25 de novembro de 2013

Usuários colam placas sobre superfaturamento em trens do metrô

Lê-se as seguintes placas no vagão da linha verde do metrô: "Mapa do Transporte Metropolitano", "Assento preferencial","Este trem foi superfaturado em uma licitação fraudulenta" e "Saiba como agir em caso de anormalidade".

No caso, quem se mexe contra a anormalidade é o próprio metrô de São Paulo: idêntica às placas institucionais, a mensagem anônima sobre o cartel denunciado pela Siemens já tem mais de 5.000 compartilhamentos em redes sociais.

Além de espalhar fotos dos trens, usuários paulistanos reproduziram a placa e disponibilizaram o arquivo para download. Eles defendem o "anonimato" e o "domínio público" nesse tipo de intervenção urbana.

"Até estou procurando o verdadeiro autor. Queria me explicar e contar que refiz a arte para as pessoas espalharem", diz o designer gráfico André Buika, 29, que recriou a imagem em alta resolução.

Ele ofereceu duas versões da mensagem em seu site porque "acredita na intervenção urbana como forma de protesto".

O blogueiro Aldine Paiva, 36, que publicou o link para a imagem e registrou 10.000 visualizações em 24 horas, também não faz ideia de quem seja o autor original.

"A ideia é que o máximo de pessoas reproduza, baixe, imprima e cole por si mesma", diz. "É bacana usar o layout do próprio metrô."

INTENÇÕES ELEITOREIRAS

Segundo o PSDB, que tem políticos acusados de receber propina em licitações do metrô e da CPTM, os adesivos foram colados "por pessoas com intenções eleitoreiras".

"O PSDB de São Paulo considera essa ação inescrupulosa, bem como a ação do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo", diz a nota do diretório estadual do partido.

Em entrevista no fim de semana à Folha, o ministro refutou as acusações do partido.

"Qual é o papel do ministro da Justiça? É mandar apurar, com sigilo", disse então Cardozo, que encaminhou à Polícia Federal denúncias contra políticos tucanos, do DEM e do PMDB. No documento enviado à PF, Edson Aparecido, principal secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), é acusado de receber propina do lobista Arthur Teixeira, indiciado por intermédio no pagamento de comissões em contratos do Metrô e da CPTM.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Em nota, o metrô diz que "é contra ações que causem danos ao patrimônio público, por isso já tomou as medidas necessárias para retirar os adesivos e evitar que voltem a ser colocados".

A entidade afirma que "não se trata de cercear a liberdade de expressão, mas zelar pela conservação dos trens".

A assessoria não sabe informar quantas placas foram coladas nos trens, nem quantas já foram retiradas. "Sempre colam mensagens com diferentes conteúdos nos trens, esse tipo de material sempre é retirado."

Fonte: Folha
RICARDO SENRA
DE SÃO PAULO
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1 Comentários

Um comentário:

Minelli Delorean disse...

Meu sonho é ver adesivos semelhantes à este colados sobre os auto-falantes dos trens, que agridem os ouvidos dos usuários diariamente, com suas mensagens e bips de alerta ensurdecedores, que são reproduzidos à mais de 80 decibéis, podendo causar danos irreversíveis aos usuários/trabalhadores dos trens que diariamente estão expostos à estes alertas.

As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do blog Diário da CPTM.
Observações:

  • Último trem do terminal de Jundiaí para Francisco Morato tem partida programada às 23h30.
  • A transferência entre linhas é garantida desde que o usuário esteja em sua última estação de transferência até as 00h. Para mais informações, confira o Regulamento de Viagem. ​​​​
De domingo a 6ª feira, das 4h à meia-noite, e aos sábados das 4h à 1h (sentido único, do centro de São Paulo para os bairros e municípios da Região Metropolitana).