13 de agosto de 2013

21 entidades vão protestar contra suposto cartel do Metrô e CPTM


A passeata deve seguir pelas ruas do Centro da capital e terminar na Secretaria dos Transportes Metropolitanos
Foto: Divulgação

O ato está marcado para as 15h, no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo


O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Movimento Passe Livre e mais 19 entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), farão um protesto na quarta-feira, dia 14 de agosto, contra a suposta formação de cartel em obras e licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPMT). O ato está marcado para as 15h, no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo.

A passeata deve seguir pelas ruas do Centro da capital e terminar na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Os manifestantes exigem que o dinheiro do suposto cartel seja devolvido ao Estado para melhoria do transporte público e redução das passagens. Para isso, eles pretendem entregar uma série de reivindicações ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.


Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.


A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.
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