1 de junho de 2014

Manifestantes fazem 9º ato contra a Copa no centro de São Paulo

Protesto reuniu cerca de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar, e acabou em confusão dentro da estação Barra Funda do Metrô, na zona oeste da capital paulista.

O 9º ato contra a Copa do Mundo na cidade de São Paulo acabou em confusão dentro da estação Barra Funda do Metrô na capital ontem sábado, 31. Por volta das 19h35, quando os cerca de 500 manifestantes que foram ao protesto já se dispersavam, um grupo pulou as catracas, causando correria e empurra-empurra. Os passageiros se assustaram. Até o momento, não há informações sobre feridos ou detidos. 

Pelo menos um extintor de incêndio e dois leitores do Bilhete Único foram quebrados. Faixas que indicavam as direções para o estádio Itaquerão, feitas especialmente para a Copa, também foram destruídas. Parte dos manifestantes continuavam entoando gritos contra a Copa no interior da estação após percorrerem várias ruas da região central da capital. 

O grupo partiu do Theatro Municipal, no centro da capital, por volta das 17h, acompanhado pela Polícia Militar. Por volta das 18h50, chegou em frente à sede da Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda, zona oeste. Eles arrancaram uma faixa contra o racismo das grades da entidade. 

Os policiais militares que acompanham o ato estrearam o uniforme antiprotestos, com capacete e armadura pretas, além dos cassetetes. Alguns deles levam balas de borracha. Eles pertencem à Companhia de Ação Especial Policial, ligado ao Primeiro Comando de Policiamento de Área, que já participava de manifestações e fará o cobertura policial durante a Copa, que começa no próximo dia 12.

Ao chegarem em frente ao Theatro Municipal, os PMs foram recebidos com vaias e acusações de "fascistas". Os comentários de pedestres que passam pelo local é de que os policiais pareciam Robocops. Alguns pedem até para tirar fotos ao lado dos policiais.

Os manifestantes gritam contra a Copa e a corrupção. Um boneco de uma caveira gigante vestindo o uniforme verde e amarelo da seleção de futebol desfila entre os participantes. Até a dispersão do ato, apenas uma pequena confusão havia ocorrido na Avenida Norma Giannotti, quando um grupo de manifestantes impediu que uma equipe de jornalismo da Rede Globo gravasse no local.

Paulista. Cerca de 50 pessoas, de acordo a Polícia Militar, também protestaram na Avenida Paulista, na região central da cidade. O grupo reivindica a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e o fim da corrupção. O ato bloqueou uma pista da via no sentido Paraíso, na altura da Rua Haddock Lobo por volta das 16h40. Não houve registro de incidente.


MANIFESTANTES LEVAM ESQUELETO COM UNIFORME DA SELEÇÃO BRASILEIRA
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Manhã. Outro grupo de movimentos sociais fez marcha no centro de São Paulo durante a manhã a favor da reforma política. Cerca de 500 pessoas partiram da Praça Ramos de Azevedo, perto do Teatro Municipal, por volta das 9h. O ato terminou na Praça da Sé, às 12h30.

"Nosso objetivo era levar às ruas o tema da reforma política", explicou o coordenador da Central de Movimentos Populares Raimundo Bonfim. A pauta de reforma política ganhou força no ano passado por sugestão da presidente Dilma Rousseff (PT), após as manifestações de junho, mas não foi votada pelo Congresso.

Outra reivindicação do grupo, de acordo com Bonfim, é a extinção do financiamento privado de campanhas eleitorais. "Queremos que o Supremo (Tribunal Federal, o STF) vete isso", afirma ele, que também defende a criação de uma Constituinte exclusiva. 

No percurso, os manifestantes também chegaram a bloquear o Viaduto do Chá por mais de meia hora. De acordo com a Polícia Militar, a passeata teve um pico de mil participantes e não houve ocorrências. Já os organizadores afirmam que quase seis mil pessoas participaram do ato.

Caio do Valle e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo
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