13 de abril de 2014

Metrô, táxis, trens e aeroportos ameaçam parar durante a Copa do Mundo

Das 16 categorias que se mobilizam e podem paralisar suas atividades durante os jogos da Copa, 8 estão na área de transporte: aeroviários, metroviários, ferroviários da CPTM, motoristas e cobradores de ônibus, rodoviários, taxistas, motoboys e agentes de trânsito (marronzinhos).

A maior parte já está em campanha, e o calendário de mobilização deve avançar com a proximidade da Copa.

Outras, como os aeroviários (os que fazem serviços terrestres), querem um "abono-Copa", no valor de um salário nominal, para compensar jornadas mais longas. Benefício semelhante foi obtido por funcionários de empresas de ônibus de Londres durante a Olimpíada de 2012.

Reginaldo Alves de Souza, que preside o Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, justifica: "Eventos como Fórmula 1, festivais de rock e Copa exigem jornadas maiores."

O sindicato das empresas informa, entretanto, que não há negociação em curso.

Para o Sindicato Nacional dos Aeroviários, se não houver acordo até junho, a categoria deverá parar.
"Estamos nos preparando para isso. Evitamos no Natal, no Ano Novo e no Carnaval", diz Selma Balbino, presidente da entidade.

Metroviários também informam que a chance de greve é "clara". A negociação final deve ocorrer nos primeiros dias da Copa. Na última vez que a categoria parou, em 2012, a cidade teve 249 km de lentidão, a maior do ano.

Responsáveis por pequenas entregas, o principal sindicato da área, que representa os 220 mil motoboys da capital paulista, também avalia fazer greve durante os jogos.

No setor de segurança, 9.000 policiais federais planejam parar dois dias antes de a Copa começar. O protesto deve ser referendado em assembleias previstas para ocorrer em 30 dias em 27 sindicatos da categoria no país.

"Já foram feitas cerca de 15 paralisações de um a três dias neste ano. Antes da Copa será por tempo indeterminado. Em 2012, paramos por 70 dias. Há policiais trabalhando mais de 12 horas por dia e 3.000 cargos vagos hoje. Também é preciso rever os salários. Estamos há sete anos sem aumento", diz Jones Leal, presidente da federação nacional da categoria.

DE OLHO NO CALENDÁRIO

Metalúrgicos, têxteis e comerciários de São Paulo devem entregar suas pautas antes ao setor patronal para evitar que, com a Copa e o calendário eleitoral, as negociações se arrastem e trabalhadores sejam prejudicados.

"As montadoras concederam férias coletivas e licença, há impacto nas autopeças e na cadeia. A situação deste ano preocupa"diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

"Mas os efeitos devem se arrastar até 2015, por isso os trabalhadores de várias áreas já se mobilizam, inclusive, para fazer uma marcha do Basta, se for preciso", A produção do setor automotivo caiu 8,4% no primeiro trimestre, e os estoques passaram de 37 dias em fevereiro para 48 em março.
Mesmo categorias mais fragmentadas e sem tradição em fazer greves, como os comerciários, discutem formas para colocar "o bloco na rua".

"Com o dinheiro dos turistas circulando na economia, esse é o ano para negociar aumento real. As incertezas sobre 2015 também impulsionam as negociações para garantir melhores reajustes neste ano", diz Ricardo Patah, que preside a UGT.

Para o economista José Marcio Camargo, da consultoria Opus, salários maiores podem significar mais pressão na inflação. "O trabalhador está no seu direito de lutar por melhorias. Mas certamente o que é concedido é repassado para os preços."

Servidores federais de universidades e do judiciário também podem parar. "São cerca de 900 mil que, junto com movimentos populares, farão protestos nas ruas nos dias de jogo", diz José Maria de Almeida, coordenador da CSP-Conlutas.

Folha de SP
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