18 de dezembro de 2013

Gerente do Metrô ligado a empresa subcontratada pela Alstom é exonerado

Gerente do Metrô ligado a empresa subcontratada pela Alstom é exonerado

O Metrô de São Paulo exonerou na terça-feira (17) o seu gerente de manutenção, Nelson Carvalho Scaglione.

Segundo reportagem publicada pelo jornal "O Globo", ele é ligado à empresa Façon, que prestou serviços para a Alstom nas obras da linha 2-verde do metrô.

O jornal diz que a Façon foi contratada por R$ 8,9 milhões, mas recebeu R$ 28,3 milhões diretamente dos cofres estaduais. De acordo com o jornal, a suspeita é que a empresa era usada para camuflar pagamento de propina.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que o próprio funcionário "também achou importante se afastar". "É melhor que ele possa também trabalhar na defesa dele", afirmou o secretário durante evento no qual o governo assinou contrato para construção da linha 6-laranja do Metrô.

Segundo Fernandes, Scaglione "já apresentou [uma] série de motivos" para explicar sua ligação com a Façon. O gerente exonerado argumentou, segundo o secretário, que é sócio de uma empresa chamada Celog, que apenas foi sócia da Façon num empreendimento imobiliário e não tem relação direta com companhia que foi subcontratada pela Alstom.

"Ele agora vai ter mais espaço e tempo para se defender", disse Fernandes.

DEPOIMENTO

Durante o evento desta manhã, Fernandes também criticou o fato de a Folha ter tido acesso ao depoimento que ele prestou à Polícia Federal.

Na edição de hoje, a Folha mostra que o secretário disse à PF estar "decepcionado" com João Roberto Zaniboni, do ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni, acusado de ter recebido propina da Alstom em uma conta que mantinha na Suiça. Fernandes também disse à PF que o "deixa indignado" o fato de Zaniboni, seu ex-subordinado, ter mantido conta no exterior.

"Eu fiz um depoimento sigiloso e até hoje não recebi", disse Fernandes. Segundo secretário, é preciso "contextualizar" e dizer em que momento ele demonstrou "indignação" com a situação. "Aparentemente minha indignação foi pelo fato de ter conta no exterior. Quanto à origem dos recursos, isso está em julgamento."

Folha de SP
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