6 de junho de 2014

Reunião entre sindicalistas e Metrô termina novamente sem acordo

Categoria ainda vai decidir em assembleia se mantém a greve.
Julgamento da paralisação deve ocorrer neste domingo, às 10h.

A reunião de conciliação entre sindicalistas e o Metrô de São Paulo terminou novamente sem acordo na noite desta sexta-feira (6). O governo chegou a propor 8,8% de aumento, mas depois declinou da oferta, e manteve o valor de 8,7% de reajuste. Os metroviários seguiram com pedido de aumento de 12,2%.
"O Metrô chegou no limite. Gostaria de trazer uma outra notícia. Insistimos para aceitar o conjunto", disse advogado da companhia, Nelson Manrich. "Nós não temos como avançar", completou Luiz Antonio Carvalho Pacheco, presidente do Metrô.

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Melo dos Prazeres, diante da postura dos representantes da companhia, disse que não abriria mão do aumento de dois dígitos, participação nos lucros e resultados (PLR) igualitária, periculosidade para uma parte dos funcionários e catraca livre, como proposto na quinta-feira, na audiência de conciliação. "Estamos tristes", afirmou Prazeres. “A gente quer o aumento de dois dígitos como o Haddad deu, de 10%, para os motoristas”, defendeu o sindicalista.
Rafael Pugliese, desembargador que presidia a sessão, chegou a propor índice de 9%, mas o Metrô não aceitou. O impasse entre Metrô de São Paulo e funcionários da companhia quanto ao aumento de salário provocou funcionamento parcial das composições nesta sexta-feira (6), segundo dia de greve. Os metroviários pedem um reajuste que, segundo o governo, é muito superior ao que pode pagar.

Propostas

Inicialmente, os metroviários pediram 35,47% de aumento, passando para 16,5%. Na quinta-feira (5), durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o valor diminuiu para 12,2%. Nesta segunda reunião, eles mostraram intenção de reduzir o valor, mas afirmam que não vão abrir mão dos benefícios e da mudança no valor da PLR.

A nova tentativa de conciliação entre sindicalistas e o Metrô começou por volta das 17h15, na sede do Tribunal Regional do Trabalho, no Centro de São Paulo. A sessão foi presidida pelo desembargador Rafael Pugliese, relator do caso e presidente da seção de dissídios coletivos.

Sem acordo na audiência de conciliação, a Justiça manteve a decisão anunciada na quinta-feira (5) e determinou que os metroviários garantissem 100% da operação em horários de pico, entre 6h e 9h e das 16h às 19h, e 70% nos demais períodos, sob pena de multa diária ao sindicato de R$ 100 mil.

Durante a sessão, a magistrada Rilma Hemetério deu bronca nos sindicalistas e nos representantes do Metrô. “A minha ordem não foi para os senhores colocarem em apreciação na assembleia, a minha ordem foi para ser cumprida. Para ser cumprida, porque os senhores não cumpriram com a sua obrigação." E afirmou: “Depois os senhores vão para os meios de comunicação e falem os absurdos que os senhores quiserem falar. Mas arquem com as consequências."

A medida, entretanto, não foi cumprida pelos grevistas. Passageiros enfrentaram filas no retorno para casa na noite de quinta, e estações fechadas nesta manhã. Com chuva e paralisação, a cidade teve um pico de 251 km de lentidão às 10h30 desta sexta-feira (6).  A partir de 10h30, o trânsito começou a baixar, e alcançou 228 km, às 11h. Às 9h desta sexta, o índice bateu pelo segundo dia seguido o recorde de lentidão da manhã, com 214 km. Nesta quinta-feira (5), primeiro dia da greve do Metrô, a capital teve um pico de 209 km às 9h30.

O julgamento da greve está pré-agendado para o próximo domingo (8), às 10h. Nele, os quatro processos envolvendo as partes serão analisados e votados. Participam da votação, os magistrados que compõem a Seção de Dissídios Coletivos, órgão responsável por decidir questões envolvendo dissídios de greve e econômicos.

Fonte: G1

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