6 de junho de 2014

Greve do metrô: governo ameaça metroviários com demissões

O governo do Estado de São Paulo espera que um posicionamento da Justiça do Trabalho possa pôr fim à greve dos metroviários, que completa o seu segundo dia nesta sexta-feira (6). Sem acordo na mais recente reunião conciliatória, ocorrida na tarde desta quinta-feira (5), a paralisação segue por tempo indeterminado e continua causando muitos transtornos à população.

De acordo com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o Estado enviará uma petição ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda na tarde desta sexta-feira, solicitando que o Judiciário decrete a greve ilegal. Entretanto, em contato com a reportagem do Brasil Post, a assessoria do TRT disse que dificilmente o caso será analisado ainda hoje.

Após às 17h – quando termina o prazo para os metroviários apresentarem os seus argumentos –, os magistrados do TRT devem apenas definir a data e horário do julgamento do dissídio e da legalidade da paralisação da categoria. Em razão do esquema especial de plantão montado para a Copa do Mundo, é provável que ainda no sábado (7) o TRT defina o assunto.

Se considerada ilegal pela Justiça, a paralisação e sua manutenção pelos trabalhadores vai permitir que o Metrô pressione-os a voltar ao trabalho, sob pena de demissão por justa causa. Para Fernandes, é preciso agilidade e cumprimento da decisão quando ela sair. “O que a Justiça vai definir, não temos certeza. Mas o que vier, é para cumprir. Imediatamente, terão de cumprir. Se não vierem, pode começar a emitir demissões”, comentou.

Paralelamente, o governo enviou na manhã desta sexta-feira 220 telegramas para pressionar condutores de trens a comparecerem no turno das 14h. Outras 220 cartas serão enviadas para os funcionários que trabalham à noite. “Isso serve como documento comprobatório para depois não alegarem ignorância”, informou Fernandes.

Do lado do Sindicato dos Metroviários, uma nova assembleia está marcada para as 17h desta sexta-feira, na sede da entidade, no Tatuapé, zona leste da capital. Antes disso, os metroviários se concentrarão na Estação Tatuapé, às 16h, e seguirão em passeata pela Radial Leste até o sindicato. O presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, reafirmou a proposta de voltar ao trabalho, caso o governo aceite a liberação das catracas – o que voltou a ser descartado por Fernandes.

“O sindicato já fez diversas concessões nesta campanha salarial, inclusive com redução do índice de reajuste (de 16% para 12,2%) e disposição de trabalhar um dia sem receber para que a população tivesse acesso ao transporte através da catraca livre. Mas o governador (Geraldo Alckmin) se mantém intransigente e fechado a qualquer negociação. Por isso, a greve vai continuar”.

O governo paulista ofereceu 8,7% de aumento salarial, mais benefícios, e disse não poder ultrapassar essa oferta. Os metroviários recusaram o índice e não houve acordo. Anteriormente, o TRT sugeriu um aumento de 9,5% para o fim da greve, mas novamente as partes não concordaram.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2014/06/06/greve-metro-demissoes_n_5460693.html?&ncid=tweetlnkushpmg00000067
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