mil torcedores são esperados na Arena Corinthians (Itaquerão), cuja principal forma de acesso é o metrô, que transporta diariamente 4,5 milhões de pessoas.

"Se o governo reintegrar nossos 42 companheiros, não teremos greve no dia 13", garantiu Altino Melo dos Prazeres.

"Sou fã de Neymar e vou torcer pela seleção, mas lamentamos que haja dinheiro para a Copa e não para os trabalhadores. É claro que sabemos que a Copa representa uma pressão extra para as autoridades" nas negociações, admitiu o líder sindical.

O presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pasin, revelou que os grevistas estão dispostos a aceitar o reajuste de 8,7% decretado pela Justiça do Trabalho no domingo, mas exigem a anulação da demissão dos 42 grevistas.

Na véspera, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo julgou a greve abusiva, considerando que o sindicato não manteve o mínimo de operação determinado.

Na quinta-feira, a justiça havia determinado que os trabalhadores do metrô poderiam paralisar suas atividades, mas mantendo 100% de operação nos horários de pico e 70% nas horas de baixa demanda.

Nesta segunda, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, advertiu que mais metroviários podem ser demitidos, após o desligamento dos 42 funcionários.

"A greve foi declarada abusiva, se não voltam a trabalhar, serão demitidos, por justa causa", disse Alckmin.

O governador descartou a suspensão das 42 demissões. "Os que foram demitidos não foram em razão apenas da greve, há outros fatos".
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