24 de março de 2014

A vergonha das portas automáticas do Metrô Vila Matilde


O governo de São Paulo convive há quase quatro anos com uma prova irrefutável da incompetência administrativa na manutenção do Metrô. Quem passa diariamente pela estação Vila Matilde, da Linha 3-Vermelha, se depara com uma série de portas automatizadas para evitar quedas na linha férrea que servem apenas como uma “decoração”.

Na última semana, passei mais uma vez por esta estação e é triste ver todo aquele dinheiro gasto em algo que não serve para nada. A estação da Vila Matilde foi a primeira a ser contemplada pelas novas portas na Linha-3, ainda em 2010. O projeto previa a adoção da tecnologia em outras estações na zona leste e isso, como bem sabemos, nunca aconteceu.

A falta de uso das portas automáticas virou alvo de investigação do Ministério Público, que apura, desde o ano passado, suspeitas de “prejuízo ao erário e atos de improbidade administrativa” na compra dos equipamentos. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que houve um grande erro no processo de contratação desse serviço.

Portas semelhantes já funcionam, há algum tempo, nas linhas 4-Amarela e 2-Verde, que operam nas regiões mais nobres da cidade, longe da periferia e da sempre esquecida zona leste. 

Nesta semana, questionei mais uma vez o Metrô sobre o motivo de tal incoerência na estação Vila Matilde e a resposta enviada pela empresa foi vaga, demonstrando que o problema deverá persistir por um bom tempo.

“As portas de plataforma já instaladas na estação Vila Matilde fazem parte de um plano para a implantação do equipamento nas estações de linhas mais antigas do Metrô. O consórcio vencedor da licitação, contudo, não tem cumprido o cronograma de implantação e foi multado”, disse o Metrô.
Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no ano passado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) disse que a proposta original previa 48 portas (em 18 estações) por R$ 72,5 milhões, mas essa quantidade foi modificada para 24 e o valor se manteve o mesmo.

O processo de licitação contou com a participação de apenas um consórcio, formado pelas empresas Trends Engenharia, de ex-funcionários do Metrô, e pela fabricante sul-coreana Poscon.

Segundo declaração dada ao jornal pelo Metrô em setembro do ano passado, a previsão era de que as portas automáticas começassem a funcionar até o final do ano passado. Pelo visto, esta será mais uma vergonha pela qual vamos passar no ano da Copa do Mundo, justamente na principal linha que liga a região central à Arena Corinthians, palco da abertura do Mundial no dia 12 de junho.

E ainda teve governante dizendo que seria possível a construção de uma linha para o trem bala até o Rio de Janeiro. Alguém realmente acreditou nisso?!

Fonte: Terra
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